Entrevistas

BLACKHEART MAGAZINE – De Revista à Editora… O Reconhecimento Aliado à Competência!

"Sabe aquele moleque que matava aula pra ir na loja de disco comprar um LP ou CD? Esquece, ele não existe mais!"

Falar do Weder Ferreira é falar de um headbanger que honra nossas raízes, um homem incansável que luta contra todas as dificuldades para manter viva a velha essência em que o underground nasceu. Hoje no comando da BlackHeart Magazine o fez se tornar uma das figuras mais notórias da cena brasileira e aliado à sua competência a BlackHeart hoje, a revista que fundou uma editora e outras atribuições que são executadas com primor. O convidamos aqui para que ele nos fale sobre toda a trajetória deste que se tornou um dos veículos de imprensa mais confiáveis do Brasil.   

Weder Ferreira, foto por: Acervo Pessoal

Salve nobre Weder, a Black Heart Magazine hoje se tornou o mais importante veículo impresso em nosso país e talvez na américa do sul, como surgiu a ideia e como foi o inicio de tudo?

Weder Ferreira – Opa salve Lozano! É uma grande honra estar aqui falando com você!
Então a BlackHeart iniciou em 2019. Eu comecei a formular a ideia de um fanzine primeiramente em 2018, e conversei com duas pessoas que haviam lançado o UTU, minha banda, sobre um patrocínio do material gráfico. Eu havia feito um fanzine na década de 90 no início ali do meu envolvimento no underground, e esse fanzine falava de tudo, Death, thrash, grind, crust… mas em 1994 eu formulei o Doom Faction e fiz apenas um número desse fanzine. A BlackHeart nasce do conceito do Doom Faction com uma visão mais voltada ao metal extremo, principalmente por ser onde eu mais estou inserido, com bandas e também apoio das bandas. Então em 2018 tive essa ideia, em 2019 ela foi concretizada, mas primeiramente seria apenas um fanzine de capa colorida, feito tudo em casa, com tiragem de 50 cópias.

Tenho acompanhado o trabalho da BlackHeart Magazine desde o início e notei uma curva de crescimento absurda em muito pouco tempo, louvável por sinal. Como você associa este crescimento? qual o seu ponto de vista?

Weder Ferreira – Cara como falei anteriormente, seria um fanzine de 50 cópias mas recebi logo na primeira tiragem uma proposta de aumentar pra 100 da Hammerheart Records, fizemos isso, e no fim esse número 1 chegou a 200 cópias, de lá pra cá eu tenho sempre aumentado a tiragem! Acho que o crescimento da BlackHeart está mais envolvido ao foco profissional que dei a ela! Juntou o meu sonho de moleque ali ainda na década de 90 de ter uma revista e a oportunidade que tive nesses tempos, de ter em mãos todo aparato para tal, desde criação a parte jornalística da revista, tive a sorte de ter a Isabela que contribui com correções dando um toque mais profissional. Enfim acredito que está tudo relacionado a isso profissionalismo, seriedade, honestidade e principalmente boas ideias que estavam guardadas a quase 30 anos.

Weder Ferreira & Isabela Paes, foto por: Acervo Pessoal

…e de revista o trabalho foi se profissionalizando cada vez mais até que acabou também se tornando uma editora, fato inovador no underground e deveras supremo. Como estão os trabalhos da BlackHeart como editora?

Weder Ferreira – Então eu comecei a ter ideias que não comportavam mais em uma só revista. Uma coisa que todo fanzineiro sabe aqui no Brasil é que existe uma grande falta de profissionalismo das bandas em responder e em relação a exterior existe toda a problemática do contato. Hoje consigo ter contatos de forma mais fáceis, mas no início foi tudo muito difícil. Então no momento que eu estava esperando uma resposta de uma banda as ideias foram surgindo e começamos então com as edições especiais, depois edições de bandas, depois livros de bandas, livros de artes, livros específicos sobre a cena underground, então eu via muito fora do país, principalmente Europa, editoras assim, me perguntei porque não fazer algo assim no Brasil com a mesma qualidade de fora? Foi só correr atrás e trabalhar em favor disso. Hoje lançamos 6 edições regulares, diversas edições especiais e vários livros, que não devem nada a lançamentos gringos, não temos o mesmo apoio do público, mas paciência! Podemos dizer que somos a primeira editora nesse segmento no país e que trabalhamos a cada dia para o crescimento dela. Temos vários outros projetos e acredito que iremos por em práticas todos eles no momento certo!
E sobre os nossos trabalhos, estamos com vários livros disponíveis no momento e outros em produção! Uma grande novidade e acredito ser uma enciclopédia do metal extremo da década de 80 e 90 é a série Glue Fire Death que acredito chegar a uma coleção de livros de 4 volumes.

