Entrevistas

MØRK VISDOM – Arte obscura em prol do Luciferianismo e Ocultismo

"Não é novidade e nem é só a minha visão que o Black Metal atualmente anda em coisas bem dividas, os falsos e os verdadeiro, como definir isso??"

Essa é uma obscura horda amada e odiada por muitos, caminhando pela escuridão do subterrâneo o Mørk Visdom vem ano após ano firmando seu nome. Para falarmos sobre a trajetória, a sua arte e também sobre as polêmicas que os circundam convidamos o seu mentor Kerak Troyll para uma conversa franca e sem rodeios. Boa Leitura! 

Kerak Troyll, Foto por: Leandro Cherutti

Salve grande Kerak Troyll, para iniciarmos nos conte como foi formado o Mørk Visdom e como a banda está atualmente?

Kerak Troyll – Negras e obscuras saudações irmão Luis e toda equipe Lucifer Rising, o Mørk Visdom foi formado no ano de 2011 por mim e pelo ex-guitarrista Kazoth Bey depois que encerrei as atividades com o antigo Esgaroth, tínhamos um intuito de fazer algo nos moldes do black metal dos anos 90 na linha de Emperor e Satyricon (old) lançamos um nosso full em 2012 intitulado “Lucifer´s triumph” domínio pela gravadora peruana Acido Records e depois disso kazoth saiu por problemas pessoais e eu continuei com a horda e até então seguimos firmes fortes, mesmo com a pandemia não paramos, no ano de 2020 lançamos um EP pelo selo da Fúnebre Distro intitulado “Impure Night Of Dense Witchcraft” e recentemente no ano de 2021 lançamos o segundo full album nas plataformas digitais intitulado “Obscure Symphonies – the cursed chant of the fallen angels” e atualmente estamos nos preparando para o terceiro full e um split com nossos irmãos mexicanos Encarnalium Nosferatum.

Acompanhando a banda durante esses anos percebi que a postura da mesma é bem oculta, caminha sorrateira pela escuridão. Nos fale sobre a proposta ideológica por trás do Mørk Visdom…

Kerak Troyll – Temos esse lado oculto, tocamos e fazemos nossos hinos para que nós mesmos nos sentirmos bem, não queremos fazer sucesso ou algo do tipo, até por que mesmo demoramos quase oito anos para lançar algo novo e a nossa proposta sempre foi pregar o lado obscuro e oculto da humanidade e eu Kerak, falando por mim, sempre mostro meu conhecimento sobre as artes negras em nossas musicas.

Como você enxerga o cenário Black metal atualmente?

Kerak Troyll – Não é novidade e nem é só a minha visão que o Black Metal atualmente anda em coisas bem dividas, os falsos e os verdadeiro, como definir isso?? Os falsos que sempre digo foram bandas que surgiram com essas merdas mais interessadas em politica do que a arte obscura, bandas que atualmente tacam um foda-se se você é cristão ou algo do tipo, o que importa é você ser principalmente de esquerda e fazer lacração, fala um pouco do diabo em suas músicas porém o foco é fazer protesto e militarização, eu não liguei para isso e sempre achei alienação politica uma merda de ambos os lados, seja de direita ou esquerda então esse tipo de supostas hordas em nosso cenário não me representa como black metal, e claro que temos tanto bandas atuais e bandas antigas que segue os antigos e verdadeiros sentimentos do obscuro underground, bandas que pregam e fazem o verdadeiro caos, a luxúria e o ódio e até posso citar bandas assim como o Justabeli, Shadows hell, Impacto Profano, Power From Hell, Ave Lucifer, Blackmass, Eternal Darkness DCLXVI entre outras.

Pergunta rápida, o que significa Mørk Visdom e o porque da escolha deste nome para a banda?

Kerak Troyll – Mørk visdom significa sabedoria obscura na lingua norueguesa. Quando eu procurei o nome na época queria que fosse algo forte e ao mesmo tempo obscuro, então até que cheguei nesse titulo para nossa horda e o por que do idioma em norueguês é pelo fato de termos muita admiração por hordas daquele país na qual influenciou muitas hordas pelo mundo.

Acabou de ser lançado o segundo álbum “Obscure Symphonies (The Cursed Chant of the Fallen Angels)”, como foi a produção deste trabalho? quais os conceitos por trás deste novo trabalho?

Kerak Troyll – Esse álbum demorou a cerca de 3 anos para ser lançado, tivemos nas guitarras o grande E. Krieger que era do lendário e brutal Abolish e Hellchild no baixo, porém procuramos um tecladista na época, até então que Avalac’h entra na horda e dando o ar que queríamos, nesse álbum podemos fazer um trabalho nos moldes que não deve nada para bandas de fora, soamos com toda brutalidade e sinfonia de como o black metal nos moldes dos anos noventa deve ser. E nossos conceitos sempre serão o caos, a sinfonia e acima de tudo a arte obscura em prol do Luciferianismo e Ocultismo.

À propósito, este trabalho foi lançado por qual gravadora? ou foi self-release?

Kerak Troyll – Não foi bem uma gravadora, e sim uma cervejaria que nos patrocinou, essa cervejaria se chama Heavy’s beer do nosso grande amigo Ângelo que é também dono de uma das maiores lojas de metal atualmente a Impaled Records junto ao Formigão.

Acredito que a pandemia deve ter impactado a banda de alguma forma, poderia nos falar se houve esse impacto e em quais âmbitos vocês foram afetados?

Kerak Troyll – Apenas para as celebrações e alguns ensaios, mas isso no começo da pandemia, nesse atual momento seguimos fortes e ensaiando quase todos os finais de semana e sempre fazendo algo novo.

Falando de você, como é a sua ligação ao Ocultismo e o Luciferianismo?

Kerak Troyll – Eu, Kerak Troyll, tive meu primeiro contato com o Luciferianismo mais profundo através do nosso antigo Guitarrista o Kazoth Bey, sempre procuro ler as artes de grandes nomes como Eliphas Levi e suas obras como Dogma e Ritual de Alta Magia. Atualmente estou lendo A Revolução Luciferiana do autor brasileiro Adriano Camargo Monteiro.

Hoje o underground está polarizado e dividido em opiniões bem controversas e até mesmo contraditórias referente à politica. Qual o seu ponto de vista à respeito?

Kerak Troyll – Como eu disse anteriormente porém eu ressalto, politica não tem nada a ver com o black metal, seja ela de direita ou esquerda, o black metal é obscuro, é caos e não é essas bandinhas de punk/grind core que tem ong que resolve fazer black metal apenas sonoramente.

O que podemos esperar do Mørk Visdom para o futuro?

Kerak Troyll – Podemos dizer que sempre estaremos na linha de frente fazendo o que gostamos, estar em todos os botecos bebendo, arrumando briga, prestigiando grandes hordas verdadeiras do nosso cenário e preparando a cada álbum ou EP um obscuro, sinfônico e brutal black metal.

Nobre Kerak Troyll, muito obrigado pelo seu tempo dedicado a esta entrevista. As considerações finais são suas…

Kerak Troyll – Eu que agradeço pelo espaço cedido em vossa obscuras páginas e que à todos aliados um grande Hail.

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Luis Lozano

Programador e designer gráfico para a web, com diversos trabalhos realizados com foco na informação e fortalecimento do underground.

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