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FALLEN IDOL – Doom Metal

Não dá pra ficar fazendo o mesmo sempre!

FALLEN IDOL é um projeto criado em 2012 e que vingou, mesclando elementos diversos em seu Doom/Heavy Metal (vertente que gosto muito, hehe!).

Marcio Silva (bass guitar) é quem nos conta um pouco da trajetória da banda.

Stay Doom!

 

O FALLEN IDOL é um trio que se propôs a fazer Heavy/Doom Metal com muita competência e feeling underground. Mas, creio que o inicio da banda foi meio que sem pretensão, e, que, demorou um pouco para se consolidar como banda, podes comentar um pouco sobre o início da banda, até chegar ao Mourn the Earth!

Marcio Silva: Em primeiro lugar, muito obrigado pelo convite e pelo espaço! É um imenso prazer estar aqui.

O Fallen Idol é o reinício de um projeto de mais de 25 anos atrás que não saiu do papel. Foi a última tentativa de fazermos heavy metal juntos, pois tivemos alguns outros projetos no meio do caminho, mas ainda faltava a realização de uma banda que tocasse o tipo de música que gostávamos de ouvir e sonhávamos em fazer. Em 2012 nos reunimos novamente, demos esse novo pontapé inicial e lançamos em Janeiro de 2015 o primeiro CD, apenas em formato digital. Com a boa recepção, partimos para o segundo CD, que veio a ser o Seasons of Grief, lançado em Outubro de 2016 nos formatos físico e digital. Em 2018 fizemos Mourn the Earth e a aceitação a cada trabalho vem sendo muito bacana, fizemos muitos shows, conhecemos muita gente boa e aqui estamos, já começando a compor para o próximo disco.

Fallen Idol, CD 2015

O primeiro lançamento da banda foi logo um CD oficial, intitulado “Fallen Idol”, isso em 2015. Hoje, em 2019, já são 3 fulls e 3 singles. Como se dá o processo criativo da banda? Quais seriam os temas escolhidos para as letras, ou, há um seguimento único no lirismo?

Marcio Silva: Sim, lançamos esse primeiro trabalho somente em formato digital, sem muita pretensão e imaginado que seria só o que faríamos. Só que logo nos empolgamos a compor e vimos que as novas músicas eram melhores que as que havíamos registrado, então partimos para o Seasons of Grief e daí por diante.

O processo criativo tem alguns métodos, mas não é engessado. Geralmente o Rodrigo traz as músicas e eu faço as letras, mas em alguns casos eu trago letra e música e ele também pode trazer tudo pronto. Nos ensaios, nós três juntos vamos dando ideias, somando e cortando coisas até que definimos todos os arranjos e deixamos as músicas prontas pra gravar. As letras vêm por último e não tem nenhum tipo de regra quanto aos assuntos ou temáticas abordadas. Pode ser sobre qualquer coisa, já falamos de muitas coisas nesses três CDs.

Mourn the Earth, CD 2018

Tenho aqui no acervo o Mourn the Earth (CD 2018), uma verdadeira obra de arte, tanto musicada quanto gráfica. Este é um pouco diferente do anterior, o Seasons of Grief (CD 2016). Foi proposital esta mudança de CD para CD ou é algo natural?

Marcio Silva: Muito obrigado pelas palavras! Isso significa muito!

Musicalmente esse disco é a evolução do que iniciamos lá no primeiro e continuamos em “Seasons of Grief” (2016), não dá pra ficar fazendo o mesmo sempre, acho natural e necessário evoluir de alguma forma ou a coisa perde a graça.

Creio que a maior diferença é percebida na sonoridade mais orgânica, que se aproxima mais do que é a banda tocando junta, embora ele não tenha sido gravado ao vivo. A produção do Seasons é muito boa, mas o Mourn the Earth soa diferente em muitos aspectos, a banda soa mais à vontade nesse trabalho.

O single com os bônus live, como se deu a ideia e o porquê não creditou no encarte?

