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SEVO – Uma verdadeira entidade do oculto metal da morte

Blasfememos e subvertamos os falsos símbolos sagrados e seus dogmas. Sempre!


Há um tempo atrás tive contato com essa banda cearense, o SEVO, que me deixou boquiaberto com a qualidade musical, com o peso e a obscuridade que emanava de sua música. Lírica e musicalmente a banda tinha algo a dizer, a se expressar e isso não é algo a ser ignorado.  Conversei com o irmão Ricardo “Fornikator Kum-mander”, baterista dessa incrível banda e ele falou sobre o conceito, da ideologia e da música criada em prol do metal da morte oculto e maldito. Com a palavra… SEVO

Saudações Ricardo. Somente recentemente eu tive a chance de conhecer e ouvir a música criada pelo SEVO e tenho que ser muito honesto, foi como ser atingido por um artefato nuclear. Absolutamente magnífico. No metal archives diz que vocês formaram a banda em 2002. Essa data realmente está correta ? Como esse início se deu ?

Ricardo: Saudações Fábio e à toda Legião que estiver a ler este chamado de Lúcifer. É uma satisfação imensa podermos compartilhar um pouco de nossas ideias, visões e Obra devotadas à mais Pura e Verdadeira Escuridão. Isso mesmo, Fábio, a banda foi formada em 2002. A despeito do Metal Archives conter algumas informações erradas, pois foi feito por outras pessoas, essa pelo menos está correta, rsrsrs. O Sevo surgiu das cinzas de um projeto chamado Gorygust, que era mais orientado ao Death/Grind e letras Splatter. Mas Nildo  (Abominvoker – guitarra) e Raphael  (Nunwhore Molestor – baixo) tendiam a fazer algo mais voltado ao Death Metal puro, com temática mais blasfema e obscura, enquanto os demais integrantes da Gorygust preferiam seguir mais no Grind/Splatter. Dessa divergência, o mais sensato foi findar a Gorygust e cada parte seguir aquilo que desejavam. Nascia aí, além da Sevo, a monstruosidade Scatologic Madness Possession, uma das bandas mais fodas de Gore/Grind já surgidas nesse país de merda, e que anos depois tive a honra de integrá-la como vocalista. Bem, desde então, são 17 anos de Devoção e Fidelidade ao Necrosubmundo.

O primeiro lançamento do SEVO consta como tendo sido um split ao lado do SCATOLOGIC MADNESS POSSESSION em 2004. A sonoridade da banda naquela época já mostrava a pegada que vocês tem hoje em termos de influências ?

Ricardo: Então, essa é uma das informações do Metal Archives que estão erradas, hahaha! Na realidade, esse split foi lançado em 2006, e foi como uma celebração da amizade e origens em comum entre as bandas. Eu diria que o que diferencia a sonoridade do Sevo em seus primórdios para a atual seria o amadurecimento em relação a termos uma visão mais aprofundada e objetiva quanto à criação e elaboração dos nossos sons. Tudo está muito mais denso, Negro, e podre. Mas as raízes e essência calcadas e inspiradas em bandas como Incantation, Massacre, Imprecation, Autopsy, Acheron, Benediction, Bolt Thrower, Unleashed, Expulser  (antigo), Sarcófago, etc, permanece a mesma, apenas acrescida de amadurecimento e a ampliação constante no campo das fontes de inspiração.

Esse split foi lançado em 2004 e somente agora em 2019 a banda lança outro material oficial, o destruidor EP “Onde o Rebanho é Imolado”. Por qual razão a banda ficou tanto tempo sem produzir nenhum material oficial ? Como você poderia comparar musica e liricamente esses dois lançamentos ?

EP 2018 “Onde o Rebanho é Imolado”

Ricardo: Esse imenso hiato em termos de lançamentos foi mais devido as mudanças de formação que ocorreram ao longo dos anos. Isso somado à questões de tempo e trabalho, finanças e outros eventuais imprevistos contribuíram pra essa grande demora. Bem, fazendo um comparativo, eu diria que no split tudo está mais cru, tanto em termos de produção quanto em termos de criação. Como dito acima, hoje tudo está mais denso, obscuro, Negro, negativo… mas sem nos afastarmos um milímetro sequer, nem por uma fração de segundo, das raízes e Essência do Puro Death Metal ortodoxo, podre, blasfemo e repulsivo. Hoje temos um aprofundamento maior de nossos conceitos, onde procuramos aliar a manifestação de nosso ódio e repúdio ao lixo abraâmico, a imunda tríade monoteísta que representa o verdadeiro câncer deste mundo (seja através de insultos diretos, escárnio ou símbolos, nossa manifestação de ódio estará lá!), a conceitos mais ligados ao Ocultismo e algumas correntes Mágickas. Procuramos transpor os climas densos e violentos de nossos conceitos e ideias de forma equilibrada e coesa. Nossas músickas são uma ode à Escuridão e ao fim de tudo, emanações negativas do Abismo.

“Onde o Rebanho é Imolado” é um material extremamente bem produzido e em comparação com muitos lançamentos nacionais temos aqui um material em um nível bem superior em termos de produção, criação e clima criado. Como foi esse processo de criação e gravação do EP ? Creio que vocês devem ter ficado bastante satisfeitos com o resultado final.

Ricardo: Muito obrigado pelos elogios, Fábio! Foi muita dedicação, sacrifícios e esforços até chegarmos ao resultado final de “Onde o Rebanho é Imolado”. Tão logo eu entrei na banda, no final de 2012, começamos o processo de criação e elaboração dos sons que compõem o EP. Nesse ínterim (até os dias atuais), tivemos dois vocalistas diferentes (Leo – Revel Decay – e Johell – Lustfer). Em 2016 demos início ao processo de gravação. Devido às nossas condições financeiras (somos classe trabalhadora e assalariada, meu irmão, tudo é mais difícil), tudo foi feito de forma lenta e progressiva, um passo de cada vez… Em 2017, no processo final de gravações dos vocais pra partirmos pra mixagem e masterização, Johell, nosso então vocalista, precisou ser desligado da banda. Isso contribuiu pra mais atraso. Depois de muito ponderarmos a respeito de um novo vocalista, Raphael resolveu reassumir esta função, visto que já tinha o feito anos antes. Então regravamos os vocais e em 2018, finalizamos tudo. E sim, estamos bastante satisfeitos com o resultado final, mesmo que alguns pequenos detalhes ainda não tenham ficado como desejávamos, a exemplo dos teclados, que na masterização perderam um pouco de volume e ficaram sem o destaque que pretendíamos. Mas eles estão lá, potencializando os climas a que se destinam.

Liricamente a banda abraça uma temática oculta, anti-cristã.  Estamos vivendo em um momento em que, em todo o mundo, o caminho da mão direita tem tentado se impor, ditar as regras, derrubar as conquistas humanistas que demoramos séculos para alcançar. Em sua opinião, qual é o papel que as bandas de metal extremo que abraçam uma postura antagônica a isso tem nesse contexto atual ?

Bem, pra início de tudo é fundamental que quem tenha contato e, sobretudo, adentre o Universo Underground, tenha plena consciência do quê tudo isso representa. É imprescindível que se tenha conhecimento das origens e motivações, sobre quais propósitos, princípios, ideias e ideais são fundamentados tais motivações. O Movimento Headbanger, assim como o Punk e Skinhead em sua forma primordial, é em essência um Movimento de contestação, de total Oposição, Subversão e Transgressão à todo o sistema e organização de sociedade que se alimenta e se sustenta na miséria e ignorância e tudo de negativo que isso acarreta. Obviamente que não se limita a apenas isso, mas essa é sua força motriz, seu alicerce. Este é um Movimento de Rebelião, formado por Espíritos Livres e Rebeldes, inquietos e inconformados. Bem, pelo menos deveria ser… tendo isso em mente, um indivíduo que não se identifique com isso, que não tenha essa consciência, que discorde de seus princípios, ideias, valores e ideais, que simplesmente caia fora e tome outros rumos em sua vida! Não podemos admitir que deturpem, distorçam, denigram e enfraqueçam  (ainda mais) nosso Movimento, nossa causa, nossa luta! Toda essa aberração conservadora que invadiu, conspurca e macula o Underground, deve-se a permissividade a estes ignorantes deturpadores, que aqui adentram apenas auferindo status e lucros! Quanto ao papel das bandas, não diria apenas delas, mas de TODOS que fazem o Subterrâneo. Eu penso que aqueles que se dizem ou pretendem fazer parte do Underground, precisam ter consciência do papel anti sistema deste, seu caráter de Oposição à indústria do entretenimento. A forma do Underground se opor à esta indústria é a forma mais direta de luta anti sistema; é  a afirmação da nossa autonomia ante o mercado. NÓS CONTROLAMOS NOSSAS CRIAÇÕES! NÓS CONTROLAMOS NOSSA MÚSICA! NÓS CONTROLAMOS NOSSAS VIDAS!! Somos um universo independente, auto sustentado. Por mais que ainda estejamos, de um modo ou outro, atrelados ao sistema, somos um universo paralelo, marginal à ele, que usa seus meios para se opor à ele (é um tanto paradoxal, e que gera muita reflexão e discussão mesmo…). Mas o que quero dizer, é que só depende de nós pra que sejamos cada vez mais fortes. A coisa pulsa e gira através dos abnegados que montam suas distros, pequenos selos, os zines que levam informação aos 4 cantos do globo, das pequenas produtoras formadas por Bangers que querem ver suas bandas preferidas em suas cidades e promovem gigs pra estas divulgarem seus trabalhos, etc e etc. Se houver a consciência, o empenho e esforço de todos, nos tornamos mais fortes e passaremos a ser, efetivamente, uma ameaça ao sistema e seus tentáculos. Pode parecer utópico o que digo aqui, mas se descruzarmos os braços e partirmos pra ação, isso perfeitamente se torna real. Mas o grande problema é que muita gente que se diz “fazer parte” do Underground o encara apenas como “nicho de mercado”… à esses, que morram em sua patética busca pela medíocre luz da superfície.  NA ESCURIDÃO, REINAMOS LIVRES! Então às bandas que se dizem fazer parte do Underground, façam mesmo, de forma verdadeira, honesta! Se aprofundem, conheçam, vivam o Subterrâneo! Temos que ser combativos pra sobreviver  (e aqui me refiro ao dia a dia, na realidade que nos cerca), ou a sociedade hipócrita, covarde, regida por princípios religiosos e seus fanáticos fundamentalistas representantes irão nos esmagar, como indivíduos, Livres Pensadores, sem a menor piedade.

Ainda liricamente, os textos que em que vocês expõe suas ideias são extremamente críticos em relação ao cristianismo. Algo que me chamou bastante a atenção é que raramente vi nas letras o uso de expressões como diabo, lúcifer (apenas 1 vez) entre outras. Você acha que utilizar esses termos que foram criados pelo ideário cristão também é uma forma de resistência contra essa filosofia de vida que uma parcela significativa da sociedade abraça sem questionamentos ?

Ricardo: Nos identificamos muito com o Luciferianismo e algumas correntes do Satanismo. Temos em Satã e Lúcifer arquétipos que filosoficamente possuem alguns significados diferentes. Enquanto um representa a figura do Opositor, do que privilegia o instintivo como meio de se alcançar a Liberdade, que denuncia a farsa dos dogmas, o outro simboliza e representa os aspectos ligados à Sabedoria, à Rebeldia, ao orgulho, amor próprio como crescimento interior e Liberdade. E isto está bem exposto na arte de capa do nosso ep, onde Lúcifer entronizado representa o Conhecimento, a Iluminação aniquilando a fraqueza. Quando estes símbolos, arquétipos ou entidades (como queiram definir) são utilizados como escárnio para insultar e ridicularizar as débeis massas acéfalas,acho válido, desde que haja conhecimento e seriedade.  Blasfememos e subvertamos os falsos símbolos sagrados e seus dogmas. Sempre!

Fortaleza sempre teve uma cena underground muito forte com bandas como Obskure, Govanon, Feculent Goretomb, Insanity, Scatologic Madness Possession, entre outras. Eu tive contato muito próximo com a cena daí nos primeiros anos dos 90 e vi “in loco” como tudo estava crescendo. Como a cena cearense está hoje em dia em termos de estrutura, shows, lojas, etc… ?

Ricardo: Ao longo das 3 últimas décadas tivemos muitas bandas que ajudaram a fomentar o cenário Underground de Fortaleza e, além destas que você citou  (das quais duas eu fui integrante), mencionaria Procreation  (a original, lá nos anos 80), Asmodeus  (também a original), Leprous  (o mesmo caso das duas citadas), Beowulf, Darkside  (ativa até hoje), Hemispherio, Noise in Hell, Putrefus Noise, Alcoholic Vomit, Secretion  (a primeira banda que formei, em 92), Brutal Verm’s, Estado Indigente, Rotten Corpse, Darkness, entre tantas outras. Ao longo dos anos, muitos sucumbiram, deram as costas ao Metal, ao Underground e seu estilo de vida (alguns hoje em dia estão querendo “retornar” e pagar de “metaleiro doido”, se achando os “heróis” do Metal cearense, hahaha… jamais!!!! Mas aí é outra história), enquanto outros continuam árdua e lealmente na batalha. E a existência de um “cenário” (não gosto muito desse termo) Underground hoje se deve a estes abnegados que enfrentaram a tudo e à todos pra que essa  porra  toda aqui continuasse viva e ativa. Como costumo sempre frisar, aquilo a que muitos aqui chamam de “cena”, como em muitos outros lugares, é cheia de altos e baixos, de acordo com a tendência vigente. O grande problema de Fortaleza (e faço questão de bater nessa tecla) consiste no fato de que a maioria das pessoas que se consideram ou se auto intitulam apreciadoras do Heavy Metal (em todas as suas vertentes) são desprovidas, total ou em grande parte, de conhecimento e, sobretudo, consciência das ideias, atitudes, ideais e sentimentos que estão por trás de toda a estética sonora e visual do estilo e que formam a essência do Espírito Banger. Temos que nos unir em torno de um objetivo comum e resgatar o conceito de Movimento que há muito tempo está perdido no meio Underground… dito isso, o atual panorama é que eventos têm ocorrido, mas com uma presença de público cada vez menor. Lojas, tanto aqui quanto na região metropolitana, devem somar umas 4 (já tivemos uma galeria com diversas lojas aqui). Espaços pra realização de shows, temos praticamente apenas um, e os demais locais são bares onde seus proprietários adaptam o espaço e colocam bandas pra tocar, mas com capacidade pra poucas pessoas e sem a devida estrutura. Zines, atualmente praticamente nenhum ativo. Distros e selos, ainda temos alguns em atividade espalhando o kaos. Vamos ver com o tempo como tudo ficará. Independente de tudo, ainda estaremos aqui, Leais aos nossos ideias. E que o mundo se foda!

O som da banda atualmente é o retrato do death metal mais pesado, mais climático e ao mesmo tempo tradicionalista que tem feito surgir bandas excelentes bandas mundo afora. Eu percebo claras influências de bandas como Incantation, Cruciamentum, entre outras. Quais seriam as bandas que mais contribuem musicalmente e também liricamente para a construção da sonoridade do SEVO ?

Ricardo: Respiramos Metal Subterrâneo 24 horas por dia. Nossas fontes de inspiração são bastante amplas, pois não nos estagnamos em ouvir apenas os clássicos baluartes que nos impulsionaram a mergulhar nesse Universo maldito. Acompanhamos avidamente tudo o que vem sendo forjado ao longo das décadas, e isso de uma forma ou outra acaba por se refletir em nossa sonoridade. Somos uma banda de DEATH METAL e tudo que engloba este conceito está presente em nossa obra. Além das bandas citadas na pergunta, bebemos na fonte de bandas como Sadistic Intent, Nun Slaughter, Cianide, Profanatica, Demoncy, Shub Niggurath, Cenotaph, Mortuary, Mortem, Hadez, Parabellum, Rottrevore, Corpse Molestation, Abominator, Sadistik Exekution, Cemetery Urn, Vomitor, Nocturnal, Temple Nightside, Grave Upheaval, Ritual Necromancy, Embrace of Thorns, Void Meditation Cult, Pek, Dominus Xul, Pentacle, Grave Ritual, Vasaeleth, Vomit, Dead Congregation, Vacivus, Blaspherian, Coffin Texts, Drawn and Quartered, Oraculum, Demonic Rage, U. Kulten, Ancient Crypts, Godless, Horrifyng, Funebrarum, Diocletian, … as velhas bandas suécas e finlandesas, as bandas brasileiras (antigas e novas ) e por aí vai. É banda demais, meu irmão, hahaha!

Fiquei bastante curioso em relação ao uso da palavra SEVO para ser o nome da banda. Eu achei que o nome especificamente significa “cruel, desumano, malvado” ou ainda “que gosta de ver sangue, sanguinário”. De que maneira esse nome se conecta ao objetivo central da banda ?

Ricardo: Exatamente, esses são os significados para a palavra Sevo. É uma palavra do português arcaico e está em desuso hoje em dia. Ela se conecta perfeitamente na forma como nos opomos aos dogmas e falsa moral religiosa, nossa posição inflexível e impiedosa ante tal vil e ignóbil doença execrável. A escolha deste epíteto foi perfeita.

Eu faço um fanzine físico, o THE OLD COFFIN SPIRIT e também estou envolvido com o portal LUCIFER RISING, ou seja, duas formas muito distintas de lidar com a informação, mas ainda assim com objetivos em comum, que é o apoio e a propagação do metal nacional e internacional. Como você vê o uso da tecnologia nos dias de hoje com esse intuito ?

Ricardo: Ainda é muito comum encontrarmos forte resistência aos veículos “virtuais” de propagação informativa nos domínios do Necrosubterrâneo. E eu me incluo aí, apesar de estar um pouco mais “flexível” nos dias atuais, rsrs. Muito dessa resistência ou antipatia pelos veículos digitais foi gerada pela falta de comprometimento e conhecimento em relação ao Underground que esses veículos claramente demonstravam. Na grande maioria dos casos era mais uma onda de porra louquice, moleques a procura de atenção, e pra isso saíam a divulgar qualquer merda sem critério algum, defecando um monte de asneiras sem conteúdo e/ou aprofundamento. Obviamente que haviam as pessoas sérias com propósitos sérios e estes se estabeleceram ao longo dos anos, vide o exemplo do grande Voices From The Dark Side da Alemanha. A internet é uma realidade irreversível e as ferramentas de interação e divulgação são essenciais para a facilidade em qualquer segmento. Basta saber usar com bom senso e critérios. Com seriedade e comprometimento, zines, webzines e portais podem coexistir perfeitamente em prol de objetivos em comum. Você é um exemplo claro disso.

Depois do lançamento de “Onde o Rebanho é Imolado” digitalmente a banda já conseguiu lançar o EP também em formato K7. Como se deu esse lançamento. Vocês tem previsão do lançamento em outros formatos como o CD e, quem sabe, até mesmo em vinil ?

Ricardo: Soltamos dois sons no Soundcloud pra que pudéssemos dar uma prévia do que viria no EP e pra quem ainda não tivesse conhecimento sobre nossa sonoridade, também pudesse ter uma noção. E essa foi a única “plataforma” digital onde liberamos nossos sons e com essas intenções, portanto, não consideraria um lançamento nesse formato, levando-se em conta como é feito convencionalmente. Bem, logo que finalizamos todos os processos de gravação, entramos em contato com alguns devotos do Submundo e que comungam  das mesmas ideias e visões que nós pra firmarmos uma parceria pro lançamento do EP. Desde muito antes de iniciarmos as gravações, o irmão de velhas batalhas Elton Lima (Visão Underground zine/Deathreign Rec – Teresina/PI) já havia firmado conosco essa aliança, mostrando total apoio e confiança em nossos intentos. Seu selo, Deathreign Records, em união macabra com o zine/distro Obscure Death ficaram responsáveis pela versão em tape de “Onde o Rebanho é Imolado”, enquanto os selos Sociedade dos Mortos, Cossoco Records e Obscure Death zine/distro ficaram responsáveis pela versão em CD. A tape saiu limitada em 50 cópias, das quais restam bem poucas. Estamos vendo a possibilidade de fazermos mais algumas cópias. O CD sairá agora em julho/2019. A medida que formos divulgando nosso material, se houver a possibilidade de fazermos uma versão em vinil, será uma satisfação imensurável e a perfeita coroação de nossos esforços.

Agradeço imensamente pela oportunidade de termos o SEVO no portal LUCIFER RISING. Muito obrigado Ricardo. Você gostaria de acrescentar algo à nossa conversa ?

Ricardo: Porra Fábio, a satisfação e honra em responder a este chamado foram imensas. Muito obrigado mesmo pelo grande suporte a nossa obra em devoção à mais pura Escuridão. E à todos os que estiverem a ler estas linhas, tenham consciência, de uma vez por todas, que o combate ao fundamentalismo religioso precisa ser levado a sério e às últimas consequências! É preciso entender que o único intento dessa escória é o controle total sobre todos!!! Eles chegaram ao poder!! Nossa atual conjuntura é nefasta!! E parece que muita gente leva isso na brincadeira! É absurdo! A coisa é muito séria! É ilusão achar que esse lixo, ao tomar o poder, serão a favor do progresso, pacíficos e respeitosos com as diferenças, etc e etc. Jamais serão! Eles são doutrinados a perseguir tudo e todos que se oponham ou sejam diferentes aos seus dogmas e pseudo moral doentia! Nosso combate a essa doença precisa e deve ser ainda mais implacável e impiedoso! Não podemos e nem devemos permitir esse câncer maldito se propagar! No mais, fortaleçam suas mentes e espíritos; tenham sabedoria pra usar seus conhecimentos.

Do Necrosubmundo para o Necrosubmundo!

Ricardo “Fornikator Kum-mander” & SEVO

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Fabio Brayner

Editor do The Old Coffin Spirit zine e um completo metal maniac desde 1985. Ex-membro de bandas como Sanctifier e As the Shadows Fall.

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