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CARPATUS – Malus Ascendant (reissue)

Hammer Of Damnation (Nacional)

Carpatus - Malus AscendantMais que merecido! Relançamento em 500 cópias em slipcase só a Hammer Of Damnation faz isso para você. Mantendo toda a qualidade ISO 666 que você merece e busca. Já tivemos tempo de ouvir, o álbum saiu 15 de abril, mas como você é desatento, perdeu esta news então, nada melhor que fazer a review deste álbum e te atualizar do que é um grande lançamento de 2019.

O CARPATUS é uma das bandas mais influentes do cenário nacional. E Malus Ascendant consolida esta informação e nos dá base para entender como esta banda é hoje uma das mais influentes do Black Metal da América do Sul.

Rites of Fire and Blood” abre com chave de ouro. Crua, ameaçadora, atmosférica em sua essência, regada a um vocal doentio e esmagador. Não falta espaço para os blasts de bateria aterradores. De cara minha faixa favorita do álbum.

A agressiva e gélida “The Cold Autumn Sunrise” é a sequência e me lembra muito o Black Metal polonês e os primórdios do Black Metal sueco. Violenta em essencia com riffs bem característicos da cena. Não há muito o que falar, mas destaco o vocal gritado, lembrando muito o Mayhem. Aquela bateria compassada do Satyricon também. Essência é a definição desta faixa.  O que há de profano e intolerante no BM, você acha aqui.

Velocidade, uma pegada de War Metal em “Aeon Damnation” que a torna bem peculiar. Agressiva em essência e ruidoza, traz um massacre sonoro quando os blasts de bateria se mesclam a voz urrada de Dizruptor. Não sobra muita piedade aqui e a dor, a sensação de imolação é perpétua em seu arranjo vocal.

Guitarras e riffs tradicionais do BM dos primórdios dos anos 90, é disso que “Flames to Eternity” é feita. Compassada, mas sufocante, os riffs parecem quebrar a atmosfera e a bateria os realinha, cada vez, a cada contratempo, eu gosto muito desta cacofonia ritmada e intencional. Essa faixa é incrível, muito boa!

A Missa Funebre” está bem no meio do álbum e é bem impressionante. Muito pesada, bem violenta com um vocal intenso e cortante, letras em inglês, apesar do título, o que é interessante. Mas a aura do título dá uma sensação bem interessante, uma volúpia sensorial, um compasso ritualístico que te toma de assalto. Vale muito a pena conferir.

Aqui parece qe o Quorton está presente. Há uma alma de Bathory na sua fase Nordland aqui. Estamos na pagã “ From a Dreadful Past ” e que faixa incrível. De um paganismo ancestral a ideia. É uma mistura de Black Metal, Bathory e The Sisters Of Mercy em sua essência. Impossível não se encantar com a mistura de elementos e seu impacto.

Impactante, com urros e sussurros, norteado por uma bateria que imacta sua alma, esta é a gótica/Dark black metal “Behold the Mournful Nature “,  e eu tenho que falar, esta faixa é uma das minhas favoritas também. Ela resume bem a maquina destruídora que é o CARPATUS. A lentidão sombria da faixa é lacerada por conratempos dee blasts hiperbólicos. Grandioso e sombrio, um dia chuvoso à sombra de uma fogueira nas montanhas.

Reverence for the Chaos (bonus)“, “The Path of the Perverse Spirit (bonus)” e “Dawn of the Avenger (bonus)” são as faixas bonus e são cruas e grotescas no melhor estilo Black Metal. São gélidas e ancestrais, remontam a um CARPATUS cru e dessolador. Técnico, mas voluntariamente arcaico, combinação perigosa e extremamente bem executada!

NOTA 10/10

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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