Entrevistas

ODE INSONE – Isolamento: Do Silêncio à Poesia

Saudações grande Tiago, em nome da Lucifer Rising e da Pagan Tales Records é uma honra fazer essa pequena entrevista com você para falarmos sobre a Ode Insone e a participação da banda na coletânea Brazilian Doom Metal e sobre a cena do Doom Metal no Brasil e no mundo como um todo..

Tiago Monteiro

Tiago Monteiro: Saudações, amigos. A honra é nossa em participarmos desta entrevista e também por estarmos escalados nesta grandiosa coletânea junto a bandas tão importantes do nosso cenário.

Para começarmos, como a banda tem levado esse período tão difícil de pandemia, que tem nos afastado dos shows e do convívio social e como estão as atividades da Ode Insone durante esse tempo? Sei que vocês continuam bem ativos, participaram de muitos festivais online e no tributo ao grande My Dying Bride que inclusive você foi um dos produtores e também gravaram e lançaram o Magnifico novo álbum “Isolamento: Do Silêncio à Poesia” e vários vídeos, como conseguiram isso em meio a tanta turbulência?

Tiago Monteiro: O período tem sido bastante conturbado, acredito que para toda população no geral. Sentimos muito todo esse processo caótico que estamos passando e conseguimos canalizar boa parte disso em novas músicas, assim nasceu o álbum ‘Isolamento: Do Silêncio à Poesia’. Temos produzido bastante desde sempre na verdade, desde que começamos em 2018 estamos numa produtividade crescente. Como somos uma banda independente e nós mesmos produzimos todo o nosso material, conseguimos sempre estarmos produzindo algo novo, mesmo distantes fisicamente, mas fazemos reuniões pela internet e nos organizamos para produzir sem aglomerar durante as gravações.

Isolamento: Do Silêncio à Poesia “Full-length 2020”

Tiago, a Ode Insone surgiu no final de 2018 e de lá pra cá vocês já lançaram 03 grandes álbuns e conquistaram muito espaço e muitos fãs dentro do Doom Metal nacional e até mesmo fora dele, qual o segredo para tanta produtividade e como é cantar em português em um estilo dominado pelo pela língua inglesa e nos fale um pouco mais sobre a formação atual, com a entrada da vocalista Venore e sobre as novidades e planos para o futuro…

Tiago Monteiro: Acho que existe muita criatividade e inspiração na nossa banda, sempre estamos tendo novas ideias e acho isso importante. No momento temos muitos planos bem encaminhados, já existe o esqueleto do quarto álbum e outros futuros projetos. As vezes nos falta tempo para colocar tantas ideias em prática, mas esperamos continuar lançando algo anualmente.
Fico muito agradecido pelo apoio que temos recebido, realmente percebo que existe muita gente fora do eixo Doom Metal que também curte nosso som, talvez por cantarmos em português também. Algo que não é muito comum, mas espero que ganhe cada vez mais força, particularmente adoro escrever em português e tenho tido cada vez mais ideias.
A nova formação é um desejo que sempre tive, desde o início da banda almejava que tivéssemos vocal feminino na banda. Eu conheço a Venore faz muitos tempo, sempre nos víamos esporadicamente por aí, mas só recentemente nós conversamos realmente e descobrimos uma forte conexão em comum pela música. Acho que ela encaixou perfeitamente na Ode Insone e estamos muito felizes pela sua chegada.

Sobre a coletânea Brazilian Doom Metal, que também tem uma revista falando sobre as 11 bandas participantes e foi lançada recentemente pelo selo Pagan Tales Records, nos fale o que vocês acharam dessa participação e sobre a música escolhida para essa coletânea, a bela e triste “Sem Despedida” que fala sobre esse período sombrio que estamos vivendo…

Tiago Monteiro: Foi um prazer enorme termos sidos convidados para a coletânea, considero este lançamento um evento muito importante para a cena Doom Metal no Brasil. Um conjunto de excelentes bandas nacionais de bastante qualidade, com a revista de apoio onde se pode conhecer mais destas bandas… simplesmente sensacional! Agradecemos demais a Pagan Tales Records pelo convite e pela produção deste excelente material.
Sobre a música, escolhemos a faixa ‘Sem Despedida’, que dentre as músicas do nosso novo disco, esta seja talvez a mais representativa do momento que estamos vivendo. A letra se refere ao descaso das pessoas para a pandemia e o resultado disto, as partidas de entes queridos sem podermos ter a chance de darmos um último adeus. Considero um tema bem delicado, mas que precisa-se de uma boa reflexão para que as pessoas tenham mais respeito e empatia por toda essa situação.

Coletânea Brazilian Doom Metal “Pagan Tales Records 2021”

O Doom Metal nunca foi um gênero Mainstream dentro do Metal, mas teve o seu auge nos anos 90 e atualmente parece que vem crescendo e ganhando espaço novamente, me fale o que você está achando da cena atual do Doom Metal no Brasil e no mundo, quais são as influências da Ode Insone e nos indique 03 bandas gringas e 03 nacionais que você curte dentro do Doom Metal…

Tiago Monteiro: Concordo com você, tenho visto uma crescente no cenário Doom Metal no Brasil e no exterior. Tenho tido excelentes surpresas com as produções nacionais inclusive, creio que seja justamente resultado dos ótimos lançamentos recentes e também do suporte que os veículos de imprensa tem dado cada vez mais, isso ajuda para que novas pessoas consumam mais o gênero e o ciclo vá se renovando e se reerguendo.
Das influências, gostamos muito de bandas como Draconian, Theatre of Tragedy, Moonspell, Type O Negative, Paradise Lost, Candlemass e My Dying Bride. Sobre as indicações, acredito que os leitores desta entrevista já haverá ter escutado a coletânea então irei indicar 4 bandas que não estiveram nela, 3 recomendações e uma bônus. As recomendações são Evictus, A Sorrowful Dream e Wolfheart and the Ravens, e a bônus é o meu projeto paralelo chamado Aporya, onde também sou compositor e vocalista.
3 bandas gringas que curto são: Clouds, Anathema e Solitude Aeturnus.

Tiago, para finalizarmos agradeço a boa vontade e o tempo cedido a essa entrevista e agora deixo para você as considerações finais, um grande abraço e..Stay Doom!

Tiago Monteiro: Eu quem agradeço o convite e a oportunidade, agradeço também ao selo Pagan Tales Records e ao pessoal que faz o Lucifer Rising. É através de espaços como estes que muitas bandas conseguem divulgar seu material e assim conseguimos uma crescente de ouvintes, espero que o cenário nacional e o Doom no geral continue decolando. Um grande abraço, Stay Doom!!

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Luis Lozano

Programador e designer gráfico para a web, com diversos trabalhos realizados com foco na informação e fortalecimento do underground.

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