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RAVENDARK´S MONARCHAL CANTICLE – Sob A Bandeira do Ódio e da Arrogância

Hammer Of Damnation (Nacional)

A macha se inicia e a bestialidade do confronto nos acha em “Kommando Brasileiro“. A ideia de que “só os mortos conhecem o fim da guerra” de Platão é a base deste hino. Entrincheirados até o confronto final. Frente de batalha. Os acordes parecem marchar para o fronte com precisão militar. O mesmo se diz da bateria bélica que é um destaque a parte.

Infantaria Belica ” urra “Pela Pátria” e nada mais fica como está. Guitarras doentias, arrastadas, ritmadas pelo campo de batalha. Definitivamente é a trilha sonora de um filme de guerra. Destaque aqui para os riffs precisos e thrash metal, mas com uma essência Sodom indiscutível. Uma das minhas favoritas do álbum!

Disparos incessantes e explosões são o pano de fundo de “Anti-humanismo Patrio“, a batida é ensurdecedora, grande parte do que foi feito aqui, foi levado para o último full length da banda, há uma essência aqui que tinha que estar lá, uma chama primordial de agressividade e violência que não pode adormecer.

Acho estes riffs bem próximos do que o Black Metal faz, War Metal em essência, aquelas raízes do que bandas como Satanic Warmaster e Absurd fizeram. “Ativismo Bioterrorista” é uma mistura disso. Muita agressividade, descarga de tensão e adrenalina em meio ao horror da guerra e de um bio-ataque. O mesmo pode se dizer da dramática “Campos de Concentração ” trazendo a crueza lírica e o peso típicos de um War Metal entrincheirado e por muito tempo sufocado. Guitarras cavalgadas alternam-se em meio a pancadaria dos riffs. Essa faixa tem muita maturidade e poder. E não esconde os horrores dos campos de concentração, nem fogem à sua necessidade. Paradoxal? Assim como a guerra.

Sim nós temos uma “Maquina de Guerra Brasileira” e isso é evidente. São anos no front desde sua demo de 2004 “Honra Sulamericana”. E de lá pra cá foram vários splits e compilações. O RMC dividiu o front com guerrilheiros do Daemon Est Deus Inversus, Cursed Christ, Black Baptism, dentre outros. Os caras representam a essência do confronto e da resistência. Uma parede sólida diante do frágil e líquido mundo moderno de Bauman.

Incrível cover com letras em português de “Revelções das Sombras (Hellhammer cover)“. Bem impressionante e bem bacana, o que mostra a versatilidade e disposição da banda em criar, inovar e prestar tributo sem copiar e mantendo sua contribuição e essência.

O álbum termina com “Lobos Sul-Americanos“, nada mais justo. Faixa poderosa e com muito poder de controvérsia e devastação. Guerreiros insaciáveis com fome de vingança, soltos nos campos de batalha, apenas o sangue, a ganância, a destruição e o poder vão alimentar a matilha febril.

O que falar deste álbum “Sob A Bandeira do Ódio e da Arrogância”? O War Metal impresso aqui é digno do estilo. Há uma essência gélida e um terror beligerante que faz parecer que não estão lutando em trincheiras brasileiras, mas esse é o perigo do front quando a guerra é global, no entanto, a máquina de guerra brasileira é nossa, uma das poucas coisas que ainda podemos nos orgulhar em meio ao confronto com o mundo moderno. Avante sempre!

NOTA: 10/10

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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