Entrevistas

URN – Uma máquina bestial de Black Thrash Metal

"...Sarcófago! Não há outra resposta!"

O Urn é um nome clássico do velho Black Metal finlandês. Nasceu ainda em 1994, quando o cenário fervilhava e rendia grandes lançamentos para o underground mundial. A banda vem de um ótimo lançamento de 2017 “The Burning”, disco super elogiado e acaba de gravar em Dezembro de 2018 seu novo álbum, às portas do lançamento agora em 2019. Conversamos com Sulphur, o fundador dessa máquina bestial de Black Thrash Metal que nos falou algo mais sobre o universo do Urn!

Sulphur, Foto por: Divulgação

Após o mega clássico ”The Burning”, uma obra-prima do Black Thrash Metal, o Urn gravou um novo álbum no final de 2018. Você acredita que o novo material vai superar ”The Burning” ou cada lançamento distintamente ocupa seu lugar de destaque na discografia da banda? Dê-nos alguns detalhes sobre o próximo álbum…

Sulphur – Eu chamaria isso de uma progressão musical. Desta vez, o guitarrista também fez músicas e, pessoalmente, tive um fluxo muito bom logo depois de “The Burning”. Passaram cerca de um ano e meio entre as sessões de gravação por isso tem sido mais de dois anos sem parar  de compor música e letra.
Não há muitos detalhes sobre o novo álbum. Ainda está em fase de mixagem e deve sair esse ano. Você pode ouvir levadas de Thrash, principalmente de bateria no álbum inteiro, então vamos dizer que isso é bem Thrash. Credito que não foi muito assim em ‘’The Burning’’, mas essa parece ser a nossa definição .. ”Black Thrash”!

Hellwind Inferion, Foto por: Divulgação

“The Burning” foi lançado pela Iron Bonehead Records. Em vossa página na Encyclopaedia Metallum, a atual gravadora mencionada é a Season of Mist, um selo que merece toda a admiração pelo lançamento de algumas antigas bandas cultuadas como Mystifier e Grave Desecrator do Brasil … conte-nos mais informações sobre este contrato com a S.O.M. …

Sulphur – Com o registro anterior, nós simplesmente não conseguimos o nível que eu estava procurando, então estava na hora de encontrar um novo selo e tentar alcançar outra coisa. Provavelmente, o novo álbum aponta o ponto para a banda onde não há como voltar atrás ou não há mais futuro. Eu não penso tanto agora como voltei para um trabalho normal. Há 3 anos venho tentando colocar as coisas em ordem com o Urn e gerar renda para mim, mas o sucesso não era o que eu queria, por enquanto eu realmente não penso tanto nisso. O negócio da música é massificado e sempre as mesmas bandas tocam em todos os festivais. É claro que os dias têm sido difíceis para todas as bandas, mas para simplificar, eu acho algumas coisas difíceis demais para que eu possa bater a cabeça contra a parede o máximo que puder.
Então vamos ter calma e não dar a mínima. Algumas coisas não são destinadas a dar certo e nesse caso é a minha cabeça…
Então vamos delegar à Season of Mist o trabalho para a banda. Eu perdi a cabeça por ter promovido o Urn e agendado shows. Eu simplesmente odeio esse trabalho, Foda-se!

2017 – The Burning “Full-lenght”

O URN tem participado de vários festivais para promover o álbum The Burning. Conte-nos sobre os países onde tocaram e a atmosfera desses shows. Como é uma apresentação ao vivo do URN no palco?

Sulphur – Nós tocamos em alguns sim. Na Romênia, República Tcheca, Polônia foi muito bem e, nesses países, o Metal ainda é mais “fresco” do que o da Alemanha.
Nós tivemos alguns bons e maus promotores e isso realmente afeta o local e a promoção. É como se às vezes você tivesse um bom sexo, às vezes ruim e embaraçoso, mas ainda tivesse que dar o seu melhor desempenho.

A banda vem da gloriosa cena finlandesa dos anos 90! No início o Urn era mais conectado ao cenário Black Metal tradicional, porém com o tempo adicionou elementos de Thrash e Speed em sua música. A banda assume influências de Metal clássico na composição de seus últimos álbuns?

Sulphur – Eu sou grande fã do Metal dos anos 80 e estou ficando velho demais para entender as novas bandas. Então eu me mantenho ouvindo meus antigos discos e isso provavelmente afeta minhas composições.

Falando sobre a antiga cena finlandesa. Como foi sua iniciação ao underground..primeiras bandas com contato … a cena em que Urn começa a tocar … fala sobre zines, labels e bandas finlandesas daquela época…

Sulphur – Eu toquei no Barathrum entre 94-97. Naquela época, a cena do Metal era mais underground. Basicamente, as coisas realmente eram menores e a cena era mais intensa. Poucos shows em um ano e quando havia um, geralmente tinha de 150 a 300 pessoas a cada vez.

URN, Foto por: Divulgação

O Urn tem muitos contatos aqui no Brasil e no resto da América do Sul? Você tem alguma banda favorita aqui?

Sulphur – Não temos muitos contatos, mas está rolando alguma cooperação com registros satânicos.
Sarcófago! Não há outra resposta!

URN, Foto por: Divulgação

Dê-nos uma visão dos temas das letras do novo álbum. Eles obedecem alguma linha conceitual?

Sulphur – Com o novo álbum, eu realmente me desafiei no lado lírico e, basicamente, em todo o ano de 2018, eu vivi mais provavelmente no “modo lírico”. Escrevi muito e fiz um trabalho sério … ah, bem … É o que temos feito há alguns anos por enquanto. Estou satisfeito com o trabalho que fiz, mais bem difícil de descrever, talvez seja mais fácil ler as letras quando o álbum sair e tirar uma conclusão do que eu tenho feito.

Fale-nos sobre os planos do Urn para 2019. Divulgação, merchandising, shows, etc…

Sulphur – Novo álbum, merchandising. Esses são os planos para agora. Eu não agendei nenhum show para o ano de 2019 ainda, vamos ver o que acontece nesse setor.

Se uma guerra nuclear eclodir amanhã, quais seriam seus últimos desejos nesta miserável Terra?

Sulphur – Ah, foda-se, estaria preparado para isso da forma como fosse. Sem mais palavras!

Muito obrigado pelo fudido apoio ao Lucifer Rising Magazine! Deixe uma mensagem para os maníacos brasileiros do Metal! Hail!!!

Sulphur – Obrigado pela entrevista, siga-nos e ao selo no Facebook e Instagram para receber as novidades que estão por vir.

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Tiago Siqueira

Tiago Siqueira edita fanzines impressos desde 1994. É editor do Akkeldama e do Rip Ride. Trabalha com jornalismo comunitário em Planaltina-GO.

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