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FERNANDO ISER – Honra e Superação, a biografia de um verdadeiro guerreiro

...Então, enquanto alguns me trataram como "versátil" ou "gênio" por escrever álbuns tão fortes mas tão antagônicos entre si, outros me tratam como "bipolar" ou "emocionalmente instável".

Honra, força e determinação, é como podemos denominar a existência deste guerreiro que em detrimento aos seus altos e baixos emocionais, demonstrando que sim, a atitude da transformação das situações adversas depende somente de você mesmo.
É com muito orgulho que lhes apresento o Fernando Iser em uma entrevista reveladora de um verdadeiro mestre que é um exemplo de equilíbrio com fortes bases ideológicas, talvez você saiba muito sobre seus feitos, mas com certeza não faz ideia do quão é grandiosa a sua inteligência e seu modo de ver a vida.
Que esta entrevista seja apreciada atentamente aqui por vocês leitores, afinal vocês vão presenciar a mais pura manifestação do conhecimento e um registro de nossa homenagem à toda sua honrada trajetória.
Boa leitura.

Nobre Fernando, para começar esta narrativa de sua honrada história, nos fale um pouco de como foi que surgiu essa paixão avassaladora pelo underground…

ISER – Salve Luis! Este sentimento surgiu no início dos anos 90, quando ainda era um garoto. Procurava músicas diferentes das que tocavam nas rádios na época, tinha sede por brutalidade e velocidade. Então comprava revistas e lá estavam algumas resenhas de álbuns mais violentos. Lembro que a primeira resenha que li foi sobre o álbum SHOW NO MERCY do SLAYER, então consegui uma gravação em tape desta obra com um irmão de um amigo, que não era de movimento algum. Desde então fui adentrando mais ainda neste universo e descobri a HEAVY METAL ROCK de AMERICANA-SP. Ali comprei algumas demos, entre elas a SUPREMACY do PROFANE CREATION. Comecei trocando cartas com o Rochester e os contatos que vinham nos flyers. Então com o tempo os contatos foram se multiplicando, amizades nascendo e a partir daí o sentimento de que eu estava envolvido em algo que eu realmente gosto só cresceu com o passar do tempo.

Você é um músico que podemos classificar como polivalente, nunca tinha visto um músico se dedicar a tantas bandas até te conhecer. Como surgiu essa vontade de empunhar seu instrumento nessa saga inimaginável de se dedicar a várias bandas?

ISER – Na minha adolescência o meu maior incentivo para montar uma banda foi um vídeo que assisti de um show do MORBID ANGEL da época do ALTARS OF MADNESS. Após assistir este vídeo tinha certeza do que eu queria para a minha vida. A partir do momento em que desenvolvi a prática, montei o MALEDICTION 666 em 1997. Com o passar dos anos surgiram os convites para integrar outras bandas, e aconteceu naturalmente pois minhas linhas de composição variam bastante e eu precisava utilizar essas variações em outros lugares.

Essa pergunta é um adendo à pergunta anterior, uma curiosidade, e como é feita essa conciliação entre sua vida pessoal e os compromissos com as bandas?

ISER – Minha vida pessoal é muito corrida. Divido meu tempo entre o trabalho na indústria, dedicação à família, aos meus verdadeiros amigos, e às bandas. Geralmente utilizo os fins de semana para ensaios e apresentações.
Mas isso tudo depende do tempo dos demais parceiros de bandas. E até hoje, com muito respeito entre todos, conseguimos realizar trabalhos e eventos sem nenhum atropelo.

Confesso que sempre sou pego de surpresa, hora ou outra eu acabo me deparando com um material que quando vou ler os encartes, olha! O Fernando tá aqui também. Daí te pergunto… como você consegue tanta inspiração para composições tão distintas para bandas igualmente distintas nos conceitos e sonoridade?

ISER – As composições vêm naturalmente com meus sentimentos. Procuro registrar todas ideias que eu tenho e posso dizer que não existe um momento específico onde paro o que estou fazendo para compor. Alguns escrevem poesias, eu descrevo o que sinto através de riffs!
Os últimos anos foram muito intensos, passei por uma miscelânea imensa de sentimentos e inspirações. Isso resultou em várias composições e lançamentos, e fico feliz por ter meu nome envolvido EM lançamentos que recebem análises positivas!

