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INQUISITOR – Stigmata Me, I’m In Misery

Hammerheart Records (Importado)

Se você conhece a banda vai concordar comigo que se qualquer um dissesse que esse álbum foi gravado logo após “Walpurgis – Sabbath of Lust” debut da banda holandesa INQUISITOR dava pra acreditar tamanha a sensação de continuidade musical que “Stigmata Me, I’m In Misery” transmite. Porém quase vinte anos separam os dois álbuns e muita água correu debaixo da ponte para esses caras; se separaram,  montaram outros projetos abordando outras vertentes do metal extremo, mas a paixão pela agressividade nua e crua falou mais alto e voltaram soltando essa verdadeira bomba atômica na cena. Da formação que gravou o primeiro álbum apenas o baixista Hans Pos não retornou e ainda que seu trabalho em “Walpurgis…” tenha sido fantástico, não se compara ao brilhantismo de Alex Bakker, o cara é fenomenal e não é à toa que o chamam de “o DiGiorgio holandês”, o som dos caras  já é extremo e intrincado, mas as linhas de baixo conseguem colocar essa sonoridade  num patamar acima ainda e você já percebe isso na primeira faixa “Castigate In to Divine Apostle” em que há várias “paradinhas” matadoras e algumas são preenchidas pelo machado inquieto de Bakker.  Os caras rotulam a própria música como Extreme Thrash e pode ser descrito como uma mistura insana de Speed ,Thrash e Death Metal. O baterista Win é um verdadeiro animal alternando viradas acrobáticas com blastbeats e pedais duplos cirúrgicos, impondo uma pegada alucinante às músicas. Erik Sprooten, também conhecido por ser guitarrista da banda de Black Metal belga ANCIENT RITES parece destilar todo seu ódio e agressividade em riffs cortantes e densos que parecem traduzir a violência pura em forma de música e os vocais psicóticos de Alex Wesdjik  soam como uma versão mais cheia de interpretação de um cruzamento doentio de Patrick Ranieri do HELLWITCH com Mika Luttinen do IMPALED NAZARENE e Darren Travis do SADUS; o vocal do cara é cheio de interpretação e ao vivo deve ser um show à parte.  Esse é outro daqueles álbuns tão nivelado por cima que fica difícil apontar uma faixa que se destaque, mas eu citaria a já citada “Castigate In to Divine Apostle” que abre o álbum de forma bombástica após uma introdução tirada da “Dance of the Knights” do compositor russo Prokofiev e que serve bem como síntese da sonoridade da banda; “Holy Man’s Gallows Pole” pelo equilíbrio absurdo entre os instrumentos e pelas linhas de guitarra fenomenais de Erik , a versão matadora de “Dreadful Fate” dos suecos  do MERCILESS e que ficou com cara de faixa autoral tamanha a personalidade que a banda conseguiu colocar na música, “On a Black Red Blooded Cross” que com menos de dois minutos de duração consegue mostrar o incrível potencial do baterista Win e que pelo titulo já mostra que esses holandeses são bem avessos ao cristianismo  e a faixa que fecha o álbum “Hate, Misery, Torture & Dismay”  em que o vocalista Alex mostra toda a sua capacidade interpretativa. Um álbum indispensável na coleção dos amantes do Metal Extremo. Conhece a banda e ainda não pegou “Stigmata Me I’m In Misery” ? Corre pra encomendar! Conhece e ainda não ouviu ? Remedia isso o mais rápido possível. Não conhece ? ? ? Se Mata !!

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Juliano Bonacini

Tecladista e letrista da LoneHunter (Death Metal), historiador e editor do Crypt of Eternity - fanzine da década de 90.

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