Entrevistas

ROTTENBROTH – Um caldo podre exalando Death Metal

" Tratamos a morte com carinho..."

É notório que ar que envolve a velha Bahia é impregnado de uma maldição… já se vão mais de três décadas que esta terra é representada pelo melhor que o Death Metal pode nos oferecer. A tradição continua e é perpetuada por uma nova safra de bandas que representa muito bem o estilo. Entre elas está a ROTTENBROTH, criada pela mente doentia e inquieta do maníaco Danilo Vagner, que  concedeu essa entrevista, nos apresentando seu universo e pensamentos..

Quando penso em fazer um projeto, imagino algo diferente do que já é feito. Contudo, esse caldo podre emana de uma mente que já faz Death Metal com a banda PAPA NECROSE. Por que a ROTTENBROTH foi criada para fazer o mesmo estilo? O que difere os trabalhos?

Danilo Vagner: A ROTTENBROTH que começou como um projeto, surgiu da minha necessidade de expor o lado mais doente e podre que eu tinha, principalmente por conta das influências sonoras que sempre carreguei, porém com a PAPA NECROSE o processo de criação é em conjunto, todos tem opinião e carta branca para opinar e modificar algo que fugisse da proposta da banda. Com a ROTTENBROTH eu tinha a liberdade de mostrar de dentro pra fora o que eu acreditava de uma banda de Death Metal podre e doentia, suja e pesada, queria fazer algo pra quem estivesse escutando, sentisse o ódio e a repulsa das letras para com a humanidade e ao mesmo tempo um saudosismo sobre o que pode ser a morte, que na maioria das letras, trato com muito carinho. Isso mesmo! Tratamos a morte com carinho! Então a ROTTENBROTH é o que eu costume dizer, Caustic Death Metal ou seja, Death Metal podre escorrendo do seu ouvido pra dentro, como o nome da banda diz: Caldo podre escorrendo pra dentro dos ouvidos de quem é atingido!!!

Não é brincadeira você ter um turbilhão de idéias na sua cabeça e conseguir juntar todas elas e focar em uma letra ou em uma (de) composição, com o processo de organização que eu sempre tive, eu acabei descobrindo que eu conseguia pensar em muitos riffs que encaixaria em vertentes diferentes, quando percebi, já tinha 3 músicas prontas mas que não se encaixava no contexto da PAPA NECROSE. Daí eu comecei a criar a vontade de por essas músicas na ativa e a melhor ideia que tive foi iniciar com a ROTTENBROTH.

 O que me parecia ser um projeto de estúdio, de repente, surge em forma de banda com apresentações ao vivo! Como foi esse processo? E como foi o recrutamento dos integrantes? E dessa forma, não deixa de ser um trabalho particular, só seu?

Danilo Wagner.

Danilo Vagner: Como vc falou, a ROTTENBROTH deixou de ser algo particular pra ser algo de todos. Quando consegui lançar o “Visions of Autopsy”, todos os dias algum Headbanger me perguntava quando iria executar aquilo ao vivo e que eu tinha a obrigação de fazer isso. Eu como Headbanger que sou e viciado em Death Metal nessa vertente mais doentia, eu mesmo comecei a me cobrar quanto às apresentações ao vivo, sabia que aqui em Salvador já teve bandas nesta vertente tocando e como era foda ser um dos que estavam lá em baixo no público, batendo cabeça e urrando as músicas da INCRUST ou PÚTRIDO SÊMEN ou até mesmo INTO THE CORPSE, que carregam essa onda mais podre de tripas e sangue coagulado. A partir desta necessidade que desenvolvemos e também para suprir os pedidos dos irmãos Metalheads, foquei em encontrar instrumentistas que entendessem do que a ROTTENBROTH se tratava, que fosse, assim como eu, fanático pela linha podre do Death Metal e que além disso tudo, fossem pessoas de confiança e que sabem se posicionar quanto ao que diz respeito a Underground de verdade.

Fui garimpando aqui e ali, porém a minha busca se completou o mais rápido que eu havia imaginado pois já me deparei com Diego Fleischer Grinder interessado em por o projeto em prática, isso nos momentos em que ele me tatuava em seu estúdio, já estávamos conversando sobre essa possível formação. Para a escolha do baixo eu tenho que ser bem sincero e direto, nunca imaginei uma pessoa para fazer parte além de Vitor Giovanni, quando imaginei a banda em alguma execução, eu já enxergava o arquétipo de Vitor no palco, assim mesmo como é hoje e acho que de alguma forma, isso se arquitetou para que a banda tivesse justamente a formação que ela merece e eu sempre quis. Nunca fomos apenas uma banda, somos uma família como aquela da capa do doentio MACABRE no “Sinister Slaughter” e somos uma entidade do Death Metal doente, queremos ser assim cada vez mais!