Glue Fire Death Vol.2

Já Já vamos falar do Glue Fire Death. “…não temos o mesmo apoio do público”, vejo que o brasileiro não está condicionado a boa leitura, infelizmente, pode ser impresso ou on-line. Mas seria essa a probabilidade para a falta de apoio?

Weder Ferreira – Hoje é muito difícil em falar de apoio, até por que vivemos uma fase crítica no país, muitas mortes, economia lá embaixo. Talvez muitos desejam apoiar mas pela falta de dinheiro, não conseguem por tratar de um material mais caro do que um fanzine. Mas eu falo de apoio de diversos seguimentos, acredito que a pessoa não precisa comprar pra te apoiar, ajudar na divulgação seria talvez um bom caminho para apoio, é mais fácil você vê um cara compartilhar ou postar um material gringo do que uma produção nacional, o que é feito aqui é muito menosprezado. Com a BlackHeart nº6 eu fiz uma edição que no Brasil em termos de revista, qualidade gráfica, nunca teve! Você verá apenas em revistas gringas! Mas as pessoas daqui babam ovo das revistas gringas ou de um livro de uma cena que nunca foi a realidade do banger brasileiro. As vezes temos maior reconhecimento lá fora, e já está acontecendo, acabamos de lançar a BlackHeart em inglês, vendi tudo muito rápido, a caixa de mensagens está cheia de pessoas de fora procurando ponto de vendas, o Glue Fire Death já tem duas propostas de editoras da Europa. Então parece que temos uma boa visibilidade lá fora e aqui as pessoas parecem não notar o que está acontecendo.

Edições BlackHeart “Editora”

É um fato verídico, eu sinto a paixão pela cena brasileira por parte dos gringos e por aqui a grande maioria despreza a riqueza que temos nas mãos. E como estão as negociações para mais essa vitória da Black Hearts Magazine ao ser também republicado fora de nossas terras?

Weder Ferreira – No momento estamos tentando ter duas edições no ano em inglês. Fizemos uma nesse semestre e no segundo iremos fazer a número 2. Ela é mais difícil de fazer pela tradução. O Igor Void da Mindscrape foi o responsável pela tradução e tem nos dado o apoio nisso, então trabalhamos com um tempo maior do que as outras edições. Esse primeiro número foi uma tiragem pequena de 100 cópias, pretendemos aumentar a tiragem, isso vai depender do apoio. Hoje temos patrocinadores de fora, selos da Europa que compram anúncios na BlackHeart e facilitam a distribuição lá fora. Conseguimos uma distribuição boa na Europa e Malásia. No momento não penso em ter a BlackHeart republicada lá fora, penso em fazer todo processo de produção aqui e enviar pra fora. As propostas que temos dos livros estamos analisando pois temos que criar um novo modelo de edição para ser lançado lá fora. Então a agenda da BlackHeart já está bem cheia, estou tentando encontrar tempo para isso.

O Igor é um grande parceiro e já me auxiliou na pronuncia de inglês em meus vídeos. Agora falando do Glue Fire Death que além de ser um “revival” dos antigos registros de outrora, se torna uma enciclopédia e fonte de conhecimento inesgotável. Para fazer essa produção foi muito difícil e exaustivo? Como os leitores receberam essa ideia?

Weder Ferreira – Existe um bom tempo em que eu vinha guardando releases antigos. Algumas pessoas me enviavam uns, muitos recebi por e-mail e eu pensava em imprimir tudo e por em uma pasta como eu fazia antigamente. Com o trabalho da Edições BlackHeart pensei em fazer em um livro só em capa dura. Entrei em contato com a gráfica e ficou muito caro um livro com todos os releases que eu tinha. Então decidir dividir em volumes de 100 páginas, ou seja 100 releases por volume. O problema maior estava na qualidade deles, então deu um trabalho grande em juntar uma boa quantidade de releases isso demorou muito, mas muito tempo, ou seja muito antes de ter a ideia do livro e depois tratar tudo e colocar de forma legível, já que uma grande parte são xerox da xerox feita na década de 90!
O público ainda não absorveu a ideia e acredito não saber do que se trata, mas quem está adquirindo já está esperando o volume 2. Eu recebi um Feedback de um de nossos leitores, e ele fala sobre a importância de ter acesso a tudo ali impresso em mãos, em uma boa qualidade, e principalmente para aqueles que viveram aquela época mas não pode guardar, ou perdeu seu acervo de releases e ainda não tiveram a oportunidade de ter tantos. E para esse pessoal novo seria uma ótima oportunidade de conhecer uma fase tão falada em que muitos não puderam presenciar.
Eu particularmente tinha esses releases um bom tempo no meu computador e nunca conseguia dar atenção, só agora que estou com o livro em mãos estou podendo ler um a um, ver os detalhes e relembrar aquela magia daquela fase que se perdeu com os tempos.

