Entrevistas

MASACRE – Queimando esta terra através de 3 décadas de lealdade e dedicação

Absolutamente 30 anos na cena underground não é uma marca para qualquer banda comemorar! As lendas colombianas do Death Metal, Masacre, estão queimando esta terra através de 3 décadas de lealdade e dedicação ao obscuro Death Metal na veia antiga, lançando ótimos álbuns e continuando tocando ao lado de  bandas extremas pelo mundo!
A banda terá o seu novo álbum lançado aqui no Brasil através da Morbid Tales Records, do veterano Joe Barzotto, que aliás já lançou em terras tupiniquins o álbum “Brutal Agre666ion” e foi que fez a ponte para essa entrevista! Conversamos com o vocalista Alex sobre algumas questões do passado e do presente desta banda brilhante e lendária!

Alex Oquendo, Foto por: Divulgação

Saudações do Brasil, maníacos! Na introdução desta entrevista fiz um pequeno histórico do Masacre, então eu não vou perguntar sobre a trajetória da banda. Vamos falar sobre o presente do Masacre. Fale sobre a situação atual da banda…

Alex – Saudações a todos os fãs de Metal! Atualmente celebramos nosso 30º aniversário, tocamos em shows e concentramos na  gravação do nosso primeiro álbum ‘’Requiem’’ com a nova formação.

O último álbum de 2014 “Brutal Agre666ion” mostra uma grande evolução, com um som incrível e ótima musicalidade se você comparar o antigo Masacre com a nova fase. Eu li alguns críticos opinarem que a banda havia deixado seu estilo antigo, mas eu acho uma estupidez você lançar o mesmo álbum sempre ao longo dos anos. Como você pode explicar a evolução da banda em todas as 3 décadas dentro do Death Metal?

Alex – Sim, evoluímos no nosso som, musicalidade, letras e todos os aspectos do nosso Death Metal, mas permanecemos sempre fiéis a este estilo e preservando o conteúdo lírico da violência que temos vivido todos os dias desde o primeiro dia.
Cada álbum tem o seu som, é mágico, é natural que cada álbum tenha um ar diferente, mas nunca perca o alvo e a visão que criamos desde o primeiro dia.

2014 – Brutal Aggre666ion “Full-lenght”

Agora a banda esta assinada novamente com a clássica Osmose Productions. Este contrato é apenas para as antigas edições clássicas ou contempla algumas coisas novas?

Alex – Nós pensamos em ficar com o selo para coisas novas e por muito tempo. A Osmose é um ótimo selo para apoiar nossa carreira.

O Masacre absolutamente parece que ama tocar ao vivo! A banda tem muitos Live Albuns  em sua discografia. Conte-nos sobre essa intimidade com o palco. O Masacre visitou todos os continentes ao longo de todos esses anos? Fale sobre alguns shows memoráveis…

Alex – Sim, nós gostamos de tocar ao vivo, a conexão com os fãs é o que mais apreciamos, a energia, a possibilidade de espalhar nossa música e nossa mensagem é o que amamos fazer. Já tocamos em 8 países da América do Sul, 3 países da América Central, EUA e Espanha.

Agora, nos fale sobre como estão os trabalhos para o novo material. Pode nos adiantar a forma como isso será lançado?

2017 – Sangre en mi tierra – Muerte total “Live Album”

Alex – Ok, geralmente falando sobre as músicas, começamos com os riffs de guitarra, adicionamos a bateria e damos os vocais e os solos de guitarra. Sempre pensando em um registro que mantenha a identidade, estilo e som do Masacre, resultando em um Death Metal violento!  Já a parte lírica é o que nos dá os lampejos e ideias para o conceito gráfico da capa e encarte em geral!

30 anos ativos no Death Metal não é para qualquer um! A banda era bem conhecida quando lançou o clássico Split LP com o Profanatica em 1992,  angariando atenção tanto dos adoradores do Death, quanto o Black Metal!  Vocês tem obtido visiiblidade dentro das gerações mais novas ou sentem que o Masacre é uma banda cultuada mais por veteranos da cena?

Alex – Quando você toca há 30 anos, tem fãs de todas as idades, nós temos os fãs verdadeiros e antigos que estão conosco desde o começo, fãs que escutam nossa música há 15 anos e novos fãs    que estão sendo absorvidos neste grande caminho. Death Metal sul americano!

Masacre, Foto por: Divulgação

Quando a banda começou a Colômbia estava vivendo uma condição crítica com violência e tráfico de drogas visível em todas as notícias do mundo. 30 anos depois, a situação da vida é melhor lá? Como foi criar uma banda de Death Metal nessa época intensa? Você viveu algum preconceito por ser um metalhead em um país sul-americano 30 anos antes?

Masacre, Foto por: Divulgação

Alex – Aqueles foram dias difíceis, muita violência, terrorismo, cartéis e todas as formas de violência, uma inspiração perfeita para uma nova banda de Death Metal. Hoje em dia é quase o mesmo, alguns atores diferentes, mas a equação é semelhante.
Nós achamos que sempre teremos material para escrever novas músicas, nunca precisaremos inventar situações violentas, nós as viveremos e saberemos todos os dias

Está planejado para ter uma versão brasileira do novo material Masacre através da grande Morbid Tales Records. Você está conectado com os dias de hoje no underground brasileiro? A banda quer tocar aqui para promover seu novo trabalho?

Alex – É ótimo saber que nosso último álbum será com uma gravadora brasileira, temos sido fãs de bandas brasileiras incríveis, uma verdadeira inspiração para nós, só para mencionar Sarcófago, Chakal, velho Sepultura, Sex Trash, Vulcano, Mutilator, Nephast e muitos mais.
Esperamos voltar ao Brasil em breve, a maior cena do Metal Brutal sul-americano

Foi ótimo entrevistar o Masacre! Uma lenda do Death Metal sul-americano e mundial! Deixe sua mensagem para todos os maníacos brasileiros, por favor…

Alex – É um prazer estarmos em contato com todos os chefes de metal do Brasil, só a fidelidade para você. Acredite no Masacre, sempre seremos uma verdadeira banda de Death Metal e manteremos a bandeira do Metal sul-americano em todos os lugares. Obrigado por esta entrevista e visite nossos sites. Longa vida ao Death Metal!

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Tiago Siqueira

Tiago Siqueira edita fanzines impressos desde 1994. É editor do Akkeldama e do Rip Ride. Trabalha com jornalismo comunitário em Planaltina-GO.

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