Resenhas - LPs/Cds/K7s

Helheim – Rignir

Dark Essence Records / Importado

Eis que tenho em mãos o novo álbum do Helheim. Provavelmente se você não conhece Helheim ou desprezou sua existência cometeu um pequeno equívoco, por duas razões: Primeira: o Helheim é a banda mais consistente que conheço, em termos de progressão e carreira. Segundo: É muito difícil achar uma banda que faça um Black Metal Viking de qualidade e por anos a fio.

Então, o álbum novo Rignir, lançado nos primeiros meses de 2019 nos traz muita coisa boa. Uma delas é a formação que traz o baixista do Taake: V’gandr, além de H’grimnir e Noralf nas guitarras e o monstro Hyrmr nas baquetas. E uma variação instrumental maior como harpas e tambores, coisas que você não acha em bandas da segunda onda do Black Metal como Darkthrone, por exemplo.

A abertura do álbum é linda, guitarras emotivas, batida forte e som bem atmosférico e aqueles vocais limpos, mas um tanto previsível para o Helheim, o que não causa destamponamento por ser a cabeça chave do álbum( a faixa título). Com “Vindarblástr”, temos uma música bacana, aquelas que “colam quando ouvimos?”, mas muito momentânea, ao vivo deve funcionar muito bem, mas falta aquela alma viking na faixa.

“Kaldr,” com quase oito minutos traz alma e essência, aquele refrão Viking de correr para a batalha está lá e é um dos pontos fortes do álbum. Tem aquela guitarra Abbath/Immortal, sabe? Mas é uma das minhas favoritas. No final dessa faixa há um apelo Blood Fire Death do Bathory.

O instrumental de “Hagl” que deságua em uma chuva e trovões nos levam de volta à calmaria das embarcações pós-guerra. O solo de guitarra aqui é um dos melhores já escritos pela banda, pode anotar e conferir.

No entanto, “Snjóva” e“Ísuð,” são as pérolas do álbum. Guitarras brutais e agressivas. Esta primeira tem um dos riffs mais malígnos do Helmeim que já ouviu e flerta com lindos vocais no melhor estilo Katatonia. Há muita emoção na última faixa e ela colabora muito para a grandiosidade deste álbum.

Mesmo com a simplicidade de “Stormviðri,”, temos a prova do quanto o Helheim ainda tem para oferecer e como Bergen na noruega – terra do grandioso Burzum – ainda tem solo negro e gélido que produzem bandas como essa.

O álbum é bom? Pode acreditar que sim. Mas ele difere um pouco dos dois último álbuns do Helheim, mas as guitarras e solos são fenomenais. Mas não se sinta intimidado: Os Vikings do Metal Negro estão de volta. Corram para as colinas! 

Nota: 8/10

 

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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