Entrevistas

INQUISITOR – Ressurretos e prontos pra conquistar o mundo

A outra face do guitarrista do ANCIENT RITES

 

Conheci o INQUISITOR em 1996 através de um amigo da Costa Rica em uma troca de cassetes tão comum à época. Me lembro bem disso pois nesse ano eu prestava o serviço militar obrigatório e essa fitinha me acompanhou por semanas no quartel. O trabalho em questão era a primeira demo da banda “Blasphemous Accusations” de 1992 e aquilo era agressividade em estado bruto pra mim. Na época minhas bandas de cabeceira eram DARK ANGEL, SADUS e DEADHEAD e aquele “Sadus com esteróides” era perfeito pra mim. Infelizmente a banda se dissolveu algum tempo após o lançamento do primeiro álbum   “Walpurgis – Sabbath of Lust” de 1996 com alguns membros fundando o excelente projeto Death Metal CENTURIAN. Eu particularmente fiquei muito empolgado ao tomar conhecimento de que o guitarrista Erik Sprooten se juntaria ao ANCIENT RITES no álbum que sucederia o maravilhoso “Blasfemia Eternal”; como eu adorava a demo “Dark Ritual” de 1990 achei que a entrada do guitarrista significaria um retorno àquela sonoridade mais Thrash, porém o álbum “Fatherland” trouxe uma outra abordagem musical  completamente diferente de Erik , mostrando o quão versátil era o guitarrista. Em 2014 começaram a surgir rumores de um possível retorno que se mostraram verdadeiros com a gravadora Hammerheart no mesmo ano lançando um álbum com as demos e culminou no lançamento de “Stigmata Me, I’m in Misery” em 2018. O álbum marca o retorno da banda com a formação original, mais forte, mais extrema e agressiva que nunca. Empolgado com esse, que também já se tornou um álbum de cabeceira pra mim, bati um papo com um simpático e agradável Erik Sprooten que nos falou mais sobre o novo álbum, sobre o passado e sua história e os prováveis passos para o futuro que se descortina.

Erik Sprooten, Foto Por: Peter Hagen

“Stigmata me I’m in Misery” é o primeiro trabalho do Inquisitor após a banda ter renascido das cinzas. Fale-nos mais sobre o álbum. O que os antigos fãs da banda que ainda não o ouviram podem esperar ? E pra todos aqueles que ainda não conhecem o trabalho de vocês como você descreveria a sonoridade executada nesse álbum ?

Erik Sprooten – Nosso Segundo álbum foi gravado no Toneshed Recording Studio que é conduzido por Erwin Hermsen , que já foi guitarrista de uma banda holandesa chamada MANGLED. Ele fez um trabalho fantástico e foi ótimo trabalhar com ele ! Creio que seja desnecessário dizer que nós estamos completamente satisfeitos com a sonoridade de “Stigmata Me, I’m in Misery” que  aparenta ser contemporâneo mas que definitivamente tem  uma vibração  das antigas  se posso dizer assim. O som da guitarra  foi tirado com meu velho amplificador Marshall, o mesmo que usei em nosso primeiro álbum. O som da bateria foi gravado do kit de Wim e não são samplers  de algum kit de bateria popular . Eu acredito que se você gostou de “Walpurgis – Sabbath of Lust” (gravado em 1995), muito provavelmente não ficará desapontado com “Stigmata Me, I’m in Misery”. Esse novo álbum soa absolutamente 100% como INQUISITOR. E se você ainda não ouviu nossa música então você deveria dar uma checada na gente se você ousar é claro ! O estilo do INQUISITOR tem influencias de bandas de Thrash Metal Extremo  tais como SADUS, KREATOR antigo , DARK ANGEL, SLAYER, SABBAT, DEAD HEAD, etc. Então se você gostar de uma ou mais dessas bandas haverá uma grande chance de você também apreciar o INQUISITOR. Alex, nosso vocalista tem uma voz bem única que na maior parte do tempo  se mantém em gritos mais agudos , mas que também é capaz de urrar de forma bem grave. Sua voz é bem peculiar.

1996 – Walpurgis – Sabbath of Lust “Full-lenght”

Além do novo álbum vocês tiveram o primeiro “Walpurgis – Sabbath of Lust” relançado recentemente assim como um outro álbum as demos compiladas também. Com isso acredito que o Inquisitor “entrou no radar” de muita gente que ainda não conhecia a banda. Como tem sido a resposta a esse retorno ?

