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VOLKMORT – Battle Desolation

Nacional - Independente

Antes de mais nada devo parabenizar a iniciativa, garra e coragem desta banda por “meter as caras” e lançar um trabalho independente, apesar do atual momento econômico em que vivemos!

O reconhecimento deste trabalho já está aparecendo: O CD está na lista  entre os melhores discos lançados em 2019, segundo o programa CRAZY PINUP da DARK RÁDIO (https://darkradio.com.br) e o site METAL NA LATA (http://metalnalata.com.br/site/).

Após 16 anos de estrada, o VOLKMORT nos apresenta seu debut “Battle Desolation” com um Death Doom Metal extremamente sujo e arrastado, banhado com lágrimas de guerra, pois esta é a temática de álbum!  Caos, sofrimento e  angústias que cercam o campo de batalha.

Iniciamos a música ‘Senteced to Death’, com uma belíssima e envolvente intro, tocada pela Orquestra Sinfônica de Moscou no documentário de 1995, Trinity and Beyond:The Atomic Bomb, para em seguida sermos bombardeados com um riff matador acompanhado de um vocal gutural, trazendo um fudido Death Metal. Aos poucos a música se torna cadenciada, caindo para um Death Doom Metal entre passagens de bateria que parecem um anúncio de tropas ocupando o território de conquista! É a composição mais longa do trabalho com seus 10:01 minutos ficando nesse círculo de rapidez e cadenciamento dentro do Death Doom. ‘The Begginning of the End, Prelude to Chaos’ é bem mais arrastada, onde baixo e bateria ficam responsável pelo peso da música, entre bases e vocais de Dunkel Traum que parecem vir do abismo. A próxima é ‘Destructive Obsession (World’s Funeral)’ que me lembrou algo de AUTOPSY. Um clima mórbido junto com um bom trabalho dos guitarristas Unorthodox e Necro Abhorrence faz com que esta  música tenha uma atenção especial.

‘Frontline’ tem uma intro tirada do filme Coward de 2012 de David Roddham ( Coward se concentra no tratamento brutal sofrido pelos soldados da Primeira Guerra Mundial…), em seguida surge aquele Death/Doom no velho estilo, lento e doentio, o vocal gutural dá ainda mais um clima infernal, as bases sempre variando ora veloz ora mais cadenciada.  Após passar rapidamente pela faixa ‘Abyys’ temos por fim ‘Triumphus Mortis’ gravada num ensaio, que nem por isso ficou menos destruidora, sendo para mim um destaque deste álbum. Bases melancólicas, trazem todo um clima catastrófico característico do estilo.

Confiram o que vos digo:

 

 

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Giovan Dias

Editor do The Glory Of Pagan Fire Zine, trabalho iniciado ainda na década de 90, voltado ao Black, Death, Doom Metal.

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