Entrevistas

HERETIC EXECUTION – Uma aura de decadência, caos

"Propago e espalho meu ódio por você!"

Com o recente lançamento do seu debut álbum “Chaos Aura”, a HERETIC EXECUTION demonstra todo seu potencial calcado no mais puro Death Metal! Conversamos com Alexandre Disgracedeath, responsável pelos urros e pelo ódio que a banda vem executando.

Foto por: Leandro Kastiphas.

A HERETIC EXECUTION é uma banda que surgiu há menos de uma década, numa cidade como Salvador, que o Death Metal predomina e tem seu extremo valor! Como vocês vêem a cena da cidade atualmente?

Disgracedeath – Vejo a cena forte e muito bem representada no que se diz a respeito do Death Metal. Com bandas atuais e antigas, gravando, tocando e espalhando cada vez mais a praga deathmetálica. Não cito nomes aqui, mas quem segue o underground, sabe da quantidade de bandas fudidas que existem e existiram aqui.

E falando da vanguarda, houveram influências que determinaram a formação musical da banda?

Disgracedeath – Sim. A escola do final dos anos 80 até a metade dos anos 90 foi o ápice do Death Metal, era de inumeros clássicos precussores e eternos. Ouvindo agora ‘’Broken Hope – Swamped in Gore’’. Enfim, não se pode negar as influências e os mentores assim como não se podem esquecer dos que mantém a chama acesa.

Da esquerda para direita: Israel Ferrão (g), Alexandre Disgracedeath (v), Eucini Santy (g) e Leonardo Reis (b). Foto por: divulgação.

Me chama atenção a música ‘Guerra ao Domínio Cristão’ . Além de ser a única em português ela está em todos os lançamentos da banda, exceto no debut “Chaos Aura”. O que essa música representa pra vocês?

Disgracedeath – Foi a primeira letra que escrevi e é um hino eterno contra a hipocrisia, mentiras e falsidade que formam essa doutrina de merda e os seus seguidores iludidos. Como está em um dos versos: ‘’PROPAGO E ESPALHO O MEU ÓDIO POR VOCÊ.’’ Isso resume.

Como anda a formação? Quem está assumindo as baquetas no momento?

Disgracedeath – A formação está estável. Nas baterias atualmente contamos com o Vurmun (MARTYRDOM, PESTIS, ERASY) como live member.

O Ícaro Senhorinho, baixista da formação inicial da banda, foi substituído pelo também talentoso, Leonardo Reis. Qual a causa da saída do mesmo?

Disgracedeath – Divergências que ocorrem em várias bandas. Não teve desrespeito, brigas ou merdas do tipo.

Foto por: Leandro Kastiphas

Ainda falando em formação da banda, particularmente aprecio muito seu estilo de vocal, um ultra gutural que se encaixa perfeitamente na sonoridade da banda! Quais são suas principais influências?

Disgracedeath – Me sinto honrado com as palavras. Eu comecei a praticar as vociferações ouvindo as bandas que eu era fã ainda na adolescência. Aprecio muito os vocais do Per Boder, Craig Pillard, Matti Kärki, Chris Barnes, Joe Ptacek, entre outros que exalam feeling quando cantam, essa é a essência. Cada um desses tem um timbre e técnica diferente, eu não quis copiar ninguém, apenas ouvia, tentava reproduzir as letras e com o tempo a maldição em forma de vômito tomou sua própria forma. E busco deixar a voz conectada com o feeling das músicas.

E o já experiente guitarrista Eucini Santis, com  contribuições efetivas em bandas como ESCARNIUM, GERMINICARIUM  e CRUCIFICATOR. O que trouxe de influências para a HERETIC EXECUTION?

Disgracedeath – Ele foi chamado ao front por que sabiamos que era um fã de Death Metal e um excelente guitarrista e criador de riffs.

2018 – Chaos Aura 2018. “CD” Kill Again Records.

Essa formação já citada, juntamente com o guitarrista Israel Ferrão, nos traz um trabalho calcado num Death Metal avassalador e violento, o primeiro Full lenght “ Chaos Aura”, lançado pela respeitada Kill Again Records. Fale nos um pouco, ou muito,  sobre este lançamento.

Disgracedeath – Foi uma honra sair pela Kill Again, um grande e respeitado selo. Era um selo que comprei materiais algumas vezes e depois ver a própria obra lançada é realmente fudido.

Qual a origem do título? E como foi a escolha e elaboração da arte da capa?

Disgracedeath – A origem vem de um verso de uma música (Necrotic Trinity), por retratar a aura, a atmosfera que esse disco tem. A arte foi descrita por mim e o Eucini enviou as idéias para o artista, o Andrey Kroms. Nela está explícita a decadência dos impérios, a morte e a insignificância da vida humana, com o símbolo do caos centralizado em forma de monumento.

Falando ainda no “Chaos Aura”, qual as temáticas abordadas nas músicas? Palavras como  “end”, “apocalipse” e “ chaos”, que fazem partes de alguns títulos, já nos dá uma pista ou estou enganado?

Disgracedeath – Total Death!! Sempre curtir temáticas apocalípticas. Massacra – Final Holocaust, Slayer – Reign in Blood, Asphyx – Last one on earth, Sepultura – Morbid Visions, e aliamos a detalhes próprios da identidade da banda. EVIL AND DOOM FOREVER!CHAOS!

Foto por: Mariana Sousa

Voltando a falar na  cena da já conhecida como “ terra sem Salvação” , tempos atrás houve uma campanha contra a participação de strippers num show com várias bandas. A polêmica e “pressão” foi tão grande que o produtor cancelou com as strippers. De que lado vocês ficaram nessa situação? Por que?

Disgracedeath – Desculpe a frieza, mas não ficamos de lado algum. O underground só devia ser voltado ao Metal e o resto não importa.

Quais os próximos passos? O que podemos esperar para um futuro próximo?

Disgracedeath – Temos 3 músicas prontas e infelizmente os shows estão escassos. Seria fudido gravar um split com uma banda de Death Metal com os mesmos valores e fazer uns shows.

Façam sua execução “final”…

Disgracedeath – Obrigado pelo espaço cedido grande Giovan e um grande salve a todos os irmãos e apreciadores da nossa caótica arte.

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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