Entrevistas

ISFET – Quebrando Paradigmas e Escrevendo a Música Que Disseca os Confins da Alma!

O Isfet é uma grata revelação vinda de Florianópolis-SC. Com 3 lançamentos avaliados, eles tocam uma música bem complexa que flerta com elementos de Death, Black, Melodic, Avantgarde e até certas nuances progressivas em suas músicas. Trata-se de uma banda com concepção inteligente tanto musical como liricamente falando. São jovens talentosos que ainda irão revelar muita coisa de relevância para a cena nacional. batemos um papo com a banda, que prontamente atendeu ao chamado do Portal Lucifer Rising.

Isfet, Foto Por: Divulgação

Saudações à todos no Isfet. Confesso que tomar conhecimento da banda foi uma grata surpresa para mim. Ainda mais ao saber que já possuíam um passado e lançamentos anteriores ao EP “Mayest Thou Wander Aimlessly”. Nos faça uma introdução sobre os caminhos trilhados pela banda até o momento atual. Como foi a busca pela identidade própria entre os lançamentos iniciais e a fase atual?

Isfet – Saudações Tiago e Portal Lucifer Rising!
Isfet foi concebida em 2014. Nosso primeiro EP com as composições do ano supracitado foi publicado com um atraso de dois anos, tendo em mente os obstáculos que atravessam o caminho de atos independentes. Nosso debut “Shards from a Formless Past” foi lançado em 2017 e após um hiato de quase dois anos, lançamos o EP “Mayest Thou Wander Aimlessly”.
Gostamos de usar a divergência entre os rótulos que recebemos (Atmospheric Black Metal, Melodic Black Metal, Black/Death Metal) como uma introdução à essência multifacetada de Isfet.

2016 – Souls Dragged into the Abyss of Torment “EP”

‘’Shards From a Formless Past’’ é um belo lançamento que mostra uma banda talentosa, com uma sonoridade voltada mais ao tradicional Black Metal, com algumas passagens que podem estar associadas ao clássico Death Metal. Como foi a aceitação e divulgação desse material? Como você avalia a importância desse material na discografia da banda?

Isfet – “Shards From a Formless Past” foi lançado em CD ainda em 2017. Foi esse material que consolidou o fiel grupo de aliados que obtivemos ao redor do globo.
A outra parte da importância desse material repousa em um ponto mencionado na primeira pergunta que preferi abordar aqui: a consolidação da identidade. Como você mesmo percebeu, no debut algumas influências estavam ainda bem visíveis (como o Oldschool Death Metal), algo que gradualmente foi dando lugar à exploração e exaltação do nosso âmago culminando no último EP.

A banda acaba de lançar o belo EP ‘’Mayest Thou Wander Aimlessly’’ através da Mourning Light Records. O mesmo veio na versão em formato cassete, algo que vem sendo resgatado nos últimos anos na cena. O material também está disponível no formato digital. Há a previsão desse EP sair em formato CD? Nos conte sobre como tem sido as respostas para esse novo material:

Isfet – No momento não há previsão de lançarmos o EP em CD. Talvez ele venha a ser anexado ao Full Lenght, já que esse material representa parte fundamental do “soundscape” atual da banda. Ficamos extremamente satisfeitos com o resultado da Tape já que cada detalhe (gráfico e sonoro) do material foi projetado por nós mesmos.
Estamos igualmente satisfeitos com as repostas para esse material, principalmente pelo fato de o EP ter circulado em território nacional (em contraposição ao full length que teve maior repercussão internacional).

2017 – Shards from a Formless Past “Full-length”

A concepção do EP MTWA é uma peça dividida em três atos. Em vosso release vocês falam sobre “o ordálio do caminho da transgressão através da alegoria do errante no deserto”. A arte da capa apresenta uma figura desesperada montada em um camelo. O tema seria a experiência cabalística da travessia do terrível Deserto de Daath?

Isfet – A peça tripartida busca atuar como uma ponte que nos liga inexprimível. É muito interessante ler que o material elicita a correspondência cabalística da travessia de Daath em ti. Da mesma forma, é igualmente interessante quando ouvimos de um outro ouvinte que a peça lhe parecia “um breve tratado metafísico da amoralidade”.
Ambas as experiências citadas são igualmente precisas cada qual em sua faceta.

A banda tem se preparado para levar sua música para o palco? Como seria a experiência de um show ao vivo do Isfet?

Isfet – Não é algo que passamos muito tempo planejando. Certamente ainda temos interesse em apresentar nossas composições ao vivo pois isso explora uma outra perspectiva do nosso material. A experiência pode ser descrita como “Intensa”.

Estamos no segundo semestre de 2019. Para esse ano podemos aguardar algum novo lançamento da banda? Em que sentido isso estaria conectado tanto temática como musicalmente ao EP?

Isfet – Não podemos prever uma data para o próximo lançamento, mas, podes certamente esperar um sucessor de “Mayest Thou Wander Aimlessly” que foi um prenúncio de tal material.

2019 – Mayest Thou Wander Aimlessly “EP”

Pela trajetória percorrida nos 3 lançamentos da banda ‘’Souls Dragged Into the Abyss of Torment’’ (2016), ‘’Shards From a Formless Past’’ * (2017) e ‘’Mayest Thou Wander Aimlessly’’ (2019), nota-se uma banda que não se prende à um único estilo e pretende -se em evolução a cada lançamento. Partindo dessa premissa podemos esperar sempre algo diferente em relação ao lançamento anterior?

Isfet – Sem dúvidas.
Vindo de nós, espere sempre algo que reme contra a estagnação. Quando isso não for mais possível, naturalmente nossas atividades serão encerradas.

Foi um grande prazer entrevistar a banda. desejo glórias e conquistas em vossa trajetória. O espaço é livre para concluir como queira:

Isfet – Gostaríamos de agradecer vossa devoção para com a elaboração das perguntas. Ficamos extremamente felizes ao ver o zelo que tens em relação ao material escrito e o real interesse em nosso material (que transparece nas próprias perguntas). Em um cenário decadente, o seu trabalho é de extrema importância.
Agradecemos pelo espaço.
Conte permanentemente com o nosso suporte.

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Tiago Siqueira

Tiago Siqueira edita fanzines impressos desde 1994. É editor do Akkeldama e do Rip Ride. Trabalha com jornalismo comunitário em Planaltina-GO.

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