Marcio Silva: Não tem nada creditado por não ser algo oficial, um dia gravaremos algo ao vivo e aí sim, faremos tudo da maneira correta. Até mesmo os singles são uma simples antecipação do que será o CD.

Como está a agenda de shows da FALLEN IDOL? O setlist é padrão ou vocês costumam cantar especificamente o CD mais atual na integra?

Marcio Silva: Demos uma parada com shows em 2019, em parte por não haver muitos convites e também devido a uma série de eventos familiares que exigiram mais atenção. Mas nos mantivemos ocupados ensaiando, compondo, gravamos alguns vídeos e um EP de covers do Cirith Ungol. Um outro EP de covers está sendo gravado nesse momento e deverá ser divulgado antes do fim do ano.

Sobre o setlist, não é um padrão, muito embora algumas músicas estejam sempre presentes. Procuramos dividir de forma que possamos tocar faixas de todos os CDs.

Vocês participam de outras bandas/projetos ou se dedicam somente ao FALLEN IDOL? Vi na biografia que “Marcio Silva” tocou na AASVERUS, uma fuderosa banda, tenho o CD no acervo.

Marcio Silva: Temos projetos paralelos sim, um deles lançou seu debut esse ano e se chama Blasphematorium. Só que nesse caso, usamos pseudônimos e ninguém sabe de quem se trata. Guarde segredo, ok? Modéstia à parte, é um put@ disco, recomendo bastante.

Em breve faremos mais coisas assim, completamente diferentes do Fallen Idol, pois curtimos outras vertentes e é muito legal se aventurar em outros territórios.

A banda em que eu toquei se chamava Ahasverus, que não chegou a lugar algum e acabou como começou, creio que durou entre 2003 e 2005. Também não tinha nada a ver com o citado Aasverus, embora a grafia seja realmente muito parecida.

“Nobody’s Life” fala diretamente de que?

Marcio Silva: Essa música fala sobre o vício em drogas injetáveis, como heroína. Deixo claro que ninguém na banda é viciado em nada desse tipo, a inspiração veio da leitura de biografias de artistas, músicos e até atletas, como o Casagrande, que falam sobre a batalha contra o vício em drogas pesadas.

Achei bem interessante a diretriz musical dessa letra, visto que, sempre em outras vezes ouvi canções de bandas que falavam da viagem com as drogas, citando sempre a droga do conhecimento, a Datura Stramonium/Papoula, mas, é interessante também quando a letra relata o efeito e não o como usar correto…

Marcio Silva: Nenhum de nós faz uso de drogas, como dito na anterior, mas deixo muito claro que não temos absolutamente nada contra quem o faz. Inclusive vou mais longe e faço coro com os que apoiam a legalização da maconha, por exemplo, embora seja uma discussão mais profunda que não vai caber aqui. O que a letra traz, entretanto, é um relato sobre alguém que está no fundo do poço devido ao vício em heroína, droga de que até Ozzy e Keith Richards fogem, correto?

Sendo que Mourn the Earth foi lançado em 2018, podemos predizer que já há um sucessor sendo criado? O que poderia adiantar-nos?

Marcio Silva: Sim, já começamos a compor para o próximo CD. Creio que já definimos uns 40% do material e ainda há muito a ser feito, mas estimo que até o fim de 2020 tenhamos esse trabalho saindo do forno.

Seasons of Grief, CD 2016

Creio ser isso, agradeço o tempo cedido e atenção e, deixo este espaço para que o amigo possa relatar algo mais …INTÉ!.

Marcio Silva: Mais uma vez quero agradecer imensamente pelo espaço, pela paciência e pelas perguntas. A todos aqueles que curtem nosso som, fiquem ligados, pois em breve voltaremos com novidades. Muito obrigado a todos pelo apoio!

Abraços!

Contatos:

e-mail: fallenidol.doommetal@gmail.com

Páginas da banda: https://wwwfacebook.com/fallenidoldoom/

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Hioderman ZArtan

Editou os zines "Anaites" e o "Guerreiros Zineiros". Designer gráfico Underground e mentor do Anaites Records.

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