Glue Fire Death Vol 1 por dentro, foto por: Divulgação

Eu particularmente achei fantástico, é um registro que deveria se tornar obrigatório nas estantes de todo headbanger brasileiro. Mas ainda falando do Glue Fire Death, houveram muitas aquisições por parte da nova geração?

Weder Ferreira – Cara é algo que venho falando com algumas pessoas um há bom tempo e também falei sobre isso em um texto de um outro fanzine que eu faço, que compra nosso material é o pessoal mais velho, quase sempre pessoas que viveram a década de 90! Porque essas pessoas dão mais valor a essa cultura. Temos um pessoal novo comprando nossas revistas, mas são poucas pessoas também, mas o Glue Fire Death todos que compraram foram pessoas da nossa época mesmo! É uma pena pois tenho visto que a continuidade do que acreditamos e passamos durante anos lutando, parece que vai morrer conosco mesmo.

Infelizmente temo que tudo que lutamos se acabe no fim de nossa geração… …o que você pensa à respeito?

Weder Ferreira – Cara acho isso péssimo! Eu penso o que será da minha coleção de discos feita a anos o que será dela depois que eu partir. Hoje você não acha mais revistas de metal mas bancas e hoje mesmo que as lojas comprem a sua revista para vender, demoram muito para sair. Temos uma sorte em vender tudo, mas eu estava falando com um selo que nos apoia, se a BlackHeart fosse feita em outra época uma tiragem de 10 mil cópias seria pouco para as bancas do país. Temos uma ótima distribuição no que se está relacionado a underground, mas o que eu penso mais é o que existirá após isso? Qual será a nova revista daqui a 10 anos? Hoje eu tenho uma loja física, os moleques mais novos querem comprar apenas camisas, CDs pra eles é uma mídia de um passado distante! Um garoto me disse na loja a um tempo atrás, que se ele quisesse escutar os CDs que eu tinha venda na parede, ele escutava em um dia no YouTube! Fanzine eles não sabem o que é, e a BlackHeart é algo dispensável! E o pior que fomos a geração culpada de tudo isso, muitos de nós de nossa geração nos lambuzamos com os compartilhamentos de MP3 e deixamos de lado a mídia física! Preferimos a facilidade e a comodidade de um click! Hoje muitos desses garotos vivem uma vida com o play ligado constantemente e o que a mídia com seu poder de manipulação fazia no passado o YouTube faz isso, eles escutam uma banda atrás da outra e não sabem nem o que estão escutando. Sabe aquele moleque que matava aula pra ir na loja de disco comprar um LP ou CD? Esquece, ele não existe mais!

Flyer de divulgação do programa realizado através da Dark Radio

Vamos falar um pouco agora do Weder radialista, você comanda o programa Putrid Age na grande Dark Radio nas sextas-feiras às 22 horas. Foi uma surpresa para você também estar nas ondas do Rádio? como surgiu essa vontade?

Weder Ferreira – Eu tive um contato com a rádio on-line em 2005 mais ou menos. O Mirc* já não existia mais, as pessoas usavam só msn**. E uns amigos criaram uma rádio no Mirc e essa rádio era 24 horas. Você fazia sua locução pelo Mirc e quem quisesse escutar conseguia pelo Winamp***. Tudo coisa do passado. Eu tive dois programas nessa rádio, um sobre metal extremo e outro sobre hardcore, estilo que escuto bastante também. E essa rádio acabou porque tudo ficou obsoleto. Um dia falando com Paullus Moura sobre o meu programa do passado ele falou que seria muito foda ter algo da BlackHeart na Dark Rádio aí falamos com o Daniel, e ele também achou legal e fiz um piloto, eles gostaram e eu estou aí todas as sextas. Temos uma boa audiência e projetos para mudar um pouco a programação, entrevistar pessoas e ter participações. Fizemos um piloto assim com Isabela e foi bem legal, acredito que logo conseguiremos concretizar essa mudança!

Vamos falar das figurinhas???? Você é mesmo um cara inquieto e apaixonado pela velha essência, jamais imaginaria ver um álbum de figurinhas novamente e nunca imaginei isso no underground. Você que teve essa ideia? como está sendo aceito essa “nova” velha tradição?

