EntrevistasStormy News

ANCESTRAL CANTICO – Ancestralidade Black Metal

...Sempre procurando viver da melhor forma possível, lutando contra nossa própria decadência, sem ligar para regras ou tradições que não condizem com nossos ideais. E que o juízo dos outros sobre nós, seja nada!

Ancestral Cântico é uma entidade Raw Black Metal em sua forma mais magica e lúcida de ser, seus hinos de guerra, vociferados em nossa língua pátria, refletindo assim os desejos de sabedoria e conquistas do maligno reino…, honrando os ancestrais ritos! A Natureza! A rebelião!

ANCESTRAL CÂNTICO, entidade expulsa do ventre do mundo em 2014, com a finalidade de propagar o Black Metal vociferado em nossa língua pátria…, apresente os seres envolvidos no ritual do ANCESTRAL CÂNTICO! E, nos explique a origem do “CÂNTICO PAGÃO & DIZERES PROFANOS ANCESTRAIS”.

Herege: Saudações, aliado Hioderman, antes de qualquer coisa, é uma grande honra poder nos corresponder com um guerreiro como você, que mantém a velha chama do underground viva! Ontem, hoje e sempre!

Os seres do abismo que compõe o Ancestral Cântico são: Ad Voce Luna também conhecida como H.A.T.T.E., no contrabaixo e proclamando os vocais ancestrais; Malevolus também conhecido como WarFront, na execução da bateria e dos vocais guturais e eu Nigrum Solis também conhecido como Herege, na guitarra fazendo também os vocais rosnados e eventualmente tocando teclado quando necessário nas gravações.

Sobre o Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais: eu vim de sucessivos projetos que se afundaram em cachaça, drogas e falta de compromisso… Desse tempo, os que não pararam de ouvir manifestações musicais de conteúdo lírico extremo, mudaram para outros estados, pararam de manter contato ou passaram para o outro lado (viraram malditos cristãos descarados). Dessa época destaco 3 projetos que foram importantes para chegar na evolução chamado Ancestral Cântico: LEKTER do início do ano de 2005 E.V. (onde compus e estruturei os hinos: 01 – Para Desespero Cristão!, 02 – Ave Satanás! e 03 – Cristão Opressor é o Inimigo e Tem que Morrer!); PORNÔ GORE D.C. do final do ano de 2006 E.V. (projeto esse que desenvolvia elementos do Porn Noise somados a uma temática Splatter/Gore anticristã onde compus os hinos:  01 – Juramento de Guerra! e 02 – Aos Porcos Cristãos a Pestilência e a Morte!) e o R.I.M. (Ritual de Iniciação a Morte) do começo de 2007 E.V. (onde escrevi e estruturei os hinos:  01 – Mórbido Luto pela Decadência Terrena,  02 – Hino Maléfico e 03 – Poder e Soberania).

No ano de 2008 E.V., estabeleço a Dizeres Profanos R.I.M. (a abreviação, R.I.M., passa a significar Ritual do Interior Misantrópico), aonde venho reunir todas essas composições em uma só manifestação no formato One Man Band, mas por ironia do destino encontrei mais dois cachaceiros malditos e em julho de 2008 E.V., ao me unir a eles, formamos: A Irmandade de Guerra Inverto o Unigênito (nota: essa posteriormente virou a horda Inverto o Unigênito – Death Metal de SSA/BA).

*Registro em vídeo dessa fase:

Após divergências de opiniões a Dizeres Profanos R.I.M. deixa de executar seus hinos pela Irmandade de Guerra Inverto o Unigênito e volta a ser um projeto de uma pessoa só novamente. Então na transição do ano de 2009 para 2010 E.V. é formada A Irmandade de Guerra Trindade Bellica com as One Man Bands: DIZERES PROFANOS R.I.M., CÂNTICO PAGÃO (de Guerreira H.A.T.T.E, no caso uma one woman band) e a TERMINAL SHAPE (de Agressor Belial também conhecido por Léo Fenriz, ex-Suicidies), essa foi a melhor fase até então. Mas, como sempre o caos e a desgraça imperam nesse mundo. Pouco tempo após o primeiro ensaio no extinto Studio Black Home; Agressor Belial da Terminal Shape é obrigado a mudar de estado por motivos profissionais e familiares… Nesse tempo, que a atual horda: Inverto o Unigênito – Death Metal [SSA/BA] vira uma One Man Band também, e juntamente com Dizeres Profanos R.I.M. e Cântico Pagão formam a Trindade Abbadônica.

