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BLOODY VOMIT – “He’s Dead”

CD - 2021 - Blasphêmia Produções

É muito  comum atualmente em nosso meio, ouvirmos ou lermos nas redes sociais, em entrevistas ou em comentários diversos que “o Metal morreu”, “que tudo ficou nos anos 90” ou então, “hoje só tem xerox”.  Esse é um assunto que trás em seu contexto várias abordagens que se ramificam para muitos outros tópicos, que não cabe no momento.

Mas como “matar” algo que já no seu nome se chama “Death”?  O verdadeiro Metal da Morte continua vivo e intacto. Em todo o mundo bandas novas e muitas que tem seu nome na história do estilo, mantém viva a essência do Death Metal. Um dos pais da criança nos trouxe recentemente “revelações do esquecimento” após 30 anos e mantendo a tradição de outrora.

E em terra tupiniquim, não é diferente. Em “He’s Dead”  lançado pelo grupo mineiro BLOODY VOMIT, nitidamente notamos que o estilo está mais vivo que nunca e que conforme o título deste trabalho, morto está o paladino das ovelhas cristãs.

A into ‘Rest in Pestilence (He is Dead)’ é toda no piano e tem uma melodia típica de suspense, como anunciando um hecatombe que está por vir. ‘Burning Dogmas’ chega com um peso descomunal, base lenta e introdutória abre espaço para  um riff avassalador na melhor essência do estilo. Junto com um vocal gutural de Jackson Blood, essa música demonstra toda ira que exala da banda. O recado é dado literalmente: “Don’t be stupid, love pleasures, love flesh, love madness“. Música para destruir qualquer ambiente numa apresentação ao vivo! Literalmente foda!!!! Misture Incantantion e Autopsy e você terá noção do que estou falando. Em seguida temos ‘Rotten Desire’. Alavancadas afiadas como a lâmina de uma guilhotina  e as baquetas como tambores anunciando uma execução apresentam toda potencia dessa faixa. Variando entre partes mais cadenciadas com outras mais veloz, o Death Metal reina em seus pouco mais de quatro minutos. O vocal também varia entre o gutural e o rasgado diversificando a música.

Rape, Torture and Kill‘ é bem técnica inicialmente. Uma sequência repetidas de base para iniciar uma brutalidade torturante!  Os caras demonstram personalidade e eficácia. Técnica e brutalidade na medida certa.  Em ‘Nekroslurry‘ uma sirene de alerta é tocada para avisar que um tsunami está por vim. Alexandre Oliveira no baixo e Gorgon V. na bateria (ele também é o responsável pela guitarra) produzem uma destruição com muito peso e rapidez. Faixa curta com quase três minutos que quando acabe você olha para os lados para vê se algo ficou de pé.

Impaled by the Crucifix‘  é a faixa mais longa desse trabalho. O baixo faz as honras para iniciar a impalação. O vocal de Jackson Blood convoca todos para heresia. As linhas de guitarra são bem trabalhadas, mantendo uma sonoridade linear com algumas variações de tempo e um solo para completar o espetáculo. Um música sinistra e executada na pura essência do Death Metal.

Por fim chegamos em ‘Genital Bloody’, fechando com frieza, cadenciamento e lentidão. Uma faixa mórbida e pesada vomitando suas blasfêmias.

Se a intenção foi transformar em cinza a fé cristã, mais um passo foi dado.

Aquisições com a Blasphêmia Produções.

 

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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