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IN THE WOODS… – Cease the Day

Misanthropic Records (Nacional)

Nada melhor do que apoiar o nosso underground e aproveitar o fantástico lançamento nacional de Cease The Day do In the Woods… A banda norueguesa tem uma longa estrada longa no início dos anos 90, famosa por suas aptidões progressivas e um Black Metal bem trabalhado mesclado com  elementos variados em sua composição lírica, o In the Woods… é uma referência no Metal Extremo! Agradecer à Misanthropic Records por esse presente!

Empty Streets” abre o álbum e tem um pouco de cada coisa, é pesada e progressiva e tem inúmeros elementos que simbolizam bem a sua trajetória. Destaque para a atmosfera e a variedade de vocais. A sequência com a cadenciada “Substance Vortex” só deixa o álbum melhor e nos faz recordar algumas passagens do álbum “Heart Of Ages”. Eu particularmente curti muito essa faixa pelo peso e pelo trabalho de cordas: as guitarras estão impressionantes.

A introdução de “Respect My Solitude” nos leva a um dos pontos altos do álbum, acredite são os melhores 15 minutos iniciais de um álbum de metal. Os caras são muito bons. A atmosfera aqui e os vocais limpos são um destaque sem dúvidas. Apesar de Anders Kobro baterista ser a única alma da formação original da banda, os demais membros são novos de 2015 pra cá. Não falta mistério e introspecção na lenta “Cloud Seeder“, muitos elementos progressivos e de doom metal interessantes. Não vou mentir que lembra um pouco Pink Floyd algumas passagens, até que o metal tome cena e mostre o quanto a faixa pode ser grandiosa e você perde a dimensão do talento em mesclar elementos, aí você lembra que está ouvindo In The Woods…

Still Yearning” e “Strike Up with the Dawn” marcam o meio do álbum, das duas, acredito que a última se destaque como a mais pesada do álbum, destaque para os riffs impressionantes de metal que vão fazer você bater cabeça e aumentar o volume. No caso da primeira, esses elementos estão presentes mas ela lembra muito o álbum de 1999 “Strange in Stereo”, é mais fechada e introspectiva, quase íntima, com elementos pouco cortantes, mas é uma faixa desafiadora e esteticamente elaborada.

Melhor faixa do álbum: “Transcending Yesterdays“, ela simboliza tudo que o In The Woods… é para mim: mutação. Uma banda que arrisca porque diferenciar e inovar é parte do seu estilo, então se você conhece o cerne da banda cada faixa vai te surpreender positivamente. Peso, melodia e aquele vocal intenso rasgado mesclado com vozes limpas. Dualidade.

Ficamos orfãos deste álbum na breve “Cease the Day” que parece fechar o ciclo com a primeira faixa, fechando a história que foi contada. E com o final deste enredo eu vou escrevendo a resenha e trazendo à memória quando ouvi In The Woods pela primeira vez e como eles me encantam a cada álbum. E você quando ouviu esta banda a primeira vez? Não deixe de comentar nas nossas redes sociais.

Nota: 10/10

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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