Erik Sprooten – É formidável que a “Hammerheart” tenha feito esse relançamento de nosso primeiro álbum e de nossas demos, algo que certamente fez com que pessoas que nunca haviam ouvido nossa música antes tenham nos descoberto, mas mais que isso é fantástico que nosso debut tenha sido lançado em vinil também, porque no lançamento original ele havia saído apenas em CD. Aqueles que nos descobriram recentemente por causa do relançamento tem se mostrado bem entusiasmados , ainda que eu não possa demonstrar isso em números. Um cara me enviou uma mensagem dizendo que ele estava surpreso que nosso primeiro álbum tenha passado batido por ele por todos esses anos, mas que ele havia amado nossa música e considerava nosso mais recente trabalho como o melhor retorno de 2018 ! Mas ainda existem pessoas que, com certeza podem apreciar nosso som , mas que ainda não tiveram a oportunidade de nos conhecer, então ainda há muita promoção a ser feita para que possamos ganhar o mundo !

Vocês permaneceram inativos por quase duas décadas e voltaram com um álbum que é um verdadeiro soco na cara. Curiosamente ele soa muito como uma verdadeira continuação do que vocês fizeram em “Walpurgis- Sabbath of Lust”. Isso foi algo intencional ? Vocês deixaram algum material escrito quando a banda deu uma pausa ? Se sim chegaram a utilizar algo daquela época????

Erik Sprooten – Obrigado, agradeço os elogios ! Talvez tenha sido algo mais ou menos intencional, mas nós certamente não queríamos voltar com uma sonoridade menos extrema ou um álbum mais fraco, porém nós também desejávamos mostrar alguma evolução após cerca de vinte anos em silêncio, e nós sentimos que retornamos com um álbum bem forte.Eu também acredito que a formação original já soa como INQUISITOR de qualquer maneira. Sobre material não usado, Win, nosso baterista ainda tem um ensaio de 1996 em cassete contendo cinco novas canções que escrevemos logo após o lançamento de “Walpurgis…” Desse ensaio nós reescrevemos duas músicas  que se tornaram “The Witching Of Night” e “I’m Sick, I Must Die”, as outras que completam “Stigmata Me, I’m In Misery” são completamente novas.

2014 – The Demos “Compilação”

A técnica parece ser um aspecto muito importante nas composições do Inquisitor. Como disse anteriormente, o novo álbum soa como uma continuação do trabalho anterior de vocês, porém, em minha opinião a técnica soa mais natural, o álbum possui uma fluidez e química naturais. Concorda ? Se sim , quais seriam os motivos para isso?

Erik Sprooten – Bom, nós não somos largamente aclamados como uma banda técnica e isso nem é realmente o objetivo buscado por nós, mas nós usamos nossas habilidades em nossos instrumentos e não nos limitamos em fazer uso disso. Cada membro do INQUISITOR quer executar as músicas no máximo de suas habilidades e algumas vezes até além disso. Nós simplesmente não nos acomodamos e aceitamos menos que isso. Eu também acredito que um fator importante para nossa técnica soar natural e fluida tenha a ver com nosso baixista Alex. Quando nós tocamos juntos novamente pela primeira vez após vinte anos a química ainda estava lá , como se fosse ontem a ultima vez que o tivéssemos feito. De qualquer maneira, em nossa idade atual há uma demanda maior de energia para tocar esse tipo de música, mas nós muito provavelmente tocamos melhor do que nos anos noventa.

Hans Pos fez um excelente trabalho no primeiro álbum do Inquisitor, porém uma coisa que me chamou muito a atenção em “Stigmata me I’m in Misery foram as soberbas linhas de baixo de Alex Bakker que, em minha opinião trouxeram muito mais profundidade à sonoridade de vocês. Concorda ? Quais seriam, em sua opinião, as principais diferenças no estilo de ambos ?

