Entrevistas

KASTIPHAS – Impulsos de Tormentos Incessantes!

“...a essência na intenção de explosões da alma e de tudo que existe de instintivo nas sensações agressivas do ego”

Estamos diante de um artista muito criativo e inquieto, um cara que tem uma personalidade cativante e completamente diferente do que poderíamos considerar como algo comum, passaram-se mais de vinte anos de convivência com ele, apesar de ter sido interrompida abruptamente por algum tempo, isso não foi suficiente para romper definitivamente nossos laços afetivos e de pura irmandade. Essa proficiência em gerenciar tantos impulsos criativos tem dado excelentes resultados visíveis por onde passa em nomes consagrados do submundo obscuro nacional e expoentes trazidos à tona recentemente fruto de fusões pérfidas como Nigrae Lunam. Aqui a intenção foi que ele pudesse revelar, de forma mais clara, seu trabalho qual posso considerar solo, ainda que possua a forte presença de Ocvltvs Saatanallivs, KASTIPHAS carrega em seu próprio nome uma identidade que necessitava ser expelida. Acompanhem essa rápida entrevista que fizemos com ele para as páginas da Lucifer Rising.

Salve meu nobre e velho amigo, é com muita honra que vos trago às sangrentas páginas da Lucifer Rising para que você possa discorrer sobre mais uma de suas potestades a Kastiphas. Sabemos que esse projeto tinha uma delineação instrumental Dark Ambient e chegou a lançar duas demos, o que o motivou a evoluir o som da banda para Tormentor Black Death Metal, inserir vocais e alterar um pouco essa sonoridade?

KASTIPHAS: Salve Nobre aliado de longas datas e vínculos de sacrifícios eternos. Satisfação total, irmão das trevas. Na verdade o que sempre existiu foram arquivos de teclado gravados em fita que eu criava pra as bandas que fazia parte escolherem, que digitalizei posteriormente. Os sons usados pra introduções adequavam para usá-los nas demos e álbuns. Como já existia uma quantidade legal e nem tudo foi usado, após eu assumir um pseudônimo de “Sado Baron Szandor Kastiphas” a partir de 1999 intitulei como um arquivo pessoal de instrumentais de teclado como minha autoria KASTIPHAS. Mas não dei estilo ao som. Alguém no Metal archives reportou como um estilo. Passei em mãos pra amigos e dei título a um conjunto sons e não era comercializado (Exemplifico como uma assinatura de um poema, ou pintura esses registros anteriores). O que me motivou a evoluir para uma criação de um Tormentor Black Death Metal foi a necessidade de começar algo do zero como mentor e convocar alguém próximo que estivesse com a mesma vibração da intenção do sonora e temática. Eu como Front Man fiquei muito tempo sem executar a função de vocalista… Senti uma necessidade extrema de voltar a atividade dessa forma em palco e tours.

Chegando nesse estágio atual, a KASTIPHAS está produzindo um material sonoro extenso que será lançado em vários formatos por diferentes selos e, inclusive, fora do país. Nos conte os detalhes desses materiais, quais são, onde serão lançados e a previsão destes lançamentos.

KASTIPHAS: O Ep com 5 faixas será lançado pelo convite da NASCEMOS MORTOS em formato Digipack 3 painéis e pôster, previsto pra Julho. A VOMIT RECS (México) do grande Brother Antimo Buonnano me fez o convite pra lançar o First Album com 11 faixas. Posteriormente eu solicitei ao aliado de longas datas, Eduardo Beherit do BRAZILIAN RITUAL RECORDS o qual vai lançar em CD / VINIL e contratamos a artista Tatiana T Bellini para elaborar a arte da capa que está em andamento. A Vomit Recods publicou uma mostra de uma das faixas em sua página e o Brazilian Ritual recentemente fez uma mostra de um dos áudios publicamente. Existe uma demo tape com 5 faixas. O “The Torment Of Evil” com sons distintos que não tem previsão de lançamento ou conclusão da gravação até então.

Sabemos da sua versatilidade como músico e, atualmente, você se desdobra em tocar em diversas bandas mundo a fora, como você consegue conciliar todas essas bandas?

KASTIPHAS: Tocar e compor no meu cotidiano são questões fluidas e diárias na mente e na prática. Vou sentindo e rascunhando pra o instrumento e dessa forma natural vou me incluindo sendo convidado para várias bandas de amigos próximos sem me dar conta da quantidade. Na real, não sei qual a fórmula pra conciliar… Mas a comunicação faz manter a estabilidade das datas e não chocar a responsabilidade com cada banda.

A KASTIPHAS recebeu em sua definição a palavra “Tormentor” qual o significado dessa insígnia como norteadora da sonoridade da banda?

KASTIPHAS: O Tormentor é usado em sua essência na intenção de explosões da alma e de tudo que existe de instintivo nas sensações agressivas do ego. As dinâmicas vocais possuem timbres com clima atormentador em seu desenvolvimento. No sentido de arma avassaladora pra si e pra o adversário. Canalização do caos em prol do equilíbrio.

Com relação as letras, já tive a oportunidade de ver algumas, você tem mergulhado nas dimensões Thelemicas, existem outras fontes de inspiração ou você focou nesse conceito?

KASTIPHAS: Em sua principal temática as experiências de Crowley são as inspirações que excitam as criações das letras. As fontes usadas em uma porcentagem são de experiências pessoais na espiritualidade, observações sobrenaturais, desdobramentos, blasfêmias, poemas eróticos satânicos…

Como você descreveria a atual sonoridade da KASTIPHAS e quais referências você poderia citar que lhe inspirou em erguer esse império de sentidos?

KASTIPHAS: Em suas características sonoras, são executadas sequências rápidas pulsante , mesclado a cadências marcadas com acentuações e partes arrastadas com teor mórbido. As linhas vocais com dinâmicas de timbres atormentados, guturais médios e rasgados tensos. As intenções dos estilos são inspirações que intercalam entre o Black, Death e o Doom Metal… São atmosferas que interpreto com base no que absorvi das minhas audições e das bandas que fiz e faço parte.

Agradeço por essas breves palavras e deixo o espaço aberto para você praguejar, insultar ou silenciar…

KASTIPHAS: Muito grato aos que se conectam intrinsecamente e absorvem as manifestações de minhas composições e ideais em comum, assim dando força a essa atmosfera que ecoa pelo universo. O que a voz não fala, a alma exala!! Atormentemos os importunos desprazeres da alma e regurgitemos a trindade sagrada anulando com blasfêmia a inconveniência petulante que nos afronta. Hails Naberius e aos envolvidos na Lúcifer Rising.

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Anton Naberius

Vocalista da Eternal Sacrifice (Pagan Black Metal) Professor de Arte Visual, Artista Plástico e Especialista em Arte e Patrimônio Cultural.
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