Ouvindo tuas obras, vejo que com certeza você tem muitas influências musicais, quais as suas principais influências??

ISER – Eu sempre fui fã de músicas que me despertassem sensações. Ao mesmo tempo que escuto Black ou Death Metal também gosto de Tchaikovsky, Grieg, Villa-Lobos, trilhas sonoras de filmes e músicas pop internacionais que ouvia nos anos 80 e 90, quando estava começando a adquirir gosto pelo “rock”. No fim, isso acaba me influenciando muito a ponto de eu ouvir várias comparações de pessoas que ouvem as minhas músicas com bandas que eu não gosto ou nem conheço. Isso torna tudo mais interessante!
Dentro do universo Metálico, posso dizer que minhas maiores influências são as bandas das primeiras gerações do Death Metal norte-americano e do Black Metal europeu.

Conheci o seu trabalho através do Malediction 666, o qual possuo os três álbuns oficiais. E falando de sonoridade, essa banda se trata de uma bestialidade Death Metal com letras de fato satânicas. Se não me engano essa foi e é a sua primeira banda, nos fale como o surgimento do Maledicton 666…

ISER – Antes do Malediction 666 participei de algumas bandas que tocavam covers de Black Sabbath, Metallica, Iron Maiden, Ramones etc – aquela fase mágica de descobertas junto aos amigos.
Mas por ter um gosto diferente deles acabei me isolando naturalmente e partindo para um lado mais “sinistro”, criando minha própria personalidade e gosto musical.
O MALEDICTION 666 foi minha primeira banda “autoral”, onde eu me senti seguro para escrever músicas que eu criava nas andanças solitárias pelas florestas da região.
Suzano e Mogi das Cruzes tem vastas florestas ligadas à Mata Atlântica, e posso dizer que eu passei uma boa parte da minha juventude fazendo trilhas nestes locais com meu Walkman sempre abastecido com tapes e pilhas, e a mochila cheia de livros sobre ocultismo.
Assim nasceu a concepção da banda, e escrevo a maior parte das músicas no mesmo local desde o início. Este local está estampado no CD 20 Years of Blasphemy, uma floresta afastada aqui na cidade de Suzano. E como a banda existe há 23 anos, o amadurecimento em relação às letras aconteceu de forma natural.

…e como foi a receptividade da cena nos anos 90 referente ao MALEDICTION 666?

ISER – Antes de formar o MALEDICTION 666, eu já tinha uma rede bem grande de contato POR conta das trocas de cartas com pessoas e bandas da cena. E o lançamento da demo-tape THE EIGHTH VISION em 1998 contou com o apoio da SOUTHERN REC, que hoje se tornou um dos principais selos do país sob o nome de HAMMER OF DAMNATION.
Então tivemos um bom feedback desde o início da formação da banda, pois no fim dos anos 90 o metal extremo já era mais acessível e com uma visibilidade maior do que anos anteriores.

Falando mais diretamente sobre o novo álbum lançado ano passado, percebi que houveram algumas mudanças notórias na execução de suas composições. Não sei se concorda comigo, mas achei de fato o disco mais bestial que ouvi da banda. O resultado da mesma foi satisfatório para você? Nos fale sobre a concepção deste álbum…

ISER – Sim, WE,DEMONS é o álbum mais brutal que eu compus em minha trajetória. O objetivo era que a banda pudesse manter a origem mais calcada no Death Metal tradicional mas com pitadas do Black Metal de algumas regiões da Europa que eu citei como influências anteriormente.
O contexto lírico veio após alguns anos de estudos e conhecimentos de algumas outras culturas que utilizam a Mão Esquerda de forma evolutiva, e o álbum ficou da forma que eu queria. Foi uma produção difícil, que contou com muita dedicação e stress, mas valeu a pena por ter dado continuidade na trajetória da banda e revelar quem estava realmente ao nosso lado com o passar do tempo.

E ainda falando de WE, DEMONS, como está sendo a distribuição e divulgação do álbum?

ISER – Tínhamos planos para executar o álbum em alguns eventos neste ano, mas com a pandemia foram cancelados. Conseguimos realizar três shows de lançamento em 2019 e ali a divulgação foi feita de forma mais massiva diretamente ao público. Neste ano de 2020 o álbum foi lançado em plataformas digitais e tem trazido resultados satisfatórios para a banda, a ponto de nossas cópias físicas terem se esgotado.

Agora falando de uma banda que me surpreendeu em 2016 o qual você é o único membro assumindo assim todos os instrumentos. O Lalssu já era uma banda que você tinha em mente desde outrora ou surgiu espontaneamente a partir de uma grande vontade em um determinado momento?

ISER – LALSSU é sobre perdas e busca de equilíbrio. Uma forma de desabafo através de ondas sonoras que povoam minha mente nos momentos mais dolorosos da minha vida e desejam ressoar no universo. Como demônios sussurrando idéias e reflexões sobre a vida e morte, as músicas são criadas em momentos de pura instabilidade existencial.

Sinceramente o que me surpreendeu e senti que as composições do Lalssu são muito mais introspectivas, me ouso a dizer que tem momentos que também sinto que é uma manifestação de sentimentos ecoados nas composições. Se eu estiver errado por favor me corrija, e, nos fale a respeito das abordagens líricas….

ISER – Você está correto.
Em 2012, tive uma perda que me separou do convívio constante com minha filha. Ali nasceu ΣΚΕΠΣΕΙΣ, palavra grega que significa REFLEXÕES.
Em 2016, perdi minha mãe. Ali nasceu THE DEATH OF A STAR.
E em 2020, perdi minha base emocional, minha própria essência e vontade de viver. E precisei me reencontrar com THE ELEMENTS.
Os títulos e as letras são alusões a experiências pessoais, e costumo utilizar os arquétipos mais humanos contidos em obras literárias e mitologia como referência.

O novo e excelente álbum “The Elements” tem muito misticismo e conexões elementais com divindades oriundas da natureza… notamos isso claramente em “The Betrayer From The Ocean” e “Volcanic Echoes”… O Lalssu seria um retrato das manifestações do espírito antigo que habita em você? É também uma manifestação de seu lado mais místico e mítico, sendo assim há uma relação mais pessoal?

ISER – THE ELEMENTS é sobre reaprender a viver. Sentir a energia dos elementos que nos cercam relacionando-os com o Paganismo. Utilizá-los e aprender com eles antes de perder o tato, a sensibilidade para isso.

ETHEREAL representa o negado éter como elemento. Traz a essência de Lúcifer, desprezado e afogado em sua decepção. Recentemente ouvi um comentário de um amigo que disse ser capaz de “pegar a tristeza dessa música com a mão, no ar”, e posso te dizer que o sentimento de perda que me inspirou a compor foi tão grande que é o que a música realmente transmite.

THE BETRAYER FROM THE OCEAN representa o elemento água e toda sua inconstância. Utilizei uma experiência pessoal e a referência da história de Medusa, vítima da petulância de Poseidon, para ilustrar um processo de sacrifício negado a um homem simples que daria o próprio sangue para corrigir erros cometidos.

VOLCANIC ECHOES aborda o elemento fogo como foco de superação, em torno da frase alquímica “O fogo que destrói é o mesmo que transforma”. E essa luta permanece constante a cada hora do dia.

DANCING WITH THE DEVIL é uma reflexão sobre o elemento Terra, e traz a história de um Deus adorado nas minas de Oruro na Bolívia. O questionamento de quão fundo precisamos escavar atrás de ambições para encontrar nosso próprio abismo.

SANDS OF TIME representa a junção de todos os elementos, numa eterna dança entre eles através do tempo.

ENLIL, uma divindade Sumeriana, traz uma invocação ao elemento Ar ordenando que todos os elementos fluam da melhor maneira possível para trabalhar em favor da evolução pessoal. Como disse um grande amigo que ouviu esta música, é “um grito de liberdade”.
E os dois covers, ARTEMIS e THE STALLION representam a igualdade na busca da evolução em ambos os sexos.
Comecei escrevendo o álbum em um momento de intensa dor, algo que nunca havia sentido antes. E foi concluído com a intenção de fechar um ciclo de aprendizado e aceitação.

Com certeza este álbum está entre os grandes lançamentos de 2020, este trabalho já lhe trouxe algum questionamento por parte dos headbangers a respeito de todo contexto aqui aplicado?

ISER – Sim, com certeza. Menos de um ano e meio separam o lançamento de WE, DEMONS e a finalização e gravação de THE ELEMENTS.
Então, enquanto alguns me trataram como “versátil” ou “gênio” por escrever  álbuns tão fortes mas tão antagônicos entre si, outros me tratam como “bipolar” ou “emocionalmente instável”.
E este questionamento é totalmente compreensível, pois
enquanto WE, DEMONS traz o Self como grande força motriz de realizações, THE ELEMENTS traz lamentações sobre perdas e uma luta imensa para o resgate da auto estima.
Realmente não parecem momentos vividos por uma mesma pessoa em um período tão curto.
Enfim, descrevo essa discrepância entre os álbuns como hipersensibilidade à momentos cruciais de minha existência que foram expostos de forma musical. Não vejo genialidade nisto, apenas uma maneira de me expressar da forma mais sincera que pude, inspirado em ambos pela mesma influência.

E como já não bastasse o grande lançamento com o Lalssu, você vem e me surpreende novamente, você está mestre nisso (rsrsrsrs). Daí em uma de minhas conversas com o irmão Alex Anderson Kito proprietário do selo Voz Da Morte, foi revelado a mim que logo seria lançado o Fenrir, confesso que eu não conhecia. Quando recebo o CD e de novo, olha! O Iser tá aqui também…. e o trabalho apresentado é sensacional, como surgiu o Fenrir?

ISER – hahaha. Espero que te surpreenda positivamente. Este álbum é uma grande realização, sem dúvida. O Fenrir mereceu muito pois existiu muito trabalho e empenho por parte de todos durante muito tempo, e me sinto muito honrado em fazer parte disto.
Sobre o Kito, sou suspeito para falar pois admiro muito o trabalho que ele faz com o selo, resgatando bandas incríveis do interior de SP e trazendo verdadeiras pérolas do outro lado do mundo.
Um dos sentimentos mais intensos que eu sinto dentro deste meio é a gratidão de ter o interesse dos selos em lançar os trabalhos os quais estou envolvido. Sou um pensador e compositor livre de contratos e coisas do tipo, e uma prova disso é que os últimos lançamentos os quais estou envolvido foram lançados por vários selos diferentes de várias regiões do país. Isto é revigorante. E espero que você não se decepcione com as novidades que estão por vir!

É um trabalho deveras visceral e harmonioso. As composições abordam temas como batalhas, invocações e paganismo. Você que também está por trás destas composições? Ou apenas atuou como músico?

ISER – Recebi o convite para integrar a banda em 2018, e apesar da distância de 300km consegui me entrosar musicalmente com os integrantes, que são meus grandes amigos e desde sempre me receberam de forma honrada entre eles.
Quando entrei na banda praticamente 80% do álbum estava concluído, e contribuí com a música A VALSA DE CACHTICE, a qual compus dentro do contexto sobre a Condessa. Então finalizamos incluindo o cover do KAZIKLU BEY, que tinha sido gravado para o tributo a CARPATHIAN TEPES. Estas são minhas duas composições no álbum.

2019 – Maledition 666 – We, Demons “Full-length”

E já que abordamos o tema paganismo, não posso deixar de falar sobre outra ótima banda em que você também participa, o Iron Woods. Como surgiu a oportunidade de se juntar à banda?

ISER – Recebi o convite no ano de 2012, época em que a banda estava em busca de um baixista para a execução do show de relançamento do primeiro material, o ANCIENT FAITH. Eu já os conhecia devido à troca de materiais, pois adquiri os dois primeiros diretamente com o HOLYKRAN e desde então esta amizade e irmandade cresceram de forma indescritível.
Desde então participei de todos os outros materiais lançados.

E quanto a adaptação de estar numa banda que é bem diferente de seus trabalhos anteriores?

ISER – Encaro isto como uma sorte imensa. Pois receber um convite para tocar em uma banda que se admira tanto, é algo inestimável!
Não apenas com o IRON WOODS, mas a história se repetiu com o DEVILISH, NEBIROS e NECROSOUND onde tive uma curta mas intensa passagem, e com a TORQVEREM e EVILS ATTACK, bandas que faço parte até os dias atuais.

2020 – Lalssu – The Elements “Full-length”

Meu nobre irmão Fernando Iser, como são muitas as bandas que você integrou realmente precisaríamos de uma entrevista muito mais longa para falar de cada uma delas.
Todos nós que acompanhamos a tua respeitada trajetória até este presente momento, gostaríamos muito de ler a respeito de seu ponto de vista em relação às bandas que faz parte de sua história te tornando um dos pilares do necro underground deste país. Portanto, diga uma palavra ou frase chave para cada banda ou projeto o qual você se envolveu desde o início:

ISER – Em ordem cronológica:

1997 – MALEDICTION 666 – O Pacto de sangue.

2000 – SHANTAK – O Coven.

2001 – EXCISIO – Aprendizado.

2002 – KAZIKLU BEY – A liberação do Ódio.

2004 – OBSCURE MIND – A Conexão Negra.

2009 – MORTE NEGRA – O Ápice da Profanação.

2009 – TORQVEREM – Desafiando os limites da Criação.

2010 – WOLFMAN – A destruição de uma máscara.

2011 – LALSSU – …

2011 – EVILS ATTACK – Lealdade Irmandade Negra.

2011 – EXTERMINATORIUM – O Triunfo contra os inimigos cristãos.

2012 – IRON WOODS – O Valor do Sangue e da Honra.

2014 – HEREGE – O compromisso com um Grande Irmão de Guerra que partiu.

2015 – BLACKWAR – O frio da alma como aliado.

2016 – DEVILISH – O Inferno na Terra.

2018 – FENRIR – O verdadeiro significado de JAMAIS QUEBRAR O JURAMENTO.

2020 – MÁVRA – O retorno às Origens Obscuras.

Em relação à eventos, quais você destacaria como os mais importantes na sua trajetória?

2020 – Fenrir – Condessa Sangrenta “Full-length”

ISER – Cada evento teve sua importância, mas alguns deixaram marcas profundas em minha caminhada. É muito bom conhecer pessoas, cenas de lugares diferentes e mentes diferentes.
Dividi o palco com bandas que me formaram como headbanger e toquei em 8 estados diferentes, criando laços e amizades que levarei com muito carinho e respeito até o meu último suspiro.
Claro que existem exceções pois não são todos que respeitam algumas situações, mas estes não merecem ser lembrados.
Gostaria de citar meu primeiro show aqui na cidade de Suzano com o MALEDICTION 666 em 1998 como o início de tudo, onde eu descobri que não seríamos bem vindos fazendo nosso estilo de som – e isso me motivou a seguir em frente até o fim.

Irmão, agradeço imensamente por nos conceder esta entrevista para o nosso portal. É uma grande honra para todos nós poder trazer à todos os seus feitos em prol do fortalecimento desta cena. O espaço está aberto para as suas considerações finais….

ISER – Luis, o trabalho que você e a equipe de colaboradores da LUCIFER RISING fazem é de um valor inestimável.
Mostra que não estamos sozinhos nesta batalha pela sobrevivência do Negro Subterrâneo Metal brasileiro, e sempre alimenta nossas almas negras com um conteúdo que ressoa nos mais profundos abismos.
Sou grato pelo reconhecimento ao meu trabalho e caminhada junto aos meus irmãos infernais.
Espero revê-lo em breve se sobrevivermos a esta época mortal, caso contrário saiba que eu sempre tentei dar o meu melhor em tudo o que fiz.

HAIL TO THE HORDES! HAIL LUCIFER!

Ouça abaixo os trabalhos mais recentes de sua carreira:

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Luis Lozano

Programador e designer gráfico para a web, com diversos trabalhos realizados com foco na informação e fortalecimento do underground.
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