*Registro em vídeo dessa fase:

Nessa fase, desgraça pouca é bobagem, rapidamente essa aliança se desmancha e fazemos a Guardiões do Sul no início de 2011 E.V., com as “One Man Bands”: DIZERES PROFANOS R.I.M., CÂNTICO PAGÃO e a TRIUMPH. Em meados do sexto mês desse mesmo ano, decido que precisávamos de um frontman e Fernando Profano da One Man Band: ABISMO PROFANO é integrado a Guardiões do Sul, o que gerou um mar de individualismo desgraçado. Então resolvo tirar a Bellicos Triumphos (antiga Triumph) e a Abismo Profano dos Guardiões do Sul e fundo o Cântico Pagão com Dizeres Profanos R.I.M. (pois eu e H.A.T.T.E. éramos mais produtivos e dedicados, lançando vários registros como até hoje fazemos no Ancestral Cântico), e assim juntamos a Cântico Pagão com Dizeres Profanos R.I.M. em uma única frente de combate ou horda como queiram chamar, formando assim o Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais, onde Malevolus rapidamente substitui Fernando Profano passando a frontman e posteriormente com muita dedicação vem a substituir Impetuus da Bellicos Triumphos, passando para o posto de baterista. No ano de 2012 E.V., não vale muito citar mais chegamos até ter um segundo guitarrista…

FOTO: Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais – Herege, Malevolus, H.A.T.T.E.

Então em 2013 E.V. voltamos para o velho formato powertrio, mas Malevolus se afasta por motivos de força maior… Então levamos em frente como um duo (eu e H.A.T.T.E.), até que em 2014 E.V. decidimos abreviar o nome para Ancestral Cântico… Continuando essa saga maldita, até que em 2017 E.V.; Malevolus retorna para essa caótica jornada.

A horda possui 8 itens lançados, o mais recente é a split demo tape com o Exequial, com um trabalho gráfico magistral, e, lançado via Sector Brutal Music (selo do meu grande amigo Davidson Garcia), qual o sentimento envolvido com o formato deste lançamento? Este tape tem uma versão CD ou saiu somente em tape?

Herege: Sim, possuímos oito lançamentos até o momento: O debut álbum – Ancestrais Dizeres Profanos (Full-length 2015 E.V.), a polêmica demo ensaio – Anti as Pragas Abraâmicas Judaica / Cristã / Islâmica (Demo 2017 E.V.), que marca o retorno de Malevolus e da formação da época, do Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais que ficou conhecida como clássica. Demo essa que saiu no já velho formato CD-R, pela Rex Serpentis Fidelis (Prod./ Distro – SSA/BA) estabelecendo a mesma no cenário e rompendo barreiras até então nunca ultrapassadas. Essa demo contem 4 faixas apenas (uma polêmica introdução, 2 hinos + uma entrevista cedida a Web Radio: Legions of Death – SP, que saiu na edição de número 62). Também limitada a 33 cópias, essa demo foi gravada no excelente Z6 Estúdio.

Lançamos também em fevereiro do ano de 2018 E.V., após fechar um pacto com a manifestação pernambucana Ungodly Priest, o Split: Entidades Profanas (split 2018 E.V.); também limitados a 33 cópias em parceria com a Hellfire (Prod./ Distro – REC/PE).

Em março desse mesmo ano sai a demo ensaio: Em Honra dos Antigos (Demo 2018 E.V.), também limitados a 33 cópias pela Rex Serpentis Fidelis (Prod./ Distro – SSA/BA). E em novembro desse mesmo ano ainda sai o split: Aliados Ancestrais Sobre o Caos Infernal (Split 2018 E.V.) com a Solve et Coagula de MG, a ideia era que fosse concebido pelas Produtoras e Distros: Raw Music Production (MG), Baptism of Fire Distro (RN), Hell Fire (PE) e Rex Serpentis Fidelis (BA) e passado nos 4 estados, limitado em 4 tiragens de 66 cópias cada. Mas não deu muito certo, e acabou só saindo uma tiragem de 66 cópias que foi divida entre a gente e os membros remanescentes da Solve et Coagula, onde tratamos de espalhar por nos mesmo. Mas até então nada de novo, sempre foi assim mesmo, guerra é guerra e o importante é ergue a cabeça e se preparar para as próximas guerras que estão por vim!