Weder Ferreira – Rapaz esse álbum deu o que falar! Eu lembro quando moleque do álbum Rock Stamp que saiu diversas figurinhas sobre rock em geral. E uma vez um amigo me falou que havia encontrado algumas figurinhas antigas na hora eu falei que seria legal um álbum de figurinhas de bandas do underground nacional! Mas o que dificultava no início era a logística da venda dos pacotes de cromo, porque não temos mais bancas, falei com algumas pessoas para sondar se daria certo, as pessoas disseram que comprariam, então a ideia era fazer poucos álbuns só para mim e essas pessoas, mas no fim consegui uma produção com custo benefício melhor das figurinhas e fiz uma quantidade maior! Muitos torceram o nariz, pessoas com a mentalidade pequena e desinformada pois não era muito novidade já que na década de 80 tivemos uns 4 álbuns com figurinhas até do Venom por exemplo. No final saíram todos bem rápido! E até hoje tem pessoas pedindo nova tiragem. Mas deu muito trabalho e devo fazer um número 2 futuramente.

In Vinyl We Trust, Sessão dedicada a LPs que estará presente na edição nº7

…e pro futuro… Quais são os planos da BlackHeart Magazine?

Weder Ferreira – No momento estou visualizando esse ano e temos o projeto de fazer mais edições regulares durante o ano. Tínhamos o costume de fazer 3 edições da BlackHeart por ano, com o número 6 fechamos 2 anos de trabalho e em julho lançaremos a número 7 que iniciará o ano 3, quero lançar ainda esse ano as edições 7, 8 e 9. Estamos dando continuidade no Glue Fire Death, iremos lançar O The Black Book of Evil que estou fazendo junto ao Anton Naberius e com colaboração do Tiago Siqueira, lançaremos mais uma edição em inglês, mais umas duas ou três edições especiais e o livro com as 3 edições do segundo ano em capa dura dando sequência a coleção The Unholy Family. Daremos um tempo como selo, lançaremos agora o LP do Wolflust.

Você escalou dois monstros, pessoas realmente cultas. Como se firmou essa aliança com os nobres Anton Naberius e o Tiago Siqueira?

Weder Ferreira – Eu tinha a ideia do Glue Fire Death e falei com Anton sobre isso, ele disse que seria mais legal fazer textos sobre cada banda ao invés de só colocar o material de época, então começamos a trabalhar, o Anton está fazendo basicamente todos os textos e o Tiago fez alguns dando uma colaboração ao livro, eu entrei com a parte de produção, criação, layout e editora. Será uma obra inesquecível para a cena brasileira, em um material gráfico primoroso. Acredito que será muito importante para as pessoas, pois poderão lembrar ou conhecer a história do Black Metal brasileiro, forjado na década de 80 e 90.

Edição nº 1, versão em inglês

Você é um cara polivalente, se divide entre as funções de jornalismo, radialista, músico e também no gerenciamento do seu selo. Existe mais alguma atribuição que não mencionei aqui? como você consegue ser muitos em apenas um homem?

Weder Ferreira – Cara um amigo escreveu esses dias que eu faço da minha vida é só revista (Risos). Hoje a BlackHeart toma bastante do meu tempo, pois faço toda parte de conteúdo entrevistas e resenhas, com o número 6 começamos a ter colaboradores em funções específicas, mas ainda manterei 90% da parte de conteúdo. E todo o layout e projeto gráfico é algo que eu faço 100% , tenho ajuda da Isabela, minha esposa, na revisão ortográfica. Mas ainda tenho vendas, envios, pacotes, merchandising, departamento de marketing, enfim o que uma revista grande tem 10 a 20 pessoas pra fazer, eu tenho de fazer tudo. E fora esse trabalho eu tenho feito algumas artes para CDs, pinturas para pôsteres e também um trabalho de diagramação e layout de outras revistas, CDs e LPs. Tenho minha profissão de tatuador que tenho feito com cautela por causa da pandemia, e sou professor de jiu-jítsu, mas estou sem dar aula desde o início da pandemia. Tem também a loja física da BlackHeart. Enfim eu ainda não sei como encontro tempo para isso tudo (Risos).
São muitas noites viradas sem dormir… domingos e feriados inexistentes.

Falando do selo, você nos disse que irá focar seus lançamentos em LPs, este nicho está crescendo ou ainda é mantido pelos velhos entusiastas?