Alex Bakker, Foto Por: Divulgação

Erik Sprooten – Com certeza , eu tenho que concordar que Alex Bakker adicionou algumas linhas de baixo fantásticas que deram uma grande profundidade à nossa música e certamente queríamos que ele fosse ouvido. Alex sabia exatamente como ele queria que o baixo soasse no álbum e Erwin trabalhou para conseguir esse som. Hans e Alex são dois baixistas completamente diferentes, mas ambos tocam com os dedos, sem palhetas. A diferença principal entre eles é que Hans segue os meus riffs de guitarra de forma mais próxima do que Alex que cria linhas de baixo que fogem um pouco dos meus riffs adicionando mais à música. Existem razões para infelizmente Alex não ter estado presente em nosso primeiro álbum, mas Hans estava lá quando precisamos dele para gravar nosso debut, uma tarefa realmente difícil ,mas que ele conseguiu trabalhar para concluir com êxito e acreditem, ele teve um trabalho colossal ali. Estamos muito felizes que Alex esteja de volta e tenha contribuído com alguns riffs, mas eu também trouxe algumas linhas de guitarra onde eu deixei algum espaço para que ele pudesse colocar algumas linhas intrincadas de baixo porque eu sei muito bem do que ele é capaz. Ao mesmo tempo eu também sou capaz de criar riffs intrincados e técnicos os quais ele toca tranquilo, como se eles não fossem nada. Isso nos abre muitas opções musicais, o que é ótimo.

Vocês fizeram vários coveres durante os anos (Sabbat, Slayer, Dark Angel, Pestilence) e no novo álbum vocês fizeram uma versão matadora para “Dreadful Fate” do Mercilless. O interessante é que vocês conseguem colocar a identidade própria do Inquisitor nessas versões. De onde surgiram as idéias para esses coveres ?

2017 – I Am Sick, I Must Die “EP”

Erik Sprooten – Claro que preferimos tocar nosso próprio material, mas é legal fazer algum cover de vez em quando. Não tocamos “Black Magic” do SLAYER mais, mas creio que começamos a executa-la ao vivo em 1993 simplesmente porque na época não tínhamos músicas autorais o suficiente para um show e provavelmente estávamos enjoados de completar o set com algumas músicas do DESULTORY (antiga banda da maior parte dos membros do INQUISITOR) que tocávamos no inicio. Já que Alex Wesdijk, nosso vocalista era e ainda é um grande admirador de SABBAT e Martin Walkyier nós começamos a tirar a faixa “A Cautionary Tale” deles também em 1993. Na versão cassete de “Stigmata Me, I’m In Misery” e também em nosso Bandcamp você pode ouvir nossa versão como uma faixa bônus. Ainda que não sejamos tão influenciados por MERCILESS, nós gostamos de tocar “DreadfulFate”, tanto que ela pode ser ouvida em nosso álbum mais recente. Alguns profissionais da imprensa pensaram que se tratava de uma composição nossa, mas isso deve ser porque eles não conheciam e provavelmente ainda não conhecem MERCILESS e isso me intriga. Mas ei  é uma grande música que também tocávamos lá atrás nos nossos primeiros dias. “Extreme Unction” do PESTILENCE foi sugerida pelo Win. É uma faixa legal e soou ótima nos ensaios, então decidimos grava-la também. Nossa versão de “Perish In Flames” do poderoso DARK ANGEL tem uma história interessante. Nós não tínhamos intenção de gravar um cover da banda, mas em algum ponto durante as gravações do último álbum Erwin Hermsen sugeriu que nós deveríamos gravar uma do DARK ANGEL porque ele achou que ficaria foda demais. Nós amamos a banda, mas nós dificilmente tínhamos tocado algo deles em nossos ensaios, então pra nós isso estava meio fora de questão. Então Erwin nos propôs novamente fazer a gravação, mas sem cobrar por ela apenas porque ele realmente gostaria que nós  fizéssemos uma versão. No fim concordamos e escolhemos “Perished In Flames” por ela não ter sido tão coverizada por outras bandas. Nós não podíamos ensaiar em nossa sala de ensaios porque o kit da bateria estava montado no estúdio, por causa disso tivemos que praticar individualmente nossas partes separados em casa. Na semana seguinte Win e eu passamos ela algumas vezes no estúdio antes de gravar a bateria. Trabalhamos para conseguir um bom take de bateria e uma boa guia na guitarra, mais tarde os vocais e baixo foram adicionados e eu regravei as partes de guitarra. Quando surgiu a idéia de um EP após as gravações  nós na hora pensamos que seria perfeito incluir nossa versão nele.

