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TORREFY – “Life is Bad”

CD - 2020 - Independente

Grata surpresa chega até meus ouvidos, oriundo das terras canadenses. Em tempos que sempre faço cara feia para o que tem aparecido em quesito de Thrash Metal e suas vertentes, a banda TORREFY me surpreendeu com seu “Black Speed Death Thrash”!!!  Masterizado por Joel Grind do TOXIC HOLOCAUST, este trabalho está sendo lançado hoje, dia 01 de julho.

“Life is Bad” realmente me surpreendeu, desde a fotografia da capa, bem feita, simples, direta e relacionada ao título do álbum até o logotipo da banda, que foge do convencional.

Temos aqui é um trabalho com músicas muito bem elaboradas, demonstrando a capacidade dos músicos e o entrosamento da banda. As músicas são surpreendentemente longas para o estilo, chegando a ter até 09:18min.  O mais incrível que não se tornam cansativas, nem repetitivas. Como o próprio guitarrista Ben Gerencser afirma: “Sim, todos os membros do TORREFY são fãs de álbuns longos e épicos…  Para nós é emocionante tentar incorporá-las perfeitamente em nossas canções, criando movimentos que transmitem diferentes picos e vales emocionais. Cada canção conta sua própria história única e para nós isso muitas vezes leva mais de dois minutos e meio.”

A referida faixa, é a quinta do álbum, ‘Arboriquiem’, e também a que inicia com uma pegada mais lenta, parecendo até um Doom Metal com o baixo tendo um bom destaque, antes de serem atropelados pelo vocal animal de John FergusonO cara dá prioridade ao vocal rasgado, mais faz boas variações com um pouco de gutural e outros extremamente estridentes, lembrando bandas de Black Metal que primam por velocidade e um vocal bestial. Música criativa com boas variações de riffs sem cair na mesmice de repetições intermináveis.  Outra música também longa é a que abre o álbum, ‘Sarcophony’, cheia de solos e riffs costurados no melhor estilo Speed Thrash Metal com muito feeling e com muitas variações de tempo. Já na primeira música percebemos o quanto o vocalista se destaca neste trabalho. As letras são surpreendentes logas em todas as faixas, fugindo daquele padrão de estrutura com dois ou três versos e um refrão. E isso faz com que John cante o tempo todo, como uma locomotiva desenfreada, variando os vocais com uma uma ferocidade absurda! O cara tem literalmente um diabo na garganta!!!

A segunda faixa, ‘Eye of Swarm’ inicialmente dá uma freada, mais cadenciada, com um bolo solo, mas isso se finaliza rapidamente para dá passagem a velocidade e técnica dos guitarristas Ben e Adam Henry acompanhado dos vocais sempre em destaque. Em alguns momentos dessa música me lembrei do ABSU em sua fase mais veloz e violenta, bem como na faixa ‘Outrun By Wolves’. Outra banda que me lembra o TORREFY  é SKELETONWITCH. Se você também não conhece, dê uma pesquisada, os caras são bons no que fazem!

As faixas ‘The Thin Line‘ e ‘Thorn Apart by Machinery’ são estupendas. A cozinha com o baterista Daniel Laughy e o baixista Simon Smith é de uma eficiência e tanto enquanto analiso deslumbrado a intensidade das guitarras. Na faixa ‘The Thin..’ a forma de cantar é diferente, ficando um pouco estranho no que se propõe,  com se as palavras estivessem sendo atropeladas sem ponto nem vírgula. Em ‘Thorn Apart..‘ as variações continuam, numa pegada Speed cheia de brutalidade e versatilidade.

A última música chama-se ‘Plague of Empires’, mas essa eu deixo para vocês mesmo tirarem sua conclusões:

 

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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