E foi o que aconteceu quando Malevolus passou o contato do Davidson de SP, pois esse queria a maldita demo ensaio: Anti as Pragas Abraâmicas Judaica / Cristã / Islâmica; então enviei para ele… E conversa vai conversa vem ele falou que tinha um projeto, que era o Exequial… E que projeto da porra viu! Quando escutei a demo que mais parece um EP, eu logo disse para aquele maligno que a Rex Serpentis Fidelis tinha que lançar esse agouro desgraçado em formato físico! Nessa época tínhamos um bode (uma maracutaia como dizia meu avô), aonde a baixista estagiava em uma gráfica na qual dava para rodar meu mundo de impressão em folha A3, com 3 capas  frente e verso por folha, na hora do almoço… Mas logo na vez de mandar ver no artefato da Exequial, deu ruim, pois ocorreu uma mudança da gestão da gráfica em que ela estagiava, e ela acabou não tendo a carteira assinada… Nisso, também entrou água no nosso segundo full-length: Cânticos Lunares, que já estava engatilhado, perto para explodir na cara da sociedade cristianizada…

Foi tenso aquele ano, uma desgraça atrás da outra em nossas vidas…

Então o maldito do Davidson vai e lança em tape o Full-length: The Wretched Essence da Diabállein e no mês seguinte, bem no finalzinho de dezembro, lança o nosso segundo full: Cânticos Lunares (full-length 2018 E.V.) em tape também, a coisa mais linda que já tive em minha vida! Encarte com 6 dobras, colorido, frente e verso, com todas as letras e informações que você imaginar, também limitado a 33 cópias! Para mim isso foi como se o Krampus tivesse degolado o Papai Noel filho da puta sacou?! Já o “underground brasileiro” recebeu como se tivesse tomado dois tiros de doze na caixa dos peitos, se é que você me entende?!… Engraçado que mais a frente em setembro de 2019 E.V.; Malevolus conseguiu que esse mesmo full-lenght: Cânticos Lunares; saísse na Bolívia, em tape também pela Vociferos Malditos Producciones, em uma versão com encarte preto e branco mais simples limitado a 100 cópias, que se esgotou rapidamente.

Enfim chegamos nesse ano epidêmico cheirando a morte de 2020 E.V., onde liberamos o EP: O Caminho dos Rebelados (Manifesto), pelo Bandcamp em 11 de julho… Para em 13 de agosto desse mesmo ano, que é marcado pela lembrança do dia da morte de Jon Nödtveidt do Dissection, liberar, em homenagem a ele a demo: Locus Solus… E finalmente o tão aguardado split: Aqua Abyss e o Prelúdio da Imortalidade; com a Exequial, que saiu em outubro desse mesmo ano mortífero, tornando essa época macabra tão boa, quanto ruim, se é que podemos dizer isso?…

Rapaz, sobre o que eu senti com esse lançamento, feito por esse velho bode da peste do Davidson Garcia também conhecido pelos espectros do abismo mais profundo do underground como Nefarious Herald, é imensurável! Sobre a questão se esse split só tem na versão tape; liberamos pela Rex Serpentis Fidelis (Prod./Distro) com o consentimento da Secutor Brutal Music, uma versão CD-R desse mesmo split, que saiu com uma nova prensagem, de: Misanthropic Mediation About Suicide – First Demo, de 2018 E.V., do Exequial.

“Ancestrais Dizeres Profanos”, primeiro CD da horda, aqui vocês ainda eram um duo, sobre o que versam os sons desta obra? Sendo um duo, facilita ou dificulta no momento de executar os sons? 

Herege: Sim, nessa fase éramos um duo, e isso facilitou bastante. A primeira versão desse artefato é de meados de 2015 E.V., e saiu por conta própria, em uma edição limitadíssima de 33 cópias (algo que, diga-se de passagem, acabou virando uma tradição nossa). Nesse artefato reunimos as composições mais antigas, que tocávamos ao vivo incansavelmente, na época que utilizávamos o nome: Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais; só que aqui gravamos cada hino da maneira que imaginávamos que eles tinham que serem executados, isso é claro, levando em consideração a capacidade e o conhecimento que tínhamos. Esse registro embora seja o com tempo de duração mais longo da gente até hoje (são 10 hinos totalizando mais de 50 min), foi o mais tranquilo de gravar, pois, as bases já viam sendo tocadas á anos e eu e H.A.T.T.E.; sabíamos exatamente o queríamos.

A temática aqui é baseada em fatos históricos: começamos abordando a invasão dessas terras que posteriormente ficaram conhecidas como Brasil, pela escória europeia cristã; falamos também dos atentados terroristas, mais uma vez em nome da fé, só que dessa vez, coordenados pela organização fundamentalista islâmica, que se tornaram destaques após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 E.V., entre outros fatos que justificam a aversão que sentimos das religiões abraâmicas, em geral. Fatos esses que tornaram esse debut album recheado de guerra, morte, destruição, ódio e niilismo.

Vale apena ressaltar, que esse mesmo artefato teve em meados de 2016 E.V. uma segunda edição ainda mais limitada acredite; só que mais elaborada com encarte semi-pôster em papel couché que saiu em parceria com a Padílhos Realizações (Produtora e Distro – SSA/BA, de Daniel Asmoug), limitado a 10 cópias somente, onde a maioria foi passada a aliados e aos aliados dos aliados de Recife/PE, presentes no Hellfire IV.

Algo interessante nos trabalhos da ANCESTRAL CANTICO é que a maioria é lançamento limitado a 33 cópias, exceto “Aliados Ancestrais Sobre o Caos Infernal” que foram 66 cópias e, o atual split que é 50 cópias. Mesmo com o fato de serem bem seletos, vocês pensam em aumentar um pouco a tiragem? Já houve pedidos de reeditarem algum dos lançamentos? A maioria são lançados de forma independente…

Herege: A maioria dos nossos lançamentos saiu pela Rex Serpentis Fidelis (Prod./Distro) que é uma organização que luta pelo desenvolvido do subterrâneo e de produções dignas para aqueles que compactuam com nossa causa. Essas pequenas tiragens de 33 cópias, são direcionadas para trocas e para serem enviadas a zines e aliados de outras hordas.

Sim, recebemos propostas de relançamento em tiragens maiores; como a da Vociferos Malditos Producciones da Bolívia, que em 2019 relançou por lá o segundo fulllength da gente: Cântico Lunares de 2018 E.V.; limitado a 100 tapes, com encarte em preto e branco que se esgotou rapidamente, como comentei mais a cima e está para sair alguns dos nossos registros pela, underground metal label and distro: Black Hearts Records de SP com tiragens de 500 copias no formato Digipack CD e Digifile A5.  

Hoje em dia a banda é um trio. Vocês vieram de outras hordas/projetos, alguns destes ainda estão na ativa? Vocês hoje atuam somente a frente do ANCESTRAL CANTICO?

Herege: Atualmente embora não anunciamos oficialmente ainda, somos um quinteto composto por um frontman que exerce os vocais principais: Lord Profane Kataris que é o único membro original e fundador da horda Barzabel, também baixista da horda Chama Negra, e da XXX, ex-Domminvs Infernalis, ex-Enslavement of Satan. Na guitarra rítmica e também executando os vocais atmosféricos: Pa Zv Zv que além de ser mentor fundador, guitarrista e vocalista da horda Domminvs Infernalis; é baterista também da horda Barzabel a mais de 10 anos, ex- Chama Negra, ex-Enslavement of Satan. No contrabaixo e continuando a proclamar os vocais ancestrais: Ad Voce Luna também conhecida como H.A.T.T.E que foi ex-Dizeres Profanos [Live] e ex-Inverto o Unigênito [Live]. Agora só executando a bateria continuamos com: Malevolus também conhecido como WarFront que é fundador, baterista e vocalista da Sodomy and Lust e da Bestial Nuclear Atrocious; também baterista da XXX, ex-Atrocius Temple, ex-Sacrilégios. E na guitarra líder e eventualmente no teclado eu: Nigrum Solis também conhecido como Herege, que fui ex-baixo e vocal da Suicidies; ex-baixo e vocal, compositor e letrista da Natas; ex-Cântico Pagão [Live]; ex-Inverto o Unigênito [Live] e a uns anos atrás criei a XXX. Não posso deixar de citar também que eu, Pa Zv Zv e mais uns insanos, estamos em processo de composição para manifestar mais uma maldição no mundo que leva o nome de: Majestic Suicide, projeto de Krucifier tecladista do Domminvs Infernalis.

 

Achei muito interessante o Webzine destinado a relatar os acontecimentos envolvendo o ANCESTRAL CANTICO, bem interessante os escritos e relatos… Criando um clima bem atrativo do Antigo com o Atual.

