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NILE – Vile Nilotic Rites (ADVANCED)

Nuclear Blast Records - Importado

O NILE quando surgiu acertou a cena death metal como um porrete. A proposta de unir o metal da morte com uma temática e uma sonoridade voltadas ao antigo Egito era algo totalmente fora do convencional. Podia ser incrível como também podia ser algo horrível. Felizmente a cena mundial ganhou um nome de peso. Dois álbuns foram responsáveis por esse enorme respeito que a banda ganhou: os incríveis “Amongst the Catacombs of Nephren-ka” e “Black Seeds of Vengeance”. Depois dessa fase a banda manteve uma linha sonora e de certa forma se acomodou nela. Os álbuns seguintes foram mantendo o status da banda, ainda que fossem bons álbuns, não estavam realmente impressionando. Com o matador “What Should Not be Unearthed” de 2015 a banda colocou o trem de volta aos trilhos e agora com “Vile Nilotic Rites” mostra que está completamente em forma.

O NILE traz um trabalho que mostra de forma inequívoca que a brutalidade não saiu de seu sangue, mas trouxe de volta de forma mais flúida os momentos mais trampados, que ao meu ver eram sempre um dos pontos altos da música desses americanos. Ouça a faixa de abertura a faixa título “Vile Nilotic Rites”. Ela define poderosamente a música da banda. A execução é próximo do nível da insanidade. A brutalidade aliada à atmosfera egípcia cria o que realmente esperamos do som do NILE. A faixa de abertura “Long Shadows of Dread” é outra que impressiona por causa de sua complexidade e peso. “The Oxford Handbook of Savage Genocidal Warfare” é pura selvageria. É tão brutal que fica até difícil compreender o que está sendo executado em alguns momentos. “Seven Horns of War” inicia quase cinematográfica, com uma alta carga de dramaticidade e descamba para um peso descomunal. Seus quase 9 minutos de duração não impedem que a violência se espalhe e se una a momentos mais trabalhados.“That Which if Forbidden” é uma melhores desse álbum. Excelente equilíbrio entre peso, brutalidade, técnica e grandes riffs. Uma música que me impressionou foi “Revel in Their Suffering”, pois é uma pancada incessante que consegue trazer riffs totalmente climáticos.

Foto por: Francesco Desmaele

A melhor música do álbum para mim é a longa “Imperishable Stars are Sickned”. Música mais densa, hipnótica. Inacreditável o que o George Kollias faz na bateria dessa faixa. O cara tem tentáculos e não braços. hahaha O efeito criado por alguns corais realmente é poderoso, assim como o trabalho melódico nessas partes mais rápidas. Incrível como o som da banda é complexo e ainda assim não soa cansativo. A última faixa é “We Are Cursed”. Novamente temos um início que tem um clima de filme, o que ao vivo deve ser poderoso de se ouvir. E que música é essa ? É um caos musical envolvente. Difícil explicar em palavras. Vocês precisam ouvir. Fico realmente satisfeito em ver (e ouvir) que o death metal tem sido o estilo mais poderoso dos últimos anos e sem decair. Discos e bandas incríveis aparecendo mundo afora e grande nomes da cena criando obras realmente relevantes. “Vile Nilotic Rites” se encaixa perfeitamente nessa descrição.

9,5/10

Data de lançamento: 01/11/2019

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Fabio Brayner

Editor do The Old Coffin Spirit zine e um completo metal maniac desde 1985. Ex-membro de bandas como Sanctifier e As the Shadows Fall.

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