2017 – Stigmata Me, I’m in Misery “Full-lenght”

Vocês estão hoje com a mesma line up da época da primeira demo de quase trinta anos atrás. Quais as lições aprendidas como banda durante esse tempo ? O que permanece o mesmo ? O que mudou ?

Erik Sprooten – Sim, estamos de volta na formação original e isso é absolutamente demais. Lá atrás creio que aprendemos a tocar no estilo do INQUISITOR e aprendemos como funciona essa situação chamada banda e descobrimos o quanto gostávamos de fazer isso. Eu posso dizer tranquilamente que ainda hoje gostamos muito disso tudo ou não haveria tido uma reunião. Oque permaneceu o mesmo foram as características de cada membro da banda, mas como amadurecemos um pouco com a idade aprendemos a aceitar uns aos outros melhor. Acho que as maiores mudanças foram nas vidas de cada integrante e infelizmente a calvície  rsrs.

O que o futuro reserva ? Um novo álbum ? Shows ? Aliás como você descreveria um show do Inquisitor ? O que é mais prazeroso em sua opinião, gravar ou executar ao vivo ?

Alex Wesdijk, Foto Por: Lenn Kralt

Erik Sprooten – No futuro certamente haverá um novo álbum. Nós já temos uma tonelada de novas idéias e algumas podem fugir um pouco do usual, mas nós iremos criar algumas músicas ótimas e interessantes com isso. O INQUISITOR certamente não esgotou suas idéias e ainda não percorreu todo o seu caminho. Como eu descreveria um show nosso ? Eu descreveria uma apresentação do INQUISITOR como uma verdadeira explosão de energia. Nós  amamos executar essas músicas tão cheias de gás para uma plateia e você pode perceber que nós nos divertimos com isso.Nosso vocalista Alex  coloca alguns elementos performáticos  nas apresentações  gesticulando e se movendo enquanto expele as letras laringe afora. Win  invoca o inferno de seu kit de bateria  enquanto Alex Bakker e eu nos movemos pelo palco e eu toco como se quisesse ser um guitar hero. Isso demanda tanta energia que após um show o baixista e eu estamos bem cansados, mas nosso baterista e o vocalista estão completamente destruídos. Gravar um álbum e tocar ao vivo são dois animais completamente diferentes, mas eu pessoalmente prefiro uma performance em frente a uma plateia. Porém gravações são muito prazerosas de um ponto de vista artístico.

Além do Inquisitor você ainda toca no ANCIENT RITES e no PLUSMINUS. Como conciliar todos esses projetos? É difícil compor em bandas com estilos tão diferentes entre sí ?

Wim van der Valk, Foto Por: Divulgação

Erik Sprooten – Eu ainda toco no ANCIENT RITES e já o faço desde 1996 ou 1997 e definitivamente  é uma grande banda para se ser um membro. Eu não tenho problema algum em dividir o meu tempo nas três bandas que toco. Não apenas o estilo do ANCIENT RITES é claramente diferente, mas também a forma como damos vida às músicas. Com o ANCIENT RITES eu sou capaz de mostrar um lado mais versátil e melódico, enquanto que o INQUISITOR é um grande mostruário para minha forma de tocar com mais agressividade. No PLUSMINUS não há necessidade de compor porque se trata de uma banda de coveres de hard rock. Nós tocamos músicas do AC/DC, THIN LIZZY, THE CULT , etc  e é muito divertido de tocar esses sons. Alex , baixista do INQUISITOR também é um membro. Win que é provavelmente mais conhecido como antigo baterista do CENTURIAN também toca em outra banda chamada SAMMATH, uma ótima banda de Black Metal holandês.

Como surgiu seu interesse pelo metal ? Fale-nos um pouco mais sobre seu inicio e trajetória pelo mundo do metal. Alguma história interessante nessa jornada ?