FOTO: Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais – Retornando aos Tempos Primordiais, 2011 E.V. (Matriz da Tape e do CD)

Herege: Anteriormente no tempo do Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais, e mesmo antes quando a Cântico Pagão e a Dizeres Profanos R.I.M. ainda não tinham se fundido. Registrávamos tudo que íamos desenvolvendo (desenhos, flyers, matrizes, etc) em pasta arquivo. Nesse tempo ainda imperava a XEROX, muitos de nossos lançamentos saíram assim, lembro que possuíamos a matriz e os aliados próximos se encarregavam de tirar uma cópia. O único trabalho que tínhamos na distribuição era de numerar a cópia e da, uma assinatura de autenticação. Por falar nisso todos os lançamentos do Cântico Pagão, Dizeres Profanos R.I.M, assim como os do Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais estão disponíveis para serem ouvidos nesse Webzine que eu e H.A.T.T.E.; montamos em 2013 E.V.; após Malevolus se afastar. Nesse domínio utilizamos o nome e o logo da horda Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais como uma homenagem, e continuamos em frente como Ancestral Cântico. Lá arquivamos todos nossos registros, além de assuntos pertinentes a essa jornada.

O som da horda é bem calcado no old school BM, quando ouvi a demo, tive a sensação de estar ouvindo uma banda antiga, acho que a simplicidade nos riffs e no modo de cantar ajuda muito a ter esta “noção”. Aproveitando o ensejo, lhes pergunto, quais a influencias da banda, literárias e músicas?

Herege: Os artefatos que mais escutei em minha vida foram: Don’t Break the Oath do Mercyful Fate, Drawing Down the Moon do Beherit, Blood on Ice do Bathory, “…Again Shall Be” do Hades, Dark Metal do Bethlehem, Worship Him do Samael, Scream Bloody Gore do Death, Beneath the Remains do Sepultura, The Laws of Scourge do Sarcófago. Já o que gosto de ler vai de Humano, demasiado humano de Friedrich Nietzsche a Noite na Taverna de Álvares de Azevedo, de poemas como a Tabacaria de Fernando Pessoa quando ele usava o heterônimo de Álvaro de Campos a Aforismos Para a Sabedoria de Vida de Arthur Schopenhauer.

H.A.T.T.E.: Eu acrescento: Odes ao Oculto do Hecate, XVI do Miasthenia, Nordavind do Storm, Hostmorke do Isengard, Triarchy of the Lost Lovers do Rotting Christ, Nightfall do Candlemass, Altars of Madness do Morbid Angel e Jesus, Intense Weeping do Calvary Death + livros de histórias sobre civilizações antigas e sobre mitologia.

Malevolus: No que foi dito anteriormente eu só acrescentaria na lista: Live in Leipzig do Mayhem, Storm of the Light’s Bane do Dissection e Black Millenium (Grimly Reborn) do Mütiilation.

Creio que a última apresentação da horda foi em 2019 (Descrita no webzine), no “Hellfire V”, ao lado das hordas Night Occult/PE, Féretro/PE, Ungodly Priest/PE e Brutal Morticínio/RS, neste evento o “Malevolus” não pode comparecer (por questões de trabalho) e vocês tiveram que convidar outro guerreiro. O que podes comentar de como é a horda ao vivo? Quais som executam, são somente sons da horda ou fazem alguma homenagem?

Herege: Essa foi a primeira e única vez que tocamos ao vivo com o Ancestral Cântico, essa celebração ocorreu no estado de Pernambuco e Malevolus não pode ir conosco por causa de assuntos familiares e de trabalho também. Já estava praticamente cancelada nossa participação, quando Infernal, vocalista da Ungodly Priest, fez contato com Nattenz (que faz parte de outro projeto com Infernal e atualmente é o baterista do Ungodly Priest) para assumir o compromisso de executar os tambores do Ancestral Cântico, isso faltando menos de um dia para a cerimônia, que foi um inferno na terra! Postamos trechos dessa celebração no nosso canal do Youtube a qual pode ser conferida nesse link:

Ao vivo tocamos como era feito nos tempos do Cântico Pagão & Dizeres Profanos Ancestrais, inclusive vale ressaltar que nessa fase todos os nossos registros são ao vivo e podem ser conferidos pelo Webzine da gente. Outra coisa é que não utilizamos teclado ao vivo, nunca conseguimos um tecladista para se dedicar a nossa causa.