Diego Fleischer Grinder

O primeiro convite da ROTTENBROTH para executar um som ao vivo foi no aniversário de Alessandro (Vocal da PAPA NECROSE) que para nós foi interessantíssimo, serviu de laboratório e deu pra perceber que daria pra fazer aquilo da forma mais próxima possível do registro do EP. Já tinha conversado com Diego e ele mesmo era um dos que cobravam as apresentações ao vivo. Eu apareci ensaio da BENEMMERINNEN que Diego tocava bateria e vi o cara destruindo tudo lá, logo já tinha enxergado o nosso batera. Paralelo a isto eu estava trocando idéia com Vitor Giovanni que é meu irmão de longas datas e já tinha feito o convite pra ele que de imediato aceitou, mesmo estando morando na época lá em Vitória da Conquista, se esforçou o máximo e tirou todas as músicas nessa distância, fez isso de forma tão magistral e perfeita que quando recebemos o convite do George da GOD FUNERAL/HEADHUNTER DC para tocar no evento “Death Metal Invokers”, nunca tínhamos ensaiados juntos com Vitor mas no show, foi o único que não errou nada, absolutamente nada! Esta formação da ROTTENBROTH, pra mim, é uma das coisas mais importante que ocorreu para o Metal Extremo da Bahia, pois juntou em um uníssono, as mentes doentias e criativas das bandas que mais foram atuantes e cresceram no Underground no estado, cada um com sua banda. Se fizermos um evento DEFORMITY BR, PAPA NECROSE e ESCARNIUM seria uma celebração da porra em?!

Acabei finalmente presenciando a ROTTENBROTH ao vivo, apesar de chegar já no final da apresentação. Como foi para vocês esse fudido evento com a ESCARNIUM e os alemães do GOATH ?

Danilo Vagner: Você finalmente chegou porra nenhuma, ficou bebendo a cerveja toda do bar e acabou chegando quando o carro funerário já tinha passado e levado os defuntos. Pelo menos chegou à tempo de ver a execução do cover do BENEDICTIONArtefacted Irreligion’. Eu lhe respondo depois de sua resposta, o que achou do cover?

Hahahaha…foi mais ou menos isso! Foi uma viagem no tempo… lembrando aquele velho Death Metal!!! O “Subsconcious Terror “é um clássico!!! Masterrrrrrrr

Danilo Vagner: Muito foda, eu fico muito empolgado quando conseguimos atingir os que sabemos ser os de mente podre como a nossa, um cover desse é pra fechar com chave de ouro mesmo.

Foto por: divulgação.

 E a noite em si, o que acharam?

Danilo Vagner: Foi literalmente uma noite memorável. Já havíamos tocado recentemente no “Live to Evil 4” e com a rotina de ensaios, nos sentimos bem seguros no palco, apesar de que nunca tocaríamos se a ROTTENBROTH não estivesse realmente pronta. Uma noite insana de puro Death Metal, quem estava lá não viu e ouviu menos do que isso! Estamos trabalhando para que outras apresentações possam surgir e consigamos executar da forma mais podre, suja e pesada possível. O GOATH realmente destruiu tudo, uma banda que eu não sacava muito, apenas por uma música de uma coletânea que o Vitor Giovanni havia me presenteado uma vez. Som sujo e veloz com algo cadenciado também, bem fudido, sem contar a interação e humildade dos caras.

A ESCARNIUM é algo que nem posso comentar muito porque acabo puxando brasa, os caras sempre foram fodas e além de tudo, meus irmãos, não é a toa que Vitor Giovanni está conosco ahahahahahaa!!!! Outra coisa muito importante é que para uma Quinta-feira, a casa de show estava lotada, isso foi muito do caralho!

Quase três anos se passaram desde o lançamento do primeiro trabalho, “ Visions Of Autopsy”, feito de forma one-man. Como está a repercussão e divulgação?

