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DRUDKH – Autumn Aurora

Covil Records (Nacional)

Hoje podemos falar de qualidade em dois sentidos. Primeiramente a qualidade do lançamento. Covil Records do meu amigo Lucas Miguel vem se superando a a cada lançamento e a promessa foi lançar os álbuns do Drudkh no Brasil com qualidade superior e no padrão dos lançamentos gringos e, melhor ainda, com qualidade superior de encarte, de case e de arte, com direito a capa envernizada e alto relevo. E pelo preço acessível de mercado.

Outra coisa, a escolha pelo Drudkh. Banda que conta com  Roman SaenkoNecromPrecambrianRattenfängerWindswept, ex-Blood of Kingu, ex-Dark Ages, ex-Hate Forest, ex-Old Silver Key, ex-Pragmatik); peloThurios ( Rattenfänger, ex-Astrofaes, ex-Blood of Kingu, ex-Old Silver Key, ex-Hate Forest, ex-Kladovest); Com o monstro Vlad na bateria ( Deliberate ChaosPrecambrianRattenfängerWindswept, ex-Blood of Kingu, ex-Dark Ages, ex-Old Silver Key, ex-Pragmatik, ex-Hate Forest (live)) e Krechet (Deliberate ChaosPrecambrianRattenfängerWindswept, ex-Blood of Kingu, ex-Old Silver Key, ex-Pragmatik, ex-Astrofaes), projeto ambicioso ucraniano que reúne os verdadeiros alicerces do Pagan Black Metal europeu.

Drudkh
Drudkh (Divulgação)

A review que vou fazer é do segundo álbum da banda Autumn Aurora de 2004, relançado agora no Brasil pela Covil Records, conforme dito. O álbum traz a introFading” que nos remete a um passeio pela floresta para nos presentear com a pesada “Summoning the Rain” que traz um peso descomunal das guitarras e uma introdução devastadora. Os vocais arrastados e uma atmosfera de teclados fazem dessa faixa uma das minhas favoritas.

Glare of Autumn” se inicia tímida após a faixa anterior com violões acústicos que aos poucos se misturam a uma bateria extremamente pesada e guitarras cortantes. A atmosfera aqui é por conta do Roman “Thurios” que sabe o que fazer com os teclados, além de ser o alicerce vocálico da banda. Essa faixa é monumental, ela cresce ao longo dos minutos e você se envolve a cada acorde.

O hino ao sol não poderia faltar. Assim é “Sunwheel“, um instrumental ritualístico, um verdadeiro tributo. Seus vocais surgem para dar clímax a uma melodia que é uma oferenda ao sol. Gaitas, muitas teclas e muita melodia rítmica que nos lança para dentro do universo folk. Melodia e peso são faces da mesma moeda no Drudkh.

Em “Wind of the Night Forests“, somos abraçados pelo que o Drudkh faz melhor em seu debut álbum, cuja review vou postar o link no final deste artigo, que é criar uma atmosfera de expectativa. Você tem uma faixa pesada, mas que desagua em passagens melódicas e atmosferas encantadas, sem você se dar conta, a voz rasgada situa você de volta ao Pagan Black Metal. Os minutos finais dessa faixa são invocações ao inverno. Atmosfera sufocante e fria, essa faixa é gélida.

The First Snow” fecha o álbum. São seis faixas monumentais, não se engane com a quantidade de faixas, elas são colossais e preenchem um enredo fervoroso de cultura pagã e sobrevivência da herança europeia pautada numa valorização profunda das culturas ancestrais. A atmosfera aqui é a de coroação do inverno. É a faixa mais lenta e atmosférica do álbum. Um brinde ao inverno e à cultura pagã.

O que falar desta banda e deste álbum? A banda é uma das minhas favoritas e o álbum é na minha opinião um dos melhores deles. A nota da review vai também para o Covil Records que vem se firmando como um dos baluartes do Metal Extremo no Brasil distribuindo material com excelente qualidade e profissionalismo.  Agora só desfrutar deste álbum excelente!

NOTA: 10/10

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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