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SAMANTTHA – Bard’s Elegy

Nacional - Vários Selos (*)

O cenário Doom Metal nacional vem cada vez mais ganhando força e prestígio. Apesar disso, ainda existem boas bandas que não sei por que cargas d’água continuam num certo anonimato.

Vocês conhecem a banda SAMANTTHA?  Bem, eu pelo menos não conhecia, e numa rápida pesquisa no google, percebi que a divulgação não é tão latente, e possivelmente esta seja a primeira resenha pela web do CD “Bard’s Elegy” lançado no Brasil em 2019.

A banda é oriunda do Piauí, tendo este lançamento sido realizado inicialmente em 2018 por um selo russo, GS Productions, meses antes de sair aqui no Brasil pela Eclipsys Lunarys Productions (selo que nos concedeu o material para resenha), Manaós Distro, Kaotic Records, Totem Records, Tales From The Pit Records, Sonare Funeris Distro e ABC Terror Records (*).

Fazendo o que chamam de Funeral Doom Metal, com fortes influências góticas e de Death Metal (nos vocais), este trabalho me surpreendeu de forma positiva, vindo de uma banda onde eu não tinha nenhuma referência nem nenhum trabalho anterior até para comparação.

Iniciamos as audições com ‘And Your Pristine Eyes’ com bases lentas e arrastadas e muito, mais muito melancólica! Entre bases fúnebres os solos se destacam, até aos quase cinco minutos de música, quando descubro que ela não é instrumental, ao surgir um vocal tétrico e muito bem vociferado, fazendo a música ficar mais envolvente. A próxima é ‘Banishiment’  com uma cadência um pouco mais rápida, mostrando uma característica marcante neste trabalho, que é as melodias e climas realizado pelo tecladista e pianista Marcell Diniz,  juntamente com o vocal ora gutural, ora mais tétrico e ora num estilo gótico, onde percebo influências de bandas primordiais  como PARADISE LOST e MY DYING BRIDE, como também dos suecos do DRACONIAN. ‘My Own Lament’ com mais de 12 minutos de música, segue as mesmas características de teclados e variações dos vocais e do andamento da música, sendo em certos momentos bem intimista, com um bom trabalho do baterista Danyel Henrique.

A quarta música, ‘Rain Of Tears’ , começa mais rápida com um bom riff, a migração do vocal limpo para o gutural dá todo um peso na música junto com as bases firmes dos guitarristas Sergio Holom e Dyego Lisboa. è uma música que mostra bem o potencial dos músicos da banda SAMANTTHA.  Em seguida temos a melhor música na minha opinião; ‘Moments’. Música depressiva, arrastada com um clima lúgubre, os teclados mais uma vez cria um ambiente sufocante de dor onde o vocal se encarrega de expressar essa angústia da melhor (ou pior) forma! Uma música com boas variações e bases interessantes.

Por fim temos ‘The Dream’s Voice’  seguindo a mesma linha e características deste trabalho, muito peso e lentidão onde há um grande destaque nos teclados e vocais e um “official fragment version” da musica ‘And Your Pristine Eyes’!

Por curiosidade fui atrás da origem do nome da banda: “… Não tínhamos nome, apesar de já termos um repertório de músicas compostas. Fomos convidado para tocar num festival, e a banda não tinha nome, foi desesperador e fui  dormir preocupado com isso. Não sei de que forma, talvez meu subconsciente agindo, mas o fato é que sonhei naquela noite com uma mulher, parecia uma bruxa e ela me dizia a palavra “Samanttha”. E eu havia assistindo há muito tempo um filme antigo onde havia uma bruxa com esse nome. Passei para o resto da banda o nome e foi aprovado por todos”.  (Sérgio Holom).  

Confira abaixo a faixa ‘Moments’:

 

 

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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