 Danilo Vagner Este material nem ficou por muito tempo em minha mão. Entre trocas, divulgação e vendas, foi embora mais rápido do que eu esperava. Foi um material que eu doei tudo o que era possível naquele momento, entre dificuldades financeiras e correria pra lançar, porém, quando o material estava pronto e na minha mão, eu sentia o quanto aquela porra iria revolucionar a minha trajetória como Headbanger e instrumentista, pois estava mostrando que era dali pra pior. A repercussão que o material teve foi um dos fatores que mais me agradou, ligeiramente o material chegou em mãos doentias por todo mundo, Selos e distros do Brasil e do mundo todo com nosso material no catálogo e Headbanger´s dos EUA, Polônia, Espanha, Chile, postando nas redes sociais e comentando sobre o “Visions of Autopsy”. Sem contar com as páginas que incluíram nosso som nas listas de bandas mundiais que fazem Death Metal Old School como a renomada e popular entre os Metalheads fanáticos por podreira, a “Do me a Favor and Kill me”. Tenho que agradecer a todos os parceiros mais uma vez, pelo empenho e parceria neste lançamento (FOLKVANGAR/THE METAL VOX/VENTOS DA MORTE) e em especial ao Gil da CIANETO recs que se comprometeu em disseminar nosso material nos quatro cantos do mundo.

CD 2016.

A parte lírica é essencialmente Splatter? Que tema lhe dá um prazer mórbido para escrever?

Danilo Vagner: A temática varia entre Medicina e essência astral da morte, linha lírica que não é muito novidade no Death Metal, porém eu sempre abordo o lado saudosista do sentido de morrer, como havia dito antes, tratamos a Morte com carinho, de certo ponto é uma poesia pra mim, já imaginou o quanto a morte é importante para vida?! A necessidade de um organismo vivo se decompor para gerar mais vida dali. Uma pena vivermos numa cultura onde o temor e o desrespeito a morte é pregado de forma aberta, podemos apontar para igreja como foco de acusação quanto a isso, mas o que fazemos para que essa linha de pensamento engessado seja combatida? Nós fazemos Death Metal. Quando eu penso numa letra, eu já imagino como ela será encaixada na linha vocal, por isso as nossas (de) composições conseguem marcar, a música ali, já vem pronta de algum plano e nós somos apenas os catalisadores, parece conversa de banda cult mas nós nunca pensamos em ser isso, apenas somos instrumentos da própria morte, que é uma entidade onipresente e que mais nos dá do que tira. Outra coisa que gosto muito de abordar nas letras é a sensação de estar dentro de um centro cirúrgico ou UTI como um espectador, fazendo ali um verdadeiro turismo macabro. Tentamos levar os Metalheads a uma mesa de cirurgia e fazer ele ver alguém ser submetido a tal procedimento sem ao menos ter sido sedado para não sentir dor. Inclusive o nome ROTTENBROTH vem dessa idéia, o caldo podre que derrama de uma maca, após um paciente ter feito um procedimento de drenagem em um tumor por exemplo. Aquilo que escorre da maca, o Caldo Podre!!!

Você é um maníaco aficionado por Death Metal. Como analisa o estilo atualmente? Muitos falam em limitações, outros em evolução através de inclusões e experimentações, outros que o estilo estacionou há umas duas décadas atrás. Comente.

Danilo Vagner: De tudo que escuto no Rock, o Death Metal é o estilo que eu realmente sou fissurado, acredito que é o estilo de som que mais tem variações e que mais se encaixa em qualquer experimentação que o músico se propõe a fazer, não sei lhe informar porque isso não rola com os outros estilos, mas no Death Metal você consegue encaixar facilmente, TUDO! Eu considero este momento o melhor para qualquer tipo de estilo no Heavy Metal, pois existe a tecnologia, a experiência, as referências e os recursos. Hoje o Death Metal já é considerado uma tribo além de simples música e só tem crescido em todo mundo, você pode conferir bandas fudidas do Japão ao Canadá, das Filipinas à Israel, da Suécia ao Brasil. Eu não vivi (infelizmente) a cena da década de 90, eu tinha 1 ano, mas vou fazer de minhas palavras o que um grande amigo meu me disse (Felipe Rodrigues/REX INFERIS): “Não tenho nostalgia de algo que não vivi, estamos em um tempo perfeito para Death Metal onde bandas antigas tem feito clássicos e bandas novas mais ainda. Não vi o POSSESSED lançar o “Seven Churches”  na época mas vi e peguei o SPECTRAL VOICE com o “Eroded Corridors of Unbeing.”

Uma coisa eu tenho certeza, quem estacionou foi o público que está perdendo este fenômeno, se eu pudesse eu estaria pelo mundo, vendo tudo o que eu gostaria de ver de Death Metal, não posso citar as bandas pois ficaria aqui até mês que vem na digitação!

E falando de Brasil. Como enxerga o estilo e o que destaca?

Danilo Vagner: Pelo que acompanho através de internet, dá pra mensurar o que rola no mundo e quando voltamos a atenção para o Brasil, dar pra enxergar um cenário de bandas com qualidade surpreendentes (cada um com seu estilo) e gana de conquistas. É um país que sofre por todos os lados, segurança, saúde, educação, fundamentalismo religioso e também é um país estuprado por outros países, isso nos dá um leque abrangente de razões para berrar críticas e xingamentos ao que bem entender. Posso destacar a dificuldade que cada banda tem que passar para um lançamento ou uma possível turnê, quem tem banda, sabe o que estou falando. Por mais antiga e articulada que a banda seja ainda passa por percalços bizarros, seja quanto a rip-offs dos variados jeitos até a falta de estrutura e censuras que recebemos da massa. Por outro lado, conseguimos transformar isso em lenha pra queimar, nosso combustível que impulsiona a locomotiva da morte. Em um país desse, nunca vai faltar razões para fazer Death Metal e a ideologia se fará presente sempre (Que os Headbanger´s que estão lendo, não confundam ideologia com radicalismo burro).

Mas o que tem ouvido diariamente de podre e profano do nosso cenário nacional?

Danilo Vagner: A lista é imensa pois todos os dias eu escuto som, todos os dias mesmo, sinceramente, não consigo escutar as pessoas nas vias públicas ou nos ônibus ou metrô, reclamando sobre as mazelas da vida, sem se posicionar, criando os problemas que elas mesmas vão reclamar futuramente. Posso citar o que estava escutando da semana passada até hoje: CATACUMBA, ETERNAL SACRIFICE, HERETIC EXECUTION, DEVOURING, MALEFACTOR, ROTTEN CADAVERIC EXECRATION, TxAxP, APHORISM, AD BACULUM, ESCARNIUM, MORBID PERVERSION e BENEMMERINNEN. Ainda bem que sua pergunta foi referente as bandas apenas daqui. Hahahahahahahahahahahahahahaha

 Você citou 99% de bandas baianas!!!! Hahahahaha….que bairrismo é esse??? Hahahahaha

Danilo Vagner: Porra, ahahahahahaha, caralho, nem percebi isso, mas você vê aí que não foi nada acertado, realmente foram as podreiras que escutei em duas semanas. Posso acrescentar aí mais algumas que esqueci: PANTÁCULO MÍSTICO, IN NOMINE BELIALIS, EXTERMINATE e e a coletânea WARFARE NOISE..

Hahahahaha….eu ia falar… tá querendo entrar de graça nos shows??? Hahahahaha…. Aproveitando que chegamos nesse assunto..você como produtor de shows, como vê o público atualmente? É satisfatório? Ou cada vez mais percebe que há bangers de internet ou aqueles que ficam consumindo bebida na porta do evento, mas não pagar 15, 20 reais para prestigiar uma banda local?

Danilo Vagner: Esse é o assunto que mais tento entender, o público de Salvador é uma mescla entre Headbangers muito fiéis e poser´s que querem mostrar que são presentes.

Eu sou um dos que podem reclamar do público e posso fazer isso porque acima de qualquer coisa eu sou um Metalhead que está em 85% dos shows daqui e posso dizer que o público tem melhorado mas ainda tem muito babaca que estará em casa, sentado no sofá, vendo a vida passar e arrotando regras e normas técnicas do Metal, sem comprar materiais físicos, sem ir a shows, sem adquirir algo do merchan das bandas e fingindo ser como alguém que faz parte disso, agora mesmo deve ter um otário, lendo isso e se ofendendo, sinto lhe dizer mas você é um boboca e está paralelo ao verdadeiro Underground.

Ainda referente ao público. Os produtores também têm que pensar como headbanger´s, deixar de repetir mil bandas e determinar as escolhas, a partir do gosto da maioria. tem muito cara que organiza evento que parece ser uma festa de amigos, bota bandas de A a Z pq são brothers e tal. Pleno século XXI e errar desse jeito também é foda. Fora os produtores Rip-offs que inibem as bandas de se apresentarem em determinados lugares. Tudo isso interfere também no sucesso de público.

Qual seria um sonho a realizar como headbanger?

Danilo Vagner: Eu não sei se sou um cara já desacreditado com essas paradas de sonhos e tal, mas tenho muita vontade e seria um baita progresso na minha vida, com alguma banda que eu estiver tocando, me apresentar em dois eventos: Death Maryland festival e KillTown Festival. Não almejo coisas como conhecer os caras do OBITUARY (Uma das bandas que mais me inspiro) ou conseguir ganhar dinheiro no Metal, mas seria uma grande realização, simplesmente estar tocando no mesmo palco que minhas referências estarão executando em alto nível o som podre de sempre. Isso seria muuuuiiito foda!!!  Somos uma banda formada por caras que batalham e não perdem tempo com idiotices no meio do Metal, acredito que cedo ou tarde esses interesses serão concretizados!!!

Você é um daqueles cara muito atuante na cena local. Daqueles que fazem acontecer. Duas bandas, um web Zine, um futuro Zine impresso, produção de shows… quais as principais dificuldades? E o que pretende ainda fazer num futuro próximo?

Danilo Vagner: Posso lhe dizer que meu maior problema hoje em dia é disponibilidade financeira. Tudo isso que eu faço, seja com irmãos na ajuda (Alessandro Necrose, Lismar Moura nas organizações do Live to Evil/ Felipe Rodrigues e Kaique Araújo com o REX INFERIS) ou sem, é com muito esforço e totalmente limitado quanto a grana. Com certeza isso irá se ajeitar e conseguirei galgar vôos muito mais altos, a ROTTENBROTH é uma das coisas que estou absurdamente focado nas possibilidades que estão por vir e pode acreditar que muita coisa foda está pra acontecer com essa entidade podre! Tenho alguns projetos futuros de trabalhar com direção de arte quanto a clipes de bandas extremas, profissionalizar o REX INFERIS (Web Zine e Zine impresso) e meter as caras quanto a turnê das bandas que toco. Tenho também um direcionamento com a ROTTENBROTH para atingir os ouvidos podres no mundo todo e sei que isso irá acontecer cedo ou tarde! Digo quanto a turnê.

E o que podemos esperar para 2019? Ainda há muito sangue para coagular, não?

Danilo Vagner: Com toda certeza, o sangue só pode coagular, uma vez que o mesmo encontrava-se ativo. Eu, Vitor Giovanni e Diego Fleischer Grinder , já começamos o processo de (De) composições e logo-logo estaremos com mais um novo filho do caos e do xorume. Posso lhe adiantar que teremos mais elementos nas nossas músicas que lhe remeterão ao mais podre e doentio Death Metal com pitadas de Doom Metal. Iremos tratar de assuntos da medicina, de assuntos do coração, como por exemplo, quando uma pessoa é acometida por um infarto ao ver a sua amada com o cérebro espalhado após um suicídio, são coisas do dia-a-dia e são coisas absolutamente negadas pelos olhos da maioria, porém de conteúdo pesadíssimo, só acreditamos quando é com nós e isso é egoísta pra caralho, somos nós humanos perfeitamente imperfeitos! Estamos também na busca de parceiros para o lançamento e podemos adiantar que muito provável de lançarmos por um selo do México e um da Polônia. Aqui no Brasil também temos alguns parceiros que já estamos alinhando este lançamento podríssimo. Bem provável que já terminamos estas gravações no início de 2020 e ajustaremos o lançamento pro meado do mesmo ano. Já temos inclusive a arte de capa criada, só não podemos divulgar ainda mas podemos adiantar que está à cargo do mago das artes macabras Emerson Bugtrog Maia. Além do planejamento do nosso full lenght, estamos organizando com o Gabriel Cajado da BALROGH RECS o lançamento do “Visions of Autopsy” em tape oficial, limitada em 66 cópias numeradas. Contará com arte de capa repaginada e fotos oficiais da banda, tentaremos acrescentar na tape mais uma faixa ao vivo, talvez o cover do BENEDICTION.

Finalmente….deixe escorrer suas últimas palavras por entre esse caldo podre …

Danilo Vagner: Só temos que agradecer por vocês da LUCIFER RISING MAG concederem este bate-papo e agradecer a todos maníacos (as) que nos acompanham e deixam queimar de dentro pra fora a chama do Caustic Death Metal da ROTTENBROTH. Encontraremos-nos em breve nos embalos podres do Underground ou em uma mesa de cirurgia qualquer, sendo retalhados por instrumentos enferrujados mas não se assustem, nem vai doer! Obrigado grande irmão Giovan, você é um dos caras mais honrados do Metal Extremo soteropolitano, faz as coisas acontecerem, isso é foda! Sejamos sempre um emaranhado de pútridos e maníacos metalhead´s nos Mosh´s da vida. Caustic rules!!!

Contatos:  – Danilo Vagner  + 51 71  98554-3602
Page: https://www.facebook.com/rottenbroth/
E-mail: danilovcsantos@gmail.com

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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