Como anunciei aqui, estamos com uma nova formação e temos planos de homenagear a saudosa Enslavement of Satan. Mas, por enquanto estamos nos dedicando na composição dos hinos novos que vão sair no split com a Heretic Malignum de MG, ano que vem.

Sempre ouvimos algumas histórias da cena baiana, uma das mais brutais do país, repleta de excelentes hordas, algumas até lendárias. O que podes relatar de como está a atual cena baiana?

Herege: Se renovando a cada dia. Vejo criaturas obscuras mais novas que a gente, surgindo com a mesma paixão e ódio de quando éramos mais jovens. Assim como tem gente muito mais velha que nós, criando projetos novos, como é o caso da Nigrae Lunam que é de 2018  E.V., que tem como frontman Paulo Brasil, sobrevivente que atuou em importantes bandas da formação da cena soteropolitana como: Zona Abissal (que é do início da década de 80) e o Thrash Massacre que representa os tempos remotos do início de formação do cenário extremo baiano. Sobre as hordas lendárias, muitas delas estão retornando, como é caso da Mortius, representante memorável do início da década de 90 ou se renovando com o passar do tempo, como é o caso da Arkhôn Tôn Daimoniôn, que se mantém ativa desde meados da década de 90.

Meu nobre, agradeço imensamente o tempo cedido, e, deixo este espaço para suas considerações e algo mais que os irmãos desejem relatar! Hail’z Ancestral Cântico! 

Kataris: Salve Hioderman e todos do submundo. Segundo minha vivência no Necro Underground, o Ancestral Cântico vem percorrendo um caminho difícil, mas fortalecendo cada vez mais a cena fudida da Terra Sem Salvação!

Pa Zv Zv: Negras saudações a todos os guerreiros(as) dos quatros cantos da terra, sempre busquem por suas evoluções. Hoje temos o privilégio de percorrer nossos próprios caminhos místicos, buscando conhecimento e estudo segundo nosso instinto e intuição. Sabendo que hoje em dia é muito difícil no underground viver, mas que esse ainda vive em cada um de nós. Seguimos como lobos de guerras, rechaçando nossos inimigos. Observamos o radicalismo inconsciente que cria desfechos desnecessários dentro do metal, por esse motivo sempre analisamos nossas próprias chamas, pois a evolução de Lux Ferri está dentro de cada um de nós, mais uma vez agradeço a todos os que buscam essa chama e que estão a se conectar com as nossas ações. Herege: Acrescento nas mensagens anteriores, que honrar nossos ancestrais é honrar a sabedoria dos antigos caminhos, e honrar a si mesmo! Como foi dito antes, valorosos guerreiros reconhecem os seus, e apoiam seus projetos para a honra e glória dos caminhos obscuros aos quais estamos fadados a percorrer. Sempre é bom lembrar que a terra não pertence ao homem e sim o homem que pertence a terra. Nada vai sair como planejado, mas temos que continuar insistindo no que acreditamos, buscando conhecimento e fortalecendo o corpo e a mente. Sempre procurando viver da melhor forma possível, lutando contra nossa própria decadência, sem ligar para regras ou tradições que não condizem com nossos ideais. E que o juízo dos outros sobre nós, seja nada.

A. T. T. E.: Enfatizo nas ideias passadas pelos meus aliados, que natureza não faz nada em vão. Olhem para a lua e entre em sintonia consigo mesmo, nesse novo ciclo que se inicia. Mantenha a conexão com a natureza, para que essa nova década seja valorosa e de muita evolução. Honre os ancestrais! Honre a natureza! Sinta a energia que está dentro do vosso ser, através dessa conexão. Cultive o que há de mais valoroso e siga em frente… Faça por você!

Malevolus: No mais em nome da nova formação do Ancestral Cântico, venho agradecer o suporte de todos os aliados (as) que acompanham e fortalecem essa jornada maldita!

Site Oficial – https://cxpxdxpxancestrais.wixsite.com/cxpxdxpxancestrais

Youtube – https://www.youtube.com/user/CxPxDxPxAncestrais/featured

Facebook Page – https://www.facebook.com/ancestralcantico/

Instagram – https://www.instagram.com/ancestral_cult

Soundcloud – https://soundcloud.com/ancestralcantico

Bandcamp – https://ancestral-cantico.bandcamp.com/releases

Mostrar mais

Hioderman ZArtan

Editou os zines "Anaites" e o "Guerreiros Zineiros". Designer gráfico Underground e mentor do Anaites Records.

Veja também...

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar