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FROZEN DREAMS – Rising from the Ashes

Independente (Importado)

Muito estilo, muita técnica e passagens que você ouve uma vez e “catchy”, fica com aquilo na cabeça. Os suecos do Frozen Dreams sabem fazer música, melhor, eles sabem fazer Symphonic Atmospheric Black Metal, o álbum é muito bom. Lançado independente, os suecos mostraram a que vieram com “Rising from the Ashes“.

A banda é de 2017 e tem 5 álbuns lançados. Opa, não errei na conta, o Frozen Dreams lança dois álbuns por ano e eu penei o mesmo que você, deve pecar na qualidade, de jeito nenhum. Vou fazer a review dos dois álbuns essa semana. Não deixa de acompanhar essa maratona sinfônica meu amigo (a).

O álbum abre encantador com “The Night of No Tomorrow” e temos muita harmonia, esta faixa é uma aula de Symphonic Metal. TUDO casa nesta faixa, nada fica de fora e você tem plena noção da competência técnica desses caras. Já em “Breath of Immortality” temos mais harmonia e os teclados são parte essencial deste clímax musical. Destaco também o vocal de Weird. E os outros caras? Que outros caras? É One-Man Band sinfônico, mas você imaginou isso, né? Eu sou o maníaco dos “One-man band” projects. Eu sou fanático por esse tipo de coisa. Muita melodia e peso e as guitarras? Rááááá…. ouyra história, não vou dar spoilers!

O Weird é fenomenal, pude conversar com ele e em breve teremos uma entrevista com esse gênio do metal. “Land of Destruction” eu acho que é uma das mais emblemáticas. Teclados e sintetizadores abrem e dão lugar a uma bateria de pedal duplo de extrema qualidade e técnica e os instrumentos vão chegando aos poucos até que explodem com a voz de Weird, desmistificando a harmonia e tecendo uma teia de sentidos e sensações com sua música. Há uns traços de Black Metal a la Darkthrone e Mayhem aqui embebidos na sinfonia.

Eu curti muito “Ride the Endless Star” porque ela é atípica, tem todos os elementos de Black Metal e é sinfônica, mas a atmosfera foi o que me chamou a atenção. Ela poderia ser tocada dentro de uma catedral gótica medieval e ainda soaria grandiosa. A letra é incrível e tem aquela pegada de Heavy Metal que você guarda a letra na cabeça? Muito bom! O solo de guitarra é muito genial, de arrepiar.

Imagino gritos de “hey, hey, hey” no início de “The Chains of Nightmare“. Pode bater cabeça, cadê os headbangers? É agora meu filho. Muito peso, guitarras thrash metal parecem encobrir a harmonia, mas é proposital, soa sufocante, caótico, soa BLACK METAL! Há uma transgressão da harmonia nesta faixa, o que me encantou e me fez ouvir seis vezes para fazer essa review. Há passagens limpas e melódicas de bateria e teclado que assustam. IMPRESSIONANTE!

Chegamos à faixa título, a pesada e sinfônica “Rising from the Ashes” que é a mais contida do álbum. Entenda ela tem os elementos, mas ela traz o alicerce de levar o nome do álbum, então ela resume tudo que falamos acima, mas ela traz uma demonstração do que o Weird é capaz e de que ele tem capacidade de lançar dois álbuns no ano e ambos serem fenomenais. Simples assim.

O álbum passou tão rápido, chegamos ao final com “Tears of Agony” que traz uma introdução melancólica que parece revezar com tambores de guerra vikings. Há algo dramático em seu instrumental, mesmo nas partes rápidas e agressivas. A música traz solos incríveis e interlúdios épicos de muita qualidade. Coisa típica das bandas sinfônicas da Suécia.

O que dizer quando tudo soa perfeito?

Nota: 10/10

Frozen Dreams  Facebook: https://www.facebook.com/Frozendreams…

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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