Resenhas - LPs/Cds/K7s

BATTLE DAGORATH – II Frozen Light of Eternal Darkness

Avantgarde Music (Reissue Vinil) / Importado

Se você é um grande fã de Lord Of the Rings – O Senhor dos Anéis – vai querer conferir o trabalho novo do Battle Dagorath. Com lançamento hoje 14/05/2019, e após 4 audições consecutiva pude fazer essa review.

A banda traz seu nome do Sindarin (Batalha das Batalhas) que está presente no universo de J. R. R. Tolkien, descrito na obra Silmarilion, uma das maiores e brutais profecias realizadas por Mandos sobre o fim dos tempos.

Mas vamos ao que interessa, o álbum novo, intitulado  II Frozen Light Of Eternal Darkness, uma sequência do ao trabalho anterior Dark Dragons of the Cosmos. O álbum original em CD foi lançado em 2017, o que temos em mão é a edição em vinil deste clássico lançada agora.

O álbum abre com “The Great Untuning” instrumental preparando caminho para “Death ov Aeons” que é matadora! Épica e nos leva além das fronteiras do tempo e, claro, há sons fantásticos de dragões antecedendo o clímax da música.

Asteres Planetai” celebra a morte da luz e somos tomados por uma ambientação sonora encantadora. Eu ouvi este álbum no escuro, com uma cerveja nas mãos e vale muito apena. As faixas são longas, mas necessárias. A morte da luz é uma sinfonia obscura sobre as mudanças no mundo dos homens diante do poder negro.

Uma cerimônia aos Antigos. Um lamento diante das mudanças é o que clama “Cast Their Ashes to the North Wind”. Faixa de 20 minutos e para mim, uma das melhores do álbum. A música evolui e muda completamente de timing ao longo de sua execução. Maestria.

A noite é fria e indecifrável, suas profundezas são misteriosas e escondem segredos, essa é a temática de “Evoking the Mirrors”. A faixa mais Black Metal do álbum, padrão Black Metal ambiente, lembra muito os anos  de ouro do Emperor certas passagens.

Em  “Fire Born from the Seer’s Light” temos liricamente o encerramento do álbum. Um ciclo chega ao final quando o vidente nos leva a Terra dos Fantasmas. Lamento à queda, ao fracasso da batalha terrana. A sequência com “Supernal Realms” nos favorece uma viagem pelo maravilhoso mundo do Black Metal Ambient.

Por fim “Ignis Featuus” encerra o álbum no melhor estilo Burzum em sua era clássica. Um “enclosure” sinistro que apenas celebra o domínio do mundo negro sobre nossas almas mortais. Cercados  da luz fria a morte está ao nosso redor.

Nota: 7/10

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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