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HÉIA – Magnum Opus

CD 2021 - Nyarlathotep Records/Diabolic Records/Impaled Records/I hells Distro/Old Evil Spirits Prod

“Magnum Opus” foi composto, produzido e finalizado entre os meses de setembro de 2019 e outubro de 2020. Seu lançamento oficial foi feito no dia 25/01/2021 nos formados de fitas cassete, CD e LP em uma parceria com diversos selos. Já no dia 15/02/2021, o trabalho ingressou em todas as principais plataformas de streaming em parceria com a Sangue Frio Produções & Records.

O álbum foi gravado, mixado e masterizado em Goiânia-GO no Fantom Studio por Giovani Maia e foi produzido por Místico.

“‘Magnum Opus’ é um mergulho na escuridão, é uma Ode à Arte oculta, É o verdadeiro culto da Corrente tifoniana.” – Místico (guitarrista e vocalista).

Lá se vão 22 anos, quando na véspera do novo milênio, se ouviu o nome HÉIA pela primeira vez circulando pelo cenário nacional. De lá pra cá, uma história já foi inscrita e entre obstáculos, superação, críticas e principalmente vitórias, o nome HÉIA vem conquistando seu público e sua nítida evolução.

O novo lançamento “Magnum Opus” já tem a característica diferenciada de todos os trabalhos anteriores. Todas suas faixas são cantadas em português e muito bem encaixadas nas melodias. As letras são imersas na tradição typhoniana, apresentando o conceito ocultista neste full lenght.

O álbum começa com a faixa título com surpreendentes 7:46 minutos. Numa música tão longa, naturalmente há variações de tempo e caídas de andamento, entre bases cadenciadas e riffs rápidos. As repetições acabam explicando o tempo da música. Em seguida temos ‘The Serpent’s Flame’, vibrante e rápida com muita melodia, numa pegada meio Heavy Metal. Uma das músicas mais interessante. O vocal de Místico se encaixou perfeitamente na música. Algumas passagens mais lenta, meio Doom Metal e até um vocal falado dá todo clima a música: “Let chaos reign infinite knowledge. Lucifer the first Master. Nuit the first mother. Heptagram the first Symbol.”  E eu pensando que não haveria faixa mais longa que a primeira. Ledo engano. ‘The Dark Infinity’ surge com nada menos que 08:55minutos. Haja pescoço para bater cabeça! É um som  muito cadenciado com uma característica própria do Black Metal feito no Brasil. Um riff cortante e veloz surge para deixar a música bem mais rápida com uma bateria bate-estaca em certos momentos. A cozinha é bem compactada com o baixo de Sanatas dando um peso constante e os bumbos do músico convidado Higor Oliveira (excelente escolha! O cara manda muito bem!). Música típica para ficar na frente tentando arrancar o pescoço! Hahahaha…

A quarta faixa chama-se ‘The Womb and the Tomb’ . Faixa com bases simples, direta e agressiva com certas variações de tempo. Mais uma vez destaco o trabalho do baterista convidado. ‘From the Limits of Darkness and Light’ vem em seguida veloz e ríspida. Pancadaria para abrir aquela roda na frente do palco e arrancar cabeças! Como nas outras faixa, dá uma mudança no tempo da música, ficando um pouco mais cadenciada. Seguindo a mesma linha temos ‘Horn Empress’, com velocidade e bases simples com uma sequência de repetições, enquanto um vocal podre se conecta com a sonoridade imposta nesta faixa, ainda tendo uma pequena passagem com vocal limpo que deu um clima à mais: ” Owners of the dark and secret art.”

‘Liber Qoph vel Hecate’ é uma música forte e violenta. Os músicos apresentam um ótimo entrosamento nesta faixa, deixando-a bem sólida e com feeling. Umas bases que traz um sentimento negro e perverso típico do Metal Negro. Umas das faixas de principal destaque deste CD.  Ainda temos ‘The Mother of Choleric Chaos’ , seguindo o padrão das demais faixas e finalizando ‘Solve et Coagula’, com bastante melodia e bases diversificadas. Uma faixa criativa e empolgante.

Confiram abaixo a última faixa:

 

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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