Weder Ferreira – Cara eu sou colecionador de LPs, eu coleciono tb CDs e K7s, mas LP é meu foco principal. Eu comprei muito CD até 2013, depois fiquei sem comprar CD até 2018, posso dizer que hoje compro mais CD por causa da BlackHeart e também porque recebo bastante… mas de 2013 pra 2019 comprei só LP basicamente… hoje esse colecionismo está muito difícil, o dólar está nas alturas e os discos nacionais de época que eu queria ter já tenho basicamente todos, importado é impossível comprar. Então como colecionador a alternativa é comprar lançamentos nacionais. Hoje você compra um disco com a qualidade muito boa de 70 a 100 reais lacrado. E com o despertar dos selos para cooperativas de lançamentos, tem muitos LPs sendo fabricados do underground nacional, então acredito que esse formato irá ter um bom crescimento. Eu estou com intuito de formar novas cooperativas para lançamentos nacionais. Lógico que continuará um nicho dentro de outro nicho. Estamos com uma sessão específica pra esse formato na BlackHeart nº7 para ajudar nas vendas desse formato no Brasil.

The Unholy Family, livro com as edições 4,5 e 6

Essa sessão se chamará IN VINYL WE TRUST, estou certo?

Weder Ferreira – Sim… dedicaremos um espaço separado da sessão de resenhas, e falaremos mais detalhadamente da banda, do material e do conteúdo do LP.

Já que essa entrevista é longa, como estão as atividades do UTU? O lançamento mais recente é o split lançado pela Mindscape Music, você está satisfeito com a repercussão do material? vem coisa nova por aí?

Weder Ferreira – Estamos no momento trabalhando para divulgar os últimos dois lançamentos da banda. O Utu é uma banda com poucas intenções e tudo que foi feito por nós pelos selos foi para nós algo extraordinário! Desde nossos primeiros lançamentos em vinil, k7 e nosso primeiro cd. Um grande exemplo disso foi nosso primeiro CD que era pra ser um split com uma banda da França e outras músicas que seria um EP, outra que era um single e ai através da proposta de um selo, a Balrogh, juntamente com a Wolfblasphemer virou um full, por isso existe diferenças nas gravações, mas ainda assim tivemos uma boa repercussão, o lançamento desse álbum em k7 pro pela Black Hearts do Paulo e depois o lançamento do nosso último disco outra compilação de tudo que foi lançado no passado como formato analógico. E cara a proposta da Mindscrape em fazer um split com duas bandas fodas foi surreal para nós! Para mim o The Kryptik e o Lutemkrat são uma das melhores bandas do Black Metal brasileiro na atualidade. E eles fizeram um trabalho perfeito de produção, perfeito! A repercussão está muito boa, eu tenho recebido grandes elogios, e as cópias tem saído. Pretendemos com o UTU lançar um talvez primeiro álbum full mesmo, com todas as músicas direcionadas para esse lançamento.

Meu grande e admirável irmão, muito obrigado por nos conceder seu tempo para esta entrevista. As considerações finais são suas…

Weder Ferreira – Irmão eu tenho muito a agradecer a você que tem nos apoiado desde o início. Nos abrindo o espaço para divulgar nosso trabalho, tanto com a BlackHeart Magazine e também as minhas bandas! Só tenho a anteceder a essa parceria! Que à Lúcifer Rising continue firme em seu propósito de divulgar o underground nacional como tem feito a anos! Um abraço a todos os membros do portal! E a todos os leitores que leu essa entrevista!
Para todos que queriam adquirir o nosso material, entrem em contato conosco!
No mais… Keep In The BlackHeart!

Contatos: https://www.facebook.com/blackheartbrazil

Email: [email protected]

Vejam abaixo alguns trabalhos realizados (clique nas imagens para ampliar):

*MIRC: Foi um cliente de IRC, shareware, para o sistema operacional Microsoft Windows, criado em 1995 e desenvolvido por Khaled Mardam-Bey com a finalidade principal de ser um programa chat utilizando o protocolo IRC, onde era possível conversar com milhões de pessoas de diferentes partes do mundo.

** MSN Messenger: Foi um programa de mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation. O serviço nasceu a 22 de julho de 1999, anunciando-se como um serviço que permitia falar com uma pessoa através de conversas instantâneas pela internet.

***WINAMP: foi originalmente desenvolvido por Justin Frankel e Dmitry Boldyrev em 21 de abril de 1997, e ele se tornou popular rapidamente, ao longo da tendência de desenvolvimento do compartilhamento de arquivos MP3.

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Luis Lozano

Programador e designer gráfico para a web, com diversos trabalhos realizados com foco na informação e fortalecimento do underground.

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