Entrevistas

UNHOLY OUTLAW – Verdadeiros representantes do Epic Doom Metal brasileiro

Fábio Shammash, Foto por: Divulgação

Saudações Fábio Shammash, em nome da Lucifer Rising e da Pagan Tales Records é uma honra fazer essa pequena entrevista com você para falarmos sobre o Unholy Outlaw e a participação da banda na coletânea Brazilian Doom Metal e sobre a cena do Doom Metal no Brasil e no mundo como um todo…

Fábio Shammash – Saudações, Rogério! Satisfação imensa em falar contigo e estamos honrados em participar desta entrevista.

Para começarmos, como a banda tem levado esse período tão difícil de pandemia, que tem nos afastado dos shows e do convívio social e como estão as atividades do Unholy Outlaw durante esse tempo?

Fábio Shammash – Dado às circunstâncias, estamos praticamente parados desde o início da pandemia. Preferimos manter o isolamento para que possamos proteger não só a nós, como nossa família e amigos. No entanto, estamos sempre nos reunindo de forma virtual, interagindo e mantendo uma certa atividade, seja divulgando nosso trabalho nas redes sociais ou compondo. Em paralelo, eu e o baixista Thorngreen, juntamente com o vocalista do Mythological Cold Towers, Samej, estamos trabalhando na gravação do primeiro álbum de nosso projeto chamado VULTHUM, poderoso black metal influenciado pela velha escola escandinava. Mas, isto seria assunto para uma outra entrevista he he . De qualquer forma, esse período está sendo relativamente produtivo para nós.

Fábio, o Unholy Outlaw é de 1999, mas foi com o grande álbum Kingdom of Lost Souls de 2019 que o som da banda ficou mais denso e tomou um rumo mais Epic Doom Metal, e com os vocais poderosos do Markus Sword a banda alcançou outro patamar, ficando lado a lado das grandes bandas do estilo, você acha que a sua entrada para a banda em 2015 e vindo do grande Mythological Cold Towers tenha contribuído para essa mudança? E vocês pretendem seguir nessa linha?

Unholy Outlaw, Foto por: Divulgação

Fábio Shammash – Não exatamente. A banda já tinha essa proposta de compor músicas mais arrastadas e soturnas, dentro do estilo epic doom muito antes de eu entrar. Um exemplo disso, a canção ‘faixa-título’, “Dark Wings”, possui essa característica em seu tema principal. A minha junção à banda, agregando minha experiência e bagagem musical aos demais, só tornou consolidada essa proposta. Certamente, iremos manter esse ideal pois somos eternos apreciadores desse estilo tão marcante.

Dark Wings (Full-length 2016)

O Kingdom of Lost Souls teve uma boa recepção em todo o mundo, mas acredito que a pandemia tenha atrapalhado muito a banda, pois o nível do álbum merecia e teria rendido uma tour forte na gringa e nos grandes festivais europeus… vocês já tem planos para o próximo álbum?

Fábio Shammash – Realmente a pandemia também afetou os trabalhos da Unholy Outlaw. Nós lançamos o “Kingdom Of Lost Souls” em dezembro de 2019. Realizamos um show no festival Araucária Metal Fest, em Curitiba, em fevereiro de 2020. Logo depois, veio a pandemia e travou tudo. Vários shows nossos lamentavelmente foram cancelados. Desde então, só nos restou aguardar essa fase terrível passar. Todavia, nós estamos compondo novos sons. Posso adiantar que já temos protótipos de músicas o suficiente para completar o nosso próximo álbum. Tenho certeza que os apreciadores de nossa música, serão presenteados com mais um opus repleto de atmosfera epic doom metal!

Sobre a coletânea Brazilian Doom Metal, que também tem uma revista falando sobre as 11 bandas participantes e foi lançada recentemente pelo selo Pagan Tales Records, nos fale o que vocês acharam dessa participação e sobre a música escolhida para essa coletânea…

Kingdom of Lost Souls (Full-length 2019)

Fábio Shammash – Sem dúvida alguma foi de extrema importância para nós. A começar pela grandiosidade do material apresentado, em termos de qualidade (CD digipack e revista) e também pela participação das melhores bandas brasileiras do gênero, da atualidade. Tem sido uma honra para nós, estar ao lado de todas essas bandas nessa compilação. Estou certo que a nossa música, “Open the Gates”, transmite fielmente nossa proposta e a verdadeira essência do epic doom, inspirada nos mestres Candlemass.

O Doom Metal nunca foi um gênero mainstream dentro do metal, mas teve o seu auge nos anos 90 e atualmente parece que vem crescendo e ganhando espaço novamente, me fale o que você está achando da cena atual do Doom Metal no Brasil e no mundo, quais são as influências do Unholy Outlaw e nos indique 03 bandas gringas e 03 nacionais que você curte dentro do Doom Metal..

Coletânea Brazilian Doom Metal “Pagan Tales Records 2021”

Fábio Shammash – Verdade. Vejo o Doom se expandindo cada vez mais, surgindo fãs e bandas a cada dia que passa, não só no Brasil como no mundo todo. Confesso que tenho um pouco de receio que o estilo se estagne algum dia, como ocorreu com outras vertentes do Metal. No mais, torço para que sempre surja bandas fortes e representativas. Nossas principais influências para a proposta do Unholy Outlaw sempre foram os pilares do doom, ou seja, Candlemass, Solitude Aeturnus, Sorcerer, Black Sabbath, Pentagram… não só no doom, como no heavy metal tradicional e na música erudita. Citar apenas 3 bandas é um desafio e tanto, mas vamos lá. Do exterior, indico Spiritus Mortis, Fvneral Fvck e Below. Daqui do Brasil, tem o HellLight, The Cross e Serpent Rise, na minha opnião, são os principais protagonistas da história do doom no Brasil.

Fábio, para finalizarmos agradeço a boa vontade e o tempo cedido a essa entrevista e agora deixo para você as considerações finais, um grande abraço e..Stay Doom!

Fábio Shammash –  Agradecemos imensamente pelo espaço cedido ao Unholy Outlaw. Aguardem nosso próximo Opus dedicado ao epic doom metal. Stay doom!

ENTREVISTA POR: ROGÉRIO MARQUES

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Luis Lozano

Programador e designer gráfico para a web, com diversos trabalhos realizados com foco na informação e fortalecimento do underground.

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