Resenhas - LPs/Cds/K7s

ETERNAL FALL – Under The Mind’s Sheet

Vários Selos (*) - Nacional

A história do Metal nacional vem aos poucos sendo preservada, pois cada vez mais presenciamos relançamentos de materiais que ficaram marcados e que são indispensáveis em nossas coleções, como é o caso de relançamentos de trabalhos do NECROLUST, ASARADEL, INVOKER, SERPENT RISE, CHEMICAL DEATH (em breve) e no caso específico da banda ETERNAL FALL.  Oriunda das Minas Gerais exatamente nos meados da década de 90, teve grande destaque apresentando seu Death Doom Metal, mantendo sua atividade até 2011.  Para mim é uma grata surpresa o retorno da banda em 2018, no momento do relançamento do álbum de 2006 “Under The Mind’s Sheet” que ainda conta com o EP de 2009 “Soul´s Fragment”. Para quem por acaso desconheça, você irá encontrar um  Death Doom Metal fincado naquela linha inicial da década de 90, onde os estilos estão ligados de maneira intrínseca e os ícones eram PARADISE LOST e MY DYING BRIDE.

Mas o que notamos na sonoridade do ETERNAL FALL é uma grande influência do Black Metal, com bases cadenciadas típicas do velho e saudoso SAMAEL. E isso fica extremamente fudido, como em momentos das faixas ‘ For The Eternity’ , ‘Valhalla’ (não tem como ficar sem bater cabeça nessa música. Bases bem elaboradas para o estilo) e ‘ Amaldiçoado’ (inicialmente bem fúnebre com teclados, variando cadenciamento e rapidez).  A maioria das músicas começam ou tem dedilhados, em seguida um instrumental acústico para dar passagens a bases pesadas junto de vocais guturais e tétricos (ora rasgados), demonstrando uma espécie de formula nas composições. ‘ The Old And The Mirror’ é uma música marcante, com um riff que me lembrou algo de CANDLEMASS e até mesmo THE CROSS, contudo apesar dos seus 12:26 minutos de música, ela só vai mesmo até os 05:40min., após  é só ruído de um suposto sintetizador.

As quatro músicas finais são do EP (2009), e demonstram que num período de 02 anos a banda ousou diferenciar um pouco sua sonoridade onde as músicas tem passagens mais viajantes, mais variações e  um clima “gótico” com vocais as vezes falado e sussurrado, contudo não perdem a fórmula com dedilhados, peso e vocais guturais.

Que possam nos presentear com novas canções, mantendo a essência e identidade da banda.

(*) Underground Voice Records (que nos cedeu o material), Kaotic Records, Tales From The Pit Records, Violent Records, Eclipsys Lunarys Productions, Trevas Nascemos Distro, Totem Records e Deathcult Distro.

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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