Entrevistas

IMPERIOUS MALEVOLENCE – Espalhando o caos e a brutalidade por toda terra!!!

"...temos levado a sonoridade das músicas cada vez mais para “Brutal Death Metal"...”

Um dos nomes brasileiros mais conhecidos no Death Metal nacional e internacional hoje conversa com a Lucifer Rising. Isso mesmo, trazemos até vocês uma entrevista exclusiva com o IMPERIOUS MALEVOLENCE que falará um pouco mais deste atual momento de mudanças e adaptações, confira:

Primeiramente muito obrigado pela entrevista, é uma honra para nós estar conversando com um dos principais nomes do Death Metal brasileiro. Vamos lá, vamos focar nesta nova formação do IMPERIOUS MALEVOLENCE, como tem sido trabalhar como um quarteto? É melhor que como um trio?

Fernando, Foto por: Leandro Cherutti

Fernando – Salveeee, saudações para todos os Headbangers e fãs da banda que estejam lendo essa entrevista. O Imperious Malevolence, no começo de carreira, já era um quarteto, mas ao passar dos anos acabou virando um power trio, que perdurou por muitos anos. Eu e o Antônio resolvemos experimentar voltar a trabalhar como quarteto e acabou dando muito certo. Então, oficializamos ano passado a formação com o Rodrigo Kiataque e o Will Aguiar nas guitarras.
Sempre trabalhamos nas composições tendo em mente o trabalho de duas guitarras, mas a execução era bem limitada. Agora com dois guitarristas, podemos executar ao vivo e estamos enfatizando ainda mais nas novas composições.

Com uma pessoa a mais para ajudar nas composições e gravações, acreditam que um novo álbum possa vir em 2020?

Fernando – Com certeza, são ainda mais ideias para trabalhar em novas composições e sem falar que sangue novo, sempre tem mais disposição e ideias. É basicamente uma outra maneira de trabalhar do que o de costume. O Rodrigo e o Will são excelentes guitarristas e estão a todo vapor criando riffs. Atualmente estamos focados em criar músicas do que fazer shows. A ideia com certeza é ter um álbum completo para 2020.

Aproveitando a pergunta anterior, como a banda procede nas composições? Todos participam?

Fernando – Todos na banda são livres para compor da maneira que quiser. Normalmente o que acontece é alguém trazer um riff pronto e apresentar no ensaio, que é semanal. A partir disso começamos a moldar a música com o toque de todos, acrescentando mais riffs, moldando a bateria. Mas já surgiram várias músicas criadas no calor do momento mesmo. A música “Arquiteto da Destruição” foi criada durante um antigo ensaio, muitos anos atrás, ainda na primeira formação da banda e é um dos nossos maiores hinos até hoje. Então relativamente não existe uma fórmula específica para criar música, o grande segredo sempre é nossa
motivação e inspiração. Quanto mais inspirados, maior será nosso nível de criatividade.

Antonio Death, Foto por: Leandro Cherutti

Sobre o atual álbum, “Decades Of Death”, como foi a recepção tanto da imprensa, quanto do público acerca dele?

Fernando – A recepção foi extremamente calorosa, foi algo muito mais do que o esperado. Pois já estávamos sem lançar um álbum completo desde 2013, com o “Doomwitness”. Então tínhamos uma responsabilidade muito grande em trazer um material de qualidade, pois todos estavam muito ansiosos esperando esse lançamento desde que anunciamos que estava sendo produzido. Como estávamos comemorando mais de 20 anos de banda, decidimos lançar esse álbum com seis regravações, músicas dos três primeiros álbuns, e mais quatro novas composições. Decidimos não incluir músicas do álbum anterior porque ele ainda era relativamente “recente” e com uma qualidade de gravação excelente. Porém, conseguimos demonstrar nossa evolução desde os primórdios e que estamos sempre na ativa para o que der e vier. Após o lançamento oficial do álbum, ficamos muito orgulhosos quando ficamos sabendo que o “Decades of Death” foi selecionado como um dos melhores de 2018 na categoria “Metal”. Ainda mais em especial para mim, porque foi meu primeiro registro oficial desde minha entrada na banda em 2015.

Acreditam que este seja o material mais maduro da banda?

Will Aguiar, Foto por: Divulgação

Fernando – Cara, cada novo álbum é sempre um novo aprendizado. Então naturalmente a tendência é ter cada vez um álbum mais bem produzido do que o anterior. Conforme o tempo passa, alguns conceitos podem ser atualizados, mas a essência é sempre mantida. Acredito que realmente desde que a iniciamos relativamente como “Death Metal Tradicional”, temos levado a sonoridade das músicas cada vez mais para “Brutal Death Metal”. Mas cada álbum lançado tem sua peculiaridade e acredito que o “Decades Of Death” demonstre ainda mais maturidade do que os álbuns anteriores. Pois como músicos, também estamos ainda mais maduros.

Vamos falar de influências, o IMPERIOUS MALEVOLENCE possui vários estilos influentes na hora de compor? Ou para este trabalho o grupo foca em apenas Death Metal?

Fernando – Eu mesmo tenho várias influências, desde Kiss, ZZ-Top, Deicide e tal. Mas durante o ensaio conseguimos transformar qualquer som em Death Metal. É claro que nossa base maior para compor é sempre inspirada em linhas “Death Metal”, mas vez ou outra surge uma inspiração diferente para compor. Mas resumindo tudo, a nossa brutalidade sempre flui naturalmente nas músicas sem nem fazer esforço. Então fica bem mais fácil compor.

Rodrigo Kiataque, Foto por: Divulgação

Quando os fãs do velho continente (Europa) poderão receber a banda, agora como um quarteto?

Fernando – Estamos muito ansiosos para nosso retorno por aquelas bandas. Já se passaram muitos anos desde nossa última ida. Mas nosso foco agora é trabalhar no próximo álbum. Se ocorrer tudo em tempo, em 2020 lançamos um álbum completo e então podemos planejar com calma um tour em 2021 pelo velho continente com muito material de sobra.

Há alguns projetos para 2020 que vocês possam adiantar aos nossos leitores?

Fernando – Com certeza, como já dito anteriormente, em 2020 demonstraremos todo o potencial que alcançamos com essa nova formação. Então virá por aí um álbum completo, um vídeo clipe oficial, que será uma provável animação, e com certeza muitos shows para espalharmos toda nossa brutalidade sonora, que é ainda mais violenta ao vivo.

Muito obrigado pela entrevista, deixamos este espaço para as considerações finais.

Fernando – Agradeço imensamente por essa entrevista, que é extremamente importante termos esse nível de proximidade com os leitores. Um espaço claro para falar sobre o que realmente importa, música e Metal extremo. Um grande abraço para todos nossos fãs e a todos que nos acompanham em todos esses anos. É pelo apoio de todos que continuamos firmes e fortes fazendo Death Metal, que sempre foi e sempre será nossa base. Acompanhem as novidades sobre a banda no Facebook, Instagram e nas demais plataformas digitais e
entrem em contato para adquirir materiais, agendar shows ou trocar uma ideia! STAY IN MALEVOLENCE!!!

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Luis Lozano

Programador e designer gráfico para a web, com diversos trabalhos realizados com foco na informação e fortalecimento do underground.

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