Erik Sprooten – Eu comecei a apreciar Hard Rock quando me mostraram o KISS lá em 1979. O hit “I was made for lovin’ you” e o álbum “Dinasty” foi o marco zero quando eu tinha dez anos de idade. A partir daí eu fiquei viciado na banda e queria mais álbuns deles. Naquela época, eu recebia uma pequena soma em dinheiro dos meus pais semanalmente, então eu podia juntar uns trocados.  E após sete semanas de economia eu consegui economizar o suficiente pra comprar meu segundo Lp do KISS que foi o “Double Platinum” que eu encontrei em uma loja de um shopping center local. Eu imediatamente gostei demais e a música nele era mais tosca se comparado ao “Dinasty”. O irmão mais velho de meu melhor amigo percebeu meu gosto pela banda e sugeriu que eu poderia gostar de alguns de seus álbuns de bandas tais como VAN HALEN e STATUS QUO. Eu já conhecia STATUS QUO, mas não o VAN HALEN e gostei bastante. Não muito tempo após isso eu me dei conta que aparentemente eu gostava de Hard Rock. Nersse meio tempo esse irmão mais velho que mencionei me levou a meu primeiro show que veio a ser o próprio STATUS QUO em 1984 e esse evento se tornou uma experiência que mudou a minha vida. Então quando o KISS veio à Holanda naquele mesmo ano, claro que eu TINHA que vê-los ao vivo, algo que meus pais muito generosamente me permitiram fazer.  A partir daí eu meio que segui minha própria jornada pelo Hard Rock e um pouco mais tarde pelo Heavy Metal descobrindo bandas como SAXON, JUDAS PRIEST e IRON MAIDEN e não muito tempo após , descobrir o METALLICA veio o SLAYER e DARK ANGEL, NUCLEAR ASSAULT, KREATOR, etc  e daí Death Metal, Black Metal, etc. Em algum momento eu comecei a tocar guitarra e quis tocar em uma banda algo que veio a ocorrer em 1989, em 1991 o INQUISITOR nasceu e o resto é história ! Meu gosto musical nos dias de hoje, a grosso modo, vão do Southern Rock ao mais extremo Black/Death metal.

Foto por: Ronald Van de Baan

Há alguma nova banda que tenha te impressionado e que você possa nos indicar? Algum novo projeto interessante surgindo aí em sua área ?

Erik Sprooten – Eu não me impressiono muito facilmente por outras bandas e bandas de metal modernas geralmente não tem apelo nenhum em mim. Porém eu aprecio bandas relativamente novas como DECAPITATED e NAILS e comecei a gostar também de MUNICIPAL WASTE. Eu já mencionei o DEAD HEAD durante essa entrevista. Chequem o som desses caras ! Eu adoro o estilo de Thrash que eles tocam. Vocês também deveriam procurar conhecer uma banda de Death Metal old school chamada BLOODPHEMY que são bons amigos nossos. Se você gostar de um Thrash/Death das antigas, eu recomendaria uma banda holandesa chamada SADOTANK. Verão passado eu vi uma banda Thrash belga chamada BÜTCHER pela segunda vez e eles definitivamente merecem uma atenção. Pelo Facebook eu recebi uma solicitação de uma banda do Peru, o MAZE OF TERROR que é bem interessante. Aqui da minha região eu recomendaria ouvirem o HORDEARII. Eles trazem à mesa uma mistura ótima de Metal mais antigo com algo mais novo de uma forma rápida e agressiva.

Foto por: Divulgação

Old but gold. Algo mais a ser dito que eu não tenha perguntado ? Deixe suas últimas palavras aos leitores da “Lucifer Rising”…

Erik Sprooten – Bom, já que essa é uma entrevista feita para o Brasil eu gostaria de dizer que eu adoraria poder tocar aí em seu país assim como em outros da América Latina. Eu não sei se acontecerá de eu tocar por aí com o INQUISITOR, mas se acontecer é mais provável que seja com o ANCIENT RITES, já que já fomos procurados duas vezes pra ir ao Brasil e várias outras  a outros países da América do Sul e Latina durante os anos, algo que infelizmente até hoje nunca aconteceu. Eu sei por amigos em outras bandas que já estiveram por aí que o público nesses países é absolutamente formidável e eles ainda reforçam a idéia de que, se você puder ir à América do Sul você DEVE ir. Eu sei que é um pouco difícil pra nós conseguir as condições ideais pra isso, mas nós certamente iremos se rolar. Dito isso, nós amaríamos ir até vocês e descobrir como seria essa experiência de tocar nossa música pra vocês.

Juliano, agradeço pelas ótimas perguntas. Obrigado !

 

Mostrar mais

Juliano Bonacini

Tecladista e letrista da LoneHunter (Death Metal), historiador e editor do Crypt of Eternity - fanzine da década de 90.

Veja também...

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar