Entrevistas

SUBTENEBRAS – “Manter-se em atividade é sempre um desafio na cena underground”

A banda Subtenebras surgiu no underground no final de 1999 e o foco era em um Black Metal épico focado em atalhas antigas, civilizações de outrora, embebidos em um ocultismo e satanismo característicos de um anticristianismo vicioso, fúnebre e devastador.
O Black Metal dos anos 90 e a velha escola do Death Metal são as bases sobre as quais a horda vem esculpindo seu trabalho infame. Melhor de tudo: a horda satânica é brasileira e representa o underground em uma batalha constante para sobreviver à cena e difundir seus hinos e transportar nossas almas para as chamas incandescentes do inferno.

Anylorak, Foto por: Divulgação

A banda esteve inativa entre 2016 e 2018, Poderiam nos dar um panorama geral do surgimento do SUBTENEBRAS na cena black metal underground até a entrada para a inatividade e retorno?

Anylorak – A horda Subtenebras surgiu em meados de 1999, com o objetivo de fazer um black metal com influências em batalhas antigas, satanismo e ocultismo, e civilizações extintas. Forjado para os verdadeiros cultuadores do metal extremo.
No mesmo ano a horda lançou á primeira demo Rebellion Fire Devastation com dois hinos. Desde então passou por várias formações, até que em 2005 é lançado o Vallin Satan Servant com cinco hinos de destruição demoníaca, baseado em Ocultismo, Sociedades Secretas e Satanismo.
Em 2006 é lançado á terceira demo: Black War Metal. Com 5 hinos baseado na guerra dos Farrapos, na qual relatamos o ponto de vista dos guerreiros que lutaram com bravura para defender suas terras. Sendo que 2 músicas são regravações da primeira demo (By Hate Kill or Die e Rebellion Fire Devastation).
Após um ano de trabalho, e várias trocas de formação, em dezembro de 2007 começa a ser gravado um novo artefato. Ainda mais extremo e satânico, intitulado Infernal Phalange for Vengeance, finalizado em dezembro de 2008.
Em 2011 ocorre novamente mudança na formação, agora com Anylorak na bateria e Sargonnas no baixo e vocal, o único integrante desde a formação original sou eu Demétrius, Guitarrista e Vocalista, mantendo a essência da Subtenebras.
A proposta da Subtenebras está voltada para um black/death metal com riffs rápidos, valorizando mais os acordes fortes, passagens cadenciadas, com marcações mais precisas, variações de vocais entre rasgado e gutural, sem deixar a brutalidade de lado, com nível técnico superior em relação as antigas composições.
Após  quase 2 anos inativa entre 2016 e 2018, a horda retorna as atividades para a gravação do novo álbum temático, contendo 9 petardos, inspirado na “Santa Inquisição”, com letras relatando tortura, horror, brutalidade, insanidade.
Em meio a todo o caos a horda prepara os últimos detalhes para a volta aos palcos.

Quais as principais influências musicais, filosóficas e líricas do SUBTENEBRAS?

Anylorak – As influências seriam as  hordas de black metal dos anos 90 e a velha escola do death metal. Na parte lírica o foco são o Satanismo ,Ocultismo, civilizações antigas, Guerras e suas consequências.

Demetrius, Foto por: Divulgação

Há uma demo lançada em 2006 que trata da Guerra dos Farrapos. Como foi incorporar a temática regional ao black metal? Houve divergências sobre a temática escolhida e as demais geralmente abordadas? Há planos de algum trabalho temático voltado para a cultura e conflitos nacionais ou regionais?

Anylorak – Quando começamos com a Subtenebras em 99, nossa temática era focada nas antigas batalhas, e quisemos incorporar nas letras o “espirito de guerra” dos antigos guerreiros que lutaram nela.
Nunca tivemos divergência sobre nossa temática, pelo contrario sempre recebemos apoio da cena do metal extremo nacional, pois não apoiamos o separatismo.
No momento não temos a intenção de abordar esse tipo de temática novamente, mas talvez no futuro…

Ao longo do trabalho do SUBTENEBRAS há uma maior preocupação com a maturidade técnica das composições e arranjos. Isso se deve a mudanças e formação, mudanças de influências ou evolução dos membros da banda? A que vocês atribuem a mudança da sonoridade?

Anylorak – As mudanças de formação sempre causam um impacto na forma de composição das  músicas, assim como a evolução técnica de cada um reflete no resultado final do trabalho.

Além das influencias musicais, o que inspira a banda na criação de suas letras? Sobre o que elas versam?

Anylorak – Vários assuntos nos inspira, como civilizações antigas, paganismo, satanismo, nossa visão contra o cristianismo.
O trabalho atual trata da “Santa Inquisição” e das atrocidades cometidas pela igreja na idade média, descrevendo em detalhes o funcionamento dos instrumentos de tortura.

Sargonnas, Foto por: Divulgação

Como vocês veem a cena Black Metal nacional hoje? Como vocês administram a questão ideológica e musical no processo de composição, arranjos e temáticas escolhidas para as letras?

Anylorak – A cena Black nacional sempre contou com grandes representantes, hoje em dia não é diferente.
Na questão ideológica não há conflitos, pois os membros tem a mesma filosofia, na arte musical a preocupação é a dinâmica das composições, onde temos que aparar algumas arestas ás vezes.

Há um álbum novo a caminho que marque esse retorno? Poderia nos dar uma noção geral deste trabalho? Há faixas, título, gravadora escolhidos?

Anylorak – Sim, estamos no início do processo de gravação do novo material, contendo 9 músicas, mantendo a pegada violenta  da banda, mas com uma variação rítmica maior que nos trabalhos anteriores, e versam sobre as atrocidades cometidas pela Santa Inquisição. Este álbum, além de marcar o retorno da horda também será uma comemoração de 20 anos de existência da Subtenebras.
Quanto a gravadora, temos algumas conversas em curso, mas nada confirmado ainda.

Em janeiro deste ano (2019) houve um ensaio fotográfico. Como é estar de volta a esta rotina da cena underground com a banda reformulada?

Anylorak – Manter-se em atividade é sempre um desafio na cena underground e ao mesmo tempo motivador. Em janeiro fizemos um ensaio fotográfico para anunciar o nosso retorno, foi muito gratificante para nós, pois trouxe a tona todo o espirito das artes negras do metal.
Voltar aos palcos é um dos objetivos, assim como o a conclusão das gravações do novo álbum.

Há um momento emblemático para o SUBTENEBRAS que vale a pena recordar e que foi decisivo para a volta da banda à cena?

Anylorak – A gravação das composições novas com a atual formação, que acabamos postergando ao longo dos anos e agora precisamos finalizar esse processo, para conseguirmos divulgar o mesmo e dar abertura para novas composições.

Ao longo dos anos o SUBTENEBRAS passou por inúmeras formações. Qual o impacto dessas mudanças ao longo dos anos para a banda atual?

Anylorak – Assim como a maioria das bandas, passamos por várias trocas de formação, isso de alguma maneira foi positivo para a horda, pois quando estabilizou a nossa formação atual, fez com que a Subtenebras progredisse, tanto na agressividade quanto a nossa técnica.

Muito obrigado pela entrevista cedida ao Portal Lucifer Rising e deixo o espaço aberto para a horda.

Anylorak – Gostaríamos de agradecer ao portal Lucifer Rising ao espaço cedido à horda Subtenebras e expor um pouco das nossas ideias, e aguardem, pois a desgraça sonora da Subtenebras vai possuir vocês HAIL SATAN!

Assista a baixo o vídeo da celebração realizada em Porto Alegre no dia 25/08/2012, músicas – Coffin Anthropomorphous + Infernal Phalange For Vengeance:  

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Ricky Lunardello

Historiador e Sociólogo, Pagão de alma Viking, apaixonado pelo Metal Extremo